Arquivo da Categoria ‘Xbox 360’

Warhammer 40,000: Space Marine – Análise

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

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A franquia Warhammer 40,000 nasceu nos tabuleiros na década de 80 e desde então conquistou uma imensidão de fãs ao misturar a ficção-científica com fantasia e nos videogames ela ficou mais conhecida por alguns jogos de estratégia desenvolvidos pela competente Relic Entertainment. Foi então que a THQ, visando expandir o público alvo, deu à Relic a missão de criar um título focado na ação, nascendo então o Warhammer 40,000: Space Marine.

Distribuído no Brasil pela Arvato Games com versões para o Xbox 360, Playstation 3 e PC, a primeira impressão ao iniciarmos a campanha principal é de estarmos diante de um capítulo da série Gears of War, com a câmera em terceira pessoa seguindo o protagonista e uma grande quantidade de inimigos surgindo a todo estante no cenário bastante destruído, mas ao contrário dos jogos da Epic Games, aqui grande parte das batalhas acontecem a curta distância, com o jogador conseguindo desferir uma razoável sequência de golpes caso julgue ser a melhor solução.

Contudo, as armas de fogo também marcam presença e a variedade delas é algo que merece elogios, embora só possamos carregar quatro de cada vez. O grande problema é que o game não oferece muitas opções ao jogador e durante boa parte do tempo passaremos atirando nos inimigos mais distantes e quando eles se aproximarem, os aniquilaremos como se estivéssemos em um Hack and slash.

A desenvolvedora até tenta escapar desta mesmice, seja oferecendo sequências onde estamos a bordo de algum veículo ou apresentando algum chefe de tempos em tempos, mas o fato é que o Space Marine nunca consegue entregar a carga dramática ou momentos épicos de um Gears of War.

Isso talvez seja culpa dos personagens apresentados durante a aventura que não são muito carismáticos ou por causa do enredo um tanto insosso e por falar nisso, nele conhecemos a história do Capitão Tidus, do Sargento Sidonus e do inexperiente Leandros, três Space Marines, a elite da humanidade, que precisam ir ao planeta Forge World Graia ajudar os habitantes locais a derrotarem uma invasão de Orks. O local é um ponto estratégico, já que por lá são construídos uma das principais máquinas da guerra travada entre as espécies, os Titans, robôs gigantescos que podem mudar o desenrolar do conflito.

Modificados geneticamente e submetidos a um intenso treinamento, os Ultramarines, como são conhecidos os soldados que dão nome ao título, utilizam uma pesada armadura que nos passam a impressão de que eles são tanques sobre pernas e ao vê-los em movimento, fica ainda mais forte a sensação de que estamos assistindo Marcus Fenix e sua trupe em combate, ainda mais quando Tidus utiliza sua espada/serra-elétrica para fatiar alguns Orks.

Usando como inspiração um dos melhores jogos de ação dos últimos anos, o que não chega a ser algo de todo ruim, o grande problema do Warhammer 40,000: Space Marine pode ser considerado justamente a sua falta de identidade, embora todo o universo da franquia esteja bem retratado e os fãs consigam reconhecer facilmente seus elementos, como armas, veículos e personagens, mas o que acaba pesando negativamente é mesmo a falta de inovação na jogabilidade.

Quanto aos gráficos, o jogo consegue brilhar ao retratar muito bem os inimigos ou mesmo as armaduras dos Ultramarines, atenção também vista na animação facial, mas que ficou faltando um pouco nos cenários. Após algum tempo de partida parece que estamos passando sempre pelos mesmos lugares, o que acaba ajudando a tornar a experiência mais repetitiva. A parte sonora também agrada, mesmo eu não conseguindo me acostumar as vozes “humanas” dos Orks.

Com isso, não quero dizer que o Warhammer 40,000: Space Marine seja um jogo ruim, pelo contrário, mas após encarar três Gears of War, fica difícil olhar para a criação da Relic e ter alguma surpresa. Talvez o game seja melhor apreciado por aqueles que nunca enfrentaram os Locusts no Xbox 360 ou ainda pelos grandes fãs da franquia Warhammer 40,000. Já para todos os outros, o game provavelmente será considerado uma experiência mediana.



Demo de Mass Effect 3 chega em 14 de fevereiro com suporte a Kinect

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O demo da campanha de Mass Effect 3 chegará à Xbox Live, PSN e PC no dia 14 de fevereiro. Para os donos de Xbox 360 há um motivo a mais para dar uma chance ao jogo: o suporte ao Kinect. A dita interação com o acessório da Microsoft não se refere a jogar Mass Effect 3 com seus movimentos, mas sim a dar comandos de voz aos membros de seu time. Mas até que a ideia é boa, veja só.

Quer dizer, seria divertido controlar o Comandante Shepard com os movimentos de seu corpo, mirar e atirar apenas com os braços, mas ainda não encontraram uma adaptação interessante para jogos tão complexos quanto Mass Effect. Enquanto essa solução não chega, mesclar o bom e velho controle com comandos de voz é o que temos.


(Vídeo do YouTube)

Nos dois primeiros jogos da série, você dá ordens para os membros de seu time e troca de armas através de menus que são ativados por um botão, interrompendo a ação por alguns segundos.

Com os comandos de voz do Kinect, essas ações serão feitas através de comandos de voz simples, como “Cover me” ou “Ashley, Move!”. Também é possível trocar de armas e ativar os poderes “bióticos” dos personagens através dos comandos, sem interrupção alguma. Quem já testou o demo disse que há pequeno delay até que o sistema reconheça o comando, mas ele funciona bem.

Mass Effect 3 é a continuação da série de RPG de ação da Bioware e deve chegar ao Xbox 360, PS3 e PC no dia 6 de março desse ano, trazendo o desfecho da saga do Comandante Shepard contra os Reapers, uma raça que pretende extinguir a vida humana do universo.

Com informações: Joystiq

Demo de Mass Effect 3 chega em 14 de fevereiro com suporte a Kinect



Os melhores de 2011 – Resultado final

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Depois de vários dias de votação, chegou ao fim a nossa eleição dos melhores do ano e contados os votos, está na hora de revelarmos quais foram os vencedores. Nesta edição de 2011 tivemos alguns títulos que ganharam em mais de uma categoria, um recorde e como não poderia deixar de ser, algumas barbadas. Surpresas mesmo, acho que nada muito grande.

Caso não lembre o resultado das votações anteriores, aqui estão os links (2008, 2009 e 2010), mas como você deve estar ansioso para saber os premiados de 2011, vamos direto a eles, começando pelos smarthphones.

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Se no ano passado a franquia da Epic Games exclusiva dos celulares e tablets com sistema iOS ficou num modesto terceiro lugar, este ano não teve para ninguém e o Infinity Brade 2 conquistou mais da metade dos votos. Com os gráficos mais bonitos da plataforma e uma jogabilidade refinada, podemos dizer que o resultado é justo e já esperado.

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No PS3 a disputa foi acirrada mas o Uncharted 3: Drake’s Deception acabou ficando com o título de melhor jogo do ano para o console, garantindo o segundo prêmio para a franquia (o anterior levou o prêmio em 2009). O curioso foi ver o tão aguardado Dark Souls ficando apenas na terceira colocação.

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E no PSP quem se saiu melhor foi um remake. Desbancando outro título da franquia, o Dissidia 012, o Final Fantasy IV: The Complete Collection conquistou a primeira posição ao resgatar um dos mais adorados capítulos da série, mostrando que mesmo no fim do ciclo de vida de um videogame, ainda há espaço para uma nova interpretação de um clássico.

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Um massacre. Não há outra maneira de definir o primeiro lugar do The Legend of Zelda: Skyward Sword. Com 80% dos votos, nunca um jogo teve uma vitória tão esmagadora nas premiações do Meio Bit Games. Talvez isso explique porque tantas pessoas consideram o game para o Wii como o melhor capítulo da série, superando até mesmo o Ocarina of Time.

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E por falar em Ocarina of Time… Num ano em que o novo portátil da Nintendo passou por dificuldades, eis que o melhor jogo para ele segundo os leitores do Meio Bit Games é, assim como no PSP, um remake. Não adianta, por mais que alguns digam que a série The Legend of Zelda é apenas o reaproveitamento de ideias, sempre que um novo capítulo é lançado milhões de pessoas os compra e não seria diferente com uma versão melhorada do mais adorado de todos.

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Apesar da a grande concorrência, o RPG épico da Bethesda conquistou os donos de um Xbox 360 e ficou com o primeiro lugar na plataforma. Dessa vez nem Marcus Fenix e sua equipe tiveram força para brigar com o The Elder Scrolls V: Skyrim e chama a atenção o Dark Souls ter amargado a última posição. Será que o jogo da From Software não merecia sorte melhor?

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Mesmo com lançamentos fantásticos como o Portal 2 e o Batman: Arkham City, o grande destaque nos computadores foi mesmo o Skyrim, com seus cenários imensos e as batalhas contra dragões. Na plataforma o jogo ainda contou com gráficos mais bonitos e a possibilidade de utilizarmos modificações criadas por outros usuários, fazendo valer a primeira posição.

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Gráficos belíssimos, uma jogabilidade simples e uma inovadora maneira de se contar a história, com um narrador nos acompanhando durante toda a aventura. Foi isso que garantiu ao Bastion o título de Melhor Jogo por Download de 2011, superando até mesmo o badalado Trine 2.

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E para confirmar a sua qualidade, os leitores também elegeram, com mais da metade dos votos, a criação da Supergiant Games como o melhor jogo independente. Destaque também para o Terraria, mostrando que o estilo Minecraft funciona também em duas dimensões, mas há de se lamentar a pouca aceitação do Metroidvania Capsized.

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Essa categoria todos já sabiam quem seria o vencedor. Depois de tantos anos em produção e análises destruindo a criação terminada pela Gearbox, ficou provado que o Duke Nukem Forever deveria ter permanecido apenas nas pranchetas dos designers. Com sonoros 72% dos votos, Duke mostrou que é grande até quando fracassa e torcemos para que o próximo jogo resgate a reputação do personagem, mas será que alguém ainda apostaria nele?

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Aqui temos outra barbada. Com uma legião de fãs tão grande e o último lançamento da franquia tendo ocorrido há mais de uma década, era de se esperar que o Diablo III ficasse com o título de mais aguardado de 2012, o que levou a quase metade das pessoas a votarem no título da Blizzard. Só esperamos que tanta expectativa seja correspondida.

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E na disputa mais apertada da votação, pela terceira vez seguida o Playstation 3 foi eleito por nossos leitores como o melhor sistema do mercado. Dessa vez o PC quase lhe roubou o posto, mas será que o console da Sony terá forças para vencer também em 2012? Os donos de um esperam que grandes exclusivos continuem chegando e o anúncio de novas funções garantam mais um título.

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Skyrim, Skyrim, Skyrim… Apesar de só ter sido lançado perto do final do ano, é seguro dizer que nenhum jogo foi tão comentado em 2011 quanto o The Elder Scrolls V. A música tema do game foi tocada incessantemente, seja no trailer ou por pessoas que gravaram covers, vídeos com seus bugs entupiram o Youtube, milhares de histórias vividas no mundo do RPG foram recontadas em blogs e até mesmo memes surgiram, então, nada mais justo do que o Skyrim faturar três prêmios na eleição e ficar com o mais importante deles, o de melhor jogo do ano. FUS RO DAH!



Pode um videogame ser atacado por vírus?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

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Embora a maioria das pessoas que utilizam computadores com uma certa frequência conheçam os perigos de termos vírus no sistema, ainda existe uma certa aura de mistério em relação a isso quando falamos dos videogames e em uma época em que os consoles e portáteis estão conectados à internet quase que integralmente e com ataques os sucessivos ataques as suas redes, será que corremos risco de ver nossos consoles infectados?

Para tirar essa dúvida, pedimos a Marcos Cavalhieri*, professor nos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação na Universidade Anhembi Morumbi, que preparasse uma espécie de FAQ sobre o assunto, onde ele falou sobre as chances de um vírus atingir o Xbox 360 ou Playstation 3, além das vantagens de termos os aparelhos atualizados.

1.  Tenho um Xbox 360 com conexão para internet. Ele pode receber vírus? E o meu PS3?

Um vírus de computador nada mais é do que um programa escrito com a finalidade de causar algum tipo de prejuízo ao sistema que foi infectado. A maioria dos vírus utilizam brechas de segurança no sistema operacional para se instalar e se propagar. Os sistemas operacionais destes consoles (Xbox 360 e PS3) são bastante restritos no sentido de que apenas programas autorizados pelos seus fabricantes podem ser executados. Ou seja, para se criar um vírus seria necessário antes quebrar as camadas de segurança do sistema, o que geralmente não é uma tarefa simples. No caso do PS3, por exemplo, levou-se uns 4 anos, mais ou menos, até que uma brecha fosse explorada e uma maneira de destravá-lo fosse viável.

Diante disso, é muito improvável que exista interesse nesse tipo de empreitada. Embora seja possível escrever vírus para consoles, teoricamente, é muito mais fácil distribuí-los através dos sistemas operacionais mais conhecidos, como o Windows.

2. Uso a mesma conexão wi-fi de internet do PC, para acessar a internet pelo meu videogame. Posso infectar meu console?

Não. Todos os vírus que poderiam, em tese, infectar seu computador, não são capazes de infectar o console. São sistemas operacionais diferentes.

3. Se eu possuo um videogame desbloqueado para jogar com mídias piratas, estes games podem estar contaminados e danificar meu sistema?

Embora seja possível, na prática não acontece. A partir do momento em que você destrava seu console para ter acesso a jogos adquiridos de forma não oficial, a responsabilidade da segurança deixa de ser do fabricante e você passa a confiar nas pessoas envolvidas na distribuição destes jogos e nos demais programas responsáveis por destravar o console. É perfeitamente possível esconder um vírus nesses pacotes.

4. Faço o download de arquivos .torrent e rodo os programas gravados em uma mídia, no meu videogame. Posso transmitir vírus desta forma caso o torrent esteja infectado?

Essa pergunta é uma variação da anterior. A forma de adquirir jogos/programas, além da tradicional mídia de dvd/bluray, está sujeita aos mesmos problemas que a distribuição de torrents pela internet.

5. Rodar filmes em Blu-Ray no meu PS3 ou um DVD, no meu Xbox 360, podem trazer algum risco ao meu sistema se as mídias forem originais?

Nenhum risco, além do desgaste natural do hardware.

6.  Tirei fotos e gravei vídeos de uma festa e pretendo usar meu videogame para ver como ficou. É aconselhável passar algum anti-vírus no pendrive que vou utilizar neste processo?

Não é necessário já que o anti-vírus iria somente rastrear vírus para o sistema operacional que foi desenvolvido. Não existem anti-vírus para PS3 e Xbox.

7. Tenho um videogame desbloqueado e consequentemente, não consigo fazer os updates do sistema. Corro algum risco?

Os updates, em geral, trazem novos recursos que podem melhorar a interface gráfica ou resolver bugs das versões anteriores, incluindo aqueles que possibilitem o desbloqueio do console. Além de perder o desbloqueio, o único risco é ficar vulnerável a ações maliciosas.

8. Estou seguro de que meu videogame está com vírus. Quais são as medidas que posso tomar para tentar limpar meu console? Formatar o HD do vídeo game ou comprar um novo seria uma solução?

Quais seriam os sintomas a ponto de você ter certeza que seu console esteja infectado? Bom, neste caso, o mais prudente seria formatar e efetuar o último update.

9. Troquei de HD, mas continuo com o mesmo problema no console. Levar o videogame para um técnico seria uma opção?

Sim, caso não se sinta seguro, leve a um especialista.

10.   Quais são as recomendações para que eu fique protegido de ameaças em meu videogame? Softwares originais e a realização de updates são garantias de que meu sistema estará seguro?

Os updates, junto ao uso de jogos/software de procedência conhecida, são a melhor forma de reduzir as possibilidades de você ter problemas.

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*Marcos Cavalhieri - Graduado em Ciência da Computação pelo Centro Universitário Eurípides de Marília e mestre em Engenharia de Sistemas Eletrônicos pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Atualmente leciona disciplinas relacionadas à algoritmos e programação de computadores. Como docente, utiliza técnicas de Educação a Distância por meio de “Learning Management Systems” (LMS): Moodle e Blackboard. Como pesquisador atua principalmente na área de Vida e Inteligência Artificial.



Usuários da Xbox Live podem estar sendo alvo de golpe

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Hackers

E lá vamos nós de novo. O blog Video Game Writers publicou um texto alertando os usuários da Xbox Live para tomarem cuidado, pois as contas de algumas pessoas teriam sido usadas para a compra de itens e jogos sem o seu conhecimento.

Segundo um leitor, ontem de manhã ele percebeu que US$ 241 foram gastos em sua conta do Paypal, que está ligada a da Live e quando ele entrou em contato com o serviço de cobrança online, o atendente lhe informou que eles já haviam recebido 19 chamados semelhantes em menos de uma hora. Já em um  conversa com a Microsoft, o rapaz disse que ao relatar o problema, o funcionário da empresa nem mesmo argumentou, reconhecendo a fraude e a enviando para a equipe de investigação. A pessoa disse ainda que o método usado seria o roubo da conta, a aquisição de Microsoft Points e a posterior comprar de uma conta Gold Family, permitindo assim que os pontos sejam transferidos para outro console.

Vale lembrar que algo semelhante já havia acontecido em outubro passado, quando algumas pessoas perceberam que vários conteúdos adicionais para o FIFA foram adquiridos com suas contas, mesmo sem que elas possuíssem o jogo e embora estejamos diante de apenas uma reclamação, se os atendentes do Paypal e da Microsoft passarem mesmo essas informações, a situação pode ser bem mais abrangente.

Na dúvida, o recomendável é que todos troquem suas senhas, preferencialmente para uma mais complexa e PELO AMOR DE DEUS! Não saia clicando em tudo quanto é link disponível em emails suspeitos que você recebe, pois a situação tem mais cara de phishing do que de a Live ter sido hackeada.



Presentes que a gente queria ganhar no Natal

sábado, 24 de dezembro de 2011

Ah, o Natal. Tempo de reencontrar os familiares, preparar uma ceia farta e saborosa, passar um bom tempo jogando conversa fora e… Abrir os presentes, é claro! Imbuído do mais genuíno espírito capitalista natalino, eu dei uma incumbência para a adorada equipe que coloca o Tecnoblog no ar diariamente. A missão: que cada um contasse qual é aquele presente que ele gostaria de ganhar do Papai Noel.

Pedidos a la Miss Brasil, como paz no mundo e liberdade para os usuários da Apple, foram ignorados. Os presentes de verdade, aqueles que estão em alguma loja do mundo, você confere abaixo.

TV Samsung D7000VGXZD

Pedido do João Brunelli:

Quando assistir vídeos em alta definição pela web não é um sacrifício, por que perder tempo com as diminutas telas de smartphones, tablets ou notebooks? Papai Noel, meu velho, me mande uma TV Samsung D7000VGXZD com suas 60 polegadas de extravagância cromada LED 3D, monolito sagrado do entretenimento que desperta a admiração das mulheres e o respeito dos homens.

Digna representante da mais nova geração de aparelhos de TV, conta com perfumarias como capacidade de acessar a web, reproduzir conteúdo de sites e exibe vídeos 3D graças àqueles óculos de gosto duvidoso que ninguém realmente vai usar em casa. Mas nada disso importa diante de suas paquidérmicas proporções, que a tornam irresistível para qualquer entusiasta. Afinal, não existe televisão grande demais.

PlayStation Vita

Pedido do Leandro Alonso:

O PlayStation Vita está na minha lista de desejos por ser a mistura de iPhone com console portátil: tela de 5 polegadas touchscreen, sticks analógicos, giroscópio, acelerômetro, 3G, Bluetooth, Wi-Fi e principalmente a placa gráfica capaz de gerar os mais impressionantes gráficos em um aparelho portátil.

Apesar das constantes reclamações em torno da jogabilidade de alguns títulos a serem lançados, acredito que são erros que não serão repetidos pelas produtoras em lançamentos futuros e teremos uma experiência muito mais profunda e emocionante em títulos que ainda estão por vir. Além disso, quem não gostaria de carregar consigo no bolso versões de games consagrados do PlayStation 3 como Uncharted: The Golden Abyss, Little Big Planet, F1 2011, Killzone e Call of Duty? Some todas essas características com o suporte a troféus da PSN, alguns aplicativos para Facebook, Twitter etc. e temos um gadget que merece estar na lista do bom velhinho.

Samsung Galaxy Nexus

Pedido do Lucas Braga:

Recentemente o Google trouxe a melhor surpresa para o mundo do robô: o Galaxy Nexus. O primeiro telefone a carregar a quarta versão do Android possui uma gigantesca tela curva de 4,65 polegadas, com 720p de resolução. É meio grande, mas e daí? São 1.280×720 pixels na tela de um celular!

Com o processador dual-core de 1,2 GHz e 32 GB de armazenamento interno, o Galaxy Nexus é o Android que mais priorizou a multimídia, sendo capaz de rodar jogos com gráficos incríveis, filmar em Full HD com qualidade e utilizar a câmera frontal de 1,3 megapixel para bater papo no Hangout do Google+.

Ele ainda não está disponível no Brasil, mas isso é uma questão de tempo. De qualquer forma, Papai Noel, se você estiver passando pelos EUA e quiser me dar um de presente, aceito com muito prazer, e, como sou bonzinho, já indico onde encontrá-lo: na BestBuy ele está saindo a US$ 799 (sem contrato).

iPhone 4S

Pedido do Thiago Mobilon:

Querido Papai Noel, de Natal eu quero preciso (!) de um smartphone novo. Não posso dizer que fui um bom menino esse ano, já que derrubei Toddy no meu MacBook no último dia da Campus Party e há cerca de 3 meses caí na piscina com iPhone e tudo no bolso.

Como trabalho com o MacBook, fui obrigado a comprar outro imediatamente, mas ainda estou me virando como posso com o 3GS. Ele ainda funciona, mas o vibra call queimou, assim como falante onde se ouvem as ligações. Ou seja, só consigo atender chamadas usando o fone de ouvido ou o viva-voz (Nextel style!).

Costumo trocar meus aparelhos a cada dois anos ou mais, então está na hora de trocar mesmo. Mas confesso que fiquei um pouco frustrado com o 4S, especialmente agora que os preços foram divulgados

Eu sei que existem aparelhos sensacionais no mercado, mas a minha preferência (apesar de tudo) ainda é por um iOS. Estou considerando outros aparelhos (HTC Ultimate? Galaxy S2?), mas ainda tenho que ver se eles me atendem 100%. Logo, se tivesse que escolher um nesse momento, seria o iPhone 4S.

Nintendo 3DS

Pedido do Trevis Bonifácio:

Meu caso com o Nintendo DS foi amor à primeira vista e um dos melhores investimentos que fiz na vida. Eu passava o dia inteiro com ele. Esse ano já até mandei minha carta pro Papai Noel pedindo um 3DS.

O novo portátil foi lançado em março desse ano, trazendo poucos jogos interessantes e uma aposta muito pesada no seu inovador 3D sem óculos, na época não me interessei em simplesmente “fazer um upgrade” em meu DS Lite. A verdade é que mudei de ideia sobre ele após passar uns dias com um.

A principal feature do brinquedo é o poder de produzir imagens em 3D sem o auxílio de óculos especiais, mas se você se sentir incomodado, ter náuseas ou ficar vesgo, pode desligar o efeito 3D e aproveitar os jogos do mesmo jeito. Pra auxiliar em alguns jogos, ainda temos sensores de movimento e reconhecimento facial para alguns jogos. O portátil ainda conta com uma câmera 3D que, além de ser utilizada para jogar alguns games de realidade aumentada, permite tirar fotos e gravar vídeos. Papai Noel me deixaria muito feliz se me desse um 3DS.

Samsung Galaxy Note

Pedido do Paulo Graveheart:

Do Papai Noel eu quero Samsung Galaxy Note, porque ele é tudo o que alguém como eu, que tem um celular mas não gosta de falar ao telefone, quer em um smartphone. Tela grande, ótimo para acessar a internet e responder emails, e diversas outras tarefas que em uma tela pequena se tornam incômodas. Embora o tamanho do aparelho assuste um pouco no começo, ele é o híbrido exato entre smartphone e tablet, atendendo exatamente o público que quer ter todas as vantagens de um tabler, mas não pretende andar com um aparelho gigante na rua.

Viagem espacial

Pedido do Rafael Silva:

Enquanto a maioria dos meus colegas escolhe um gadget como presente de natal, eu não acho que há um eletrônico que me faça dizer “preciso disso agora pra facilitar tal aspecto da minha vida” ou algo parecido. Mas de uma certa maneira, vou acabar sendo um pouco mais ambicioso do que qualquer um deles. No lugar de um gadget, prefiro ganhar uma viagem de ida e volta ao espaço. Existem várias empresas planejando oferecer esse serviço já no ano que vem, como a XCOR e Virgin Galactic. Infelizmente, o preço da passagem é o que ainda deixa esse item na minha lista de sonhos inalcançáveis: varia de 95 mil a 200 mil dólares. Ouch.

Xbox 360 com Kinect

Pedido do Thássius Veloso:

Ah, eu quero do Papai Noel um Xbox 360. Se o velhote puder trazer também o Kinect, o acessório para capturar movimentos da Microsoft, tanto melhor. A combinação perfeita para games está na minha lista de desejos desde o início do ano. Faz tempo que eu não ganho um console atual, então já passou da hora do Papai Noel comparecer com um bom presente.

Por que Xbox mais Kinect? Porque dá para tirar proveito do controle tradicional do videogame, sem abrir mão das novas tecnologias que estão por vir nessa seara. Se bobear, até me meto a desenvolver novas aplicações para computador utilizando o Kinect. O SDK está aí para isso…

Feito no Brasil e com preços fenomenais, então, não tem desculpa para o Noel deixar de me dar um desses. Fica o aviso: se o sr. não aparecer com uma caixa da Microsoft no dia 25, nem adianta insistir – não vai ganhar rabanada.

Gaming Keyboard da Razer: Star Wars Knights of the Old Republic

Pedido do Gus Fune:

Pra esse Natal eu quero ganhar o teclado Razer Star Wars Knights of the Old Republic. Vi essa belezinha em junho na E3 e me apaixonei pela ideia de ter um teclado com teclas macros 100% customizáveis e claro, é de Star Wars e não tem como não amar isso. Diferente dos teclados de gaming que existem hoje, esse vem com 10 botões que mudam a aparência, graças a uma pequena tela de LCD dentro da tecla. Eu provavelmente configuraria o meu para ficar uma cor chapada e parecer um console de uma nave vinda de Guerra nas Estrelas. Fora isso, é um produto com um design bonitão, lembra uma X-Wing e as teclas são bem macias de apertar (sim, eu testei). O único lado ruim é o preço salgado (US$ 249,99).

BookBook

Pedido do San Picciarelli:

Hoe hoe hoe! Minha recomendação de compras para esse final de ano – quem sabe o bom velhinho não está ouvindo… – é um produto bem bacana chamado BookBook para quem usa iPad e iPhone. Quem os fabrica é a TwelveSouth, uma empresa pequena da Carolina do Sul (EUA).

O conceito é ao mesmo tempo simples e também extremamente agradável aos olhos: uma nova capa (ou case) para iPads e iPhones que se parece com um livro daqueles deliciosamente batidos e velhos — coisa rara hoje.

Tanto o BookBook para iPad quanto para iPhone são feitos artesanalmente à mão e trabalhados totalmente em couro. Ou seja, não existem dois cases iguais. Ah, tem para MacBook também e os outros produtos da casa não são de se jogar fora também. Pelo contrário.

Presentes que a gente queria ganhar no Natal



Battlefield 3 – Análise

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

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Desde que foi mostrado pela primeira vez, a minha expectativa pelo Battlefield 3 foi do mais alto patamar até um quase total desinteresse. Isso aconteceu porque a partir do momento em que o jogo foi lançado vi algumas análises criticando a sua campanha principal e várias pessoas reclamando da sua falta de originalidade, mas ainda assim resolvi arriscar e posso dizer que valeu a pena.

Apesar de contar com um modo singleplayer curto e com enredo batido, gostei da maneira como a história foi contada, em flashbacks, além de apresentar algumas reviravoltas  e embora os momentos marcantes sejam menos impactantes do que os vistos na série Modern Warfare, eles estão presentes, como na missão em que estamos a bordo de um F/A-18 Hornet, ao vermos dezenas de paraquedistas russos saltando sobre um descampado ou mesmo o trecho final.

Há de se mencionar no entanto que, embora estejam no contexto, boa parte dessas passagens parecem estar ali mais para mostrar o poder da engine Frostbyte 2 e por falar nela, é inegável que se trata da grande estrela do jogo. Se no Playstation 3 o game já é muito bonito, fico imaginando como ele ficaria num computador topo de linha, rodando com todas as configurações no máximo e apresentando efeitos de partículas, sombras e iluminação em sua plenitude.

O aspecto negativo em relação a engine é justamente aquilo que mais me agradou nos dois Battlefield: Bad Company, a destruição dos cenários. Infelizmente no BF3 a maioria das paredes voltaram a ser locais seguros e não vemos mais casas e grandes estruturas vindo ao chão após serem alvejadas e pelo menos no console o surgimento repentino de objetos na tela (também conhecido como Pop-in) incomoda um pouco.

Outro aspecto técnico que chama a atenção são os efeitos sonoros. Se no CoD: Modern Warfare 3 a trilha sonora é um espetáculo a parte, aqui os sons das explosões e tiros são os destaque e o tema da série ajuda a tornar certas situações mais épicas.

Por enquanto não me arrisquei nos modos online do jogo, mesmo sabendo que é aí onde estão os maiores elogios feitos ao Battlefield 3. Para mim o mata-mata da série sempre foi o melhor do mercado, exigindo mais coordenação entre as equipes e sendo mais receptivo aos novatos, provavelmente devido aos mapas maiores que nos dão mais tempo para pensar, além de gerar partidas menos frenéticas do que as vistas em um Call of Duty e caso o estilo tenha sido mantido aqui, creio que gostarei de jogar online, algo raro ultimamente.

Para mim o Battlefield 3 mostrou-se uma grata surpresa. Talvez porque eu tivesse diminuído bastante minha expectativa em relação a ele, mas o fato é que não achei sua campanha assim tão ruim, mas se o seu multiplayer me divertir tanto quanto os de outros títulos da série, então para mim o jogo merecerá um lugar entre os melhores do ano.

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[Resenha] Rocksmith: a evolução dos games musicais

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sequer sabe segurar um violão direito, ou mesmo posicionar os dedos nos trastes. Os dedos curtos e grossos não ajudam. Como quase todo amante de música, já sonhou interpretar os sucessos de seus astros favoritos, mas numa loja de instrumentos musicais se sente a pessoa mais idiota e ignorante do mundo. Um dia, foi lá com uma pequena caixa embaixo do braço, comprou uma Eagle usada, algumas palhetas, nenhum amplificador, e foi pra casa ligar o Xbox. Duas horas depois já se sentia o Slash e tocava de verdade.

É essa a sensação de quem joga Rocksmith e não sabe nada de guitarra. Lançado no fim do mês passado, o disco do jogo vem acompanhado de um cabo USB para conectar o instrumento ao console, e apesar de conquistar os corações dos amadores, muito provavelmente também será apreciado pelos Pros. Com uma curva de aprendizado adaptada ao ritmo de cada guitarrista, inexistência dos tradicionais níveis de dificuldade, e um repertório variado indo do indie ao clássico (mas ainda com poucos DLCs), o jogo da Ubisoft já se tornou um favorito na minha estante, e será responsável pelo fim da minha frustração por não ter aprendido nenhum instrumento musical, frustração esta que também é a de vários nerds.

No jogo, é possível escolher o modo carreira, chamado “Journey”, ou tocar músicas individuais. No modo carreira, começa-se tocando músicas simples em muquifos, e vai-se progredindo – nos muquifos e nas músicas – conforme o avanço de suas habilidades. No final (ainda não cheguei lá), imagino que se torna um rockstar e toca para uma grande platéia em um estádio. Se pá, ainda leva umas groupies à tiracolo, dependendo da platéia real presente em casa, mas divago.

Há ainda o amplificador, onde é possível configurar pedaleiras e distorções e experimentar seus conhecimentos recém adquiridos e brincar um pouco; o Chordbook, onde vagarosamente se aprende a fazer os diferentes acordes de cada uma das músicas do jogo; e o Guitarcade, com joguinhos simples para ensinar técnicas para aperfeiçoar e treinar as mãos. Há também os Technique Challenges, que propõem desafios gerados de forma dinâmica e compatíveis com cada jogador, visando treino e correção de possíveis vícios, e com tutoriais de técnicas usadas em cada uma das músicas da playlist.

Uma das coisas mais legais de se aprender guitarra através do videogame é que muito do que se aprendia com um professor chato – dizendo que essa corda tem que ser apertada com o mindinho e não com o indicador, etc –, se aprende intuitivamente. Ritmo, dedilhado, acordes, e até mesmo a coordenação motora se adaptam com o tempo, e você descobre que muito do que achava que era falta de talento sua só depende de um tiquim de treino. Tocar sem a tentação de olhar para o braço do instrumento a toda hora é outra coisa que se aprende sem perceber, e ainda se divertindo no processo.

Nove nerds, uma guitarra. Sim, aquilo ali embaixo é um Dreamcast e um GameCube.

Nove nerds, uma guitarra. Sim, aquilo ali embaixo é um Dreamcast e um GameCube. Foto: @korjenioski

Apesar do jogo ser caprichado, alguns detalhes da interface incomodam um pouco. Um exemplo é acessar uma música e, ao fim da gig, ser direcionado pro menu inicial, e não para o último item usado. Outro é quando se está na lista de músicas e ordena-se elas em outro critério (por padrão, estão ordenadas alfabeticamente por título da faixa), mas ao retornar à lista, as músicas estão novamente ordenadas do modo padrão. Além disso, é impossível pular os tutoriais narrados na primeira vez que se inicia o jogo. Isso é especialmente chato quando se já os viu e depois se loga em outro profile na Live. Parece que a Ubisoft se preocupou tanto em fazer um jogo bom que esqueceu dos menus.

O jogo também vem com um afinador embutido, e verifica antes de cada música de está tudo ok com sua guitarra. Porém, em uma das músicas (“Unnatural Selection”, do Muse), aparentemente a afinação do jogo não está correta na primeira corda e por mais que se toque corretamente, ele avisa que está errado. Conversando com um amigo, isso parece ser um problema comum dos algoritmos de afinação de softwares musicais.

Rocksmith certamente vai criar uma demanda para outros jogos desse tipo, como o Guitar Hero fez em outros tempos. Mas ao contrário do jogo da guitarrinha de plástico, o game da Ubi não é brincadeira de criança. Não sei se é o melhor método de aprendizagem pra todo mundo, mas aprendi mais em duas horas de jogo com ele que em um mês de aulas de violão. Quem tem familiaridade com o instrumento, mesmo que não toque muita coisa, se sente em casa. De mim, uma pobre diaba que não entende nada de música, leva quatro estrelas e meia.

Abaixo, um garoto bastante melhor que eu tocando Black Keys:



Confirmado: Usar o XBox 360 com a nova dashboard é muito melhor

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

dori_met_07.12.11

Desconsiderando as mudanças no design do próprio aparelho, quantas vezes uma fabricante pode reinventar seu console? Quando há alguns anos a Microsoft fez profundas mudanças da dashboard do Xbox 360, parecia que o aparelho seguiria com aquela interface até o fim, mas com a chegada do Kinect a empresa de Redmond percebeu que a Metro se encaixaria muito melhor com a utilização sem joystick e liberou ontem uma atualização que novamente altera bastante a forma como usamos o videogame.

Após utilizar a nova dashboard por alguns minutos, tanto com o controle quanto com o Kinect, confesso que a sensação inicial é estranha. Não porque o sistema não funcione corretamente, pelo contrário. O problema é que se trata de um interface muito diferente, mas com uma utilização extremamente mais intuitiva, o que acontece também devido ao design mais sóbrio que o anterior.

Por falar em visual, impressiona o trabalho realizado pela Microsoft. A nova cara do Xbox 360 é belíssima e extremamente agradável, eliminando topo tipo de artifício desnecessário e agora as informações ficaram muito mais fáceis de serem encontradas.

Já entre as novas funções estão uma melhor integração com os comandos de voz, nos permitindo navegar entre as abas ou realizar buscas através do Bing apenas dizendo o que desejamos, o que é algo fantástico para os norte-americanos, que por exemplo, podem encontrar todos os episódios da sua série favorita rapidamente ou adquirir um álbum sem dificuldades.

Além disso, há a possibilidade de compartilharmos manualmente nossas conquistas através do Facebook, mas infelizmente não consegui descobrir se novos achievements são publicados automaticamente na rede social, como acontece no Playstation 3. Ainda sobre o Facebook, agora também podemos publicar lá quais os títulos que temos interesse em jogar com outras pessoas.

Porém, a função que merece mais destaque e elogios é a possibilidade de armazenarmos nossos saves na nuvem. No total temos 512MB a nossa disposição, espaço mais do que suficiente para fazermos backup do progresso de nossos jogos e nos testes que realizei, apenas um jogo (Ninja Blade) não me permitiu gravar uma cópia nos servidores da empresa, me obrigando a movê-lo para lá, o que consequentemente o apaga do console e é uma pena não termos uma opção para salvarmos apenas os saves dos games todos de uma vez.

Se uma pessoa que nunca teve contato com um Xbox 360 colocar as mãos nele agora, provavelmente não dará muito valor à nova dashboard, mas se você possui o console desde o início, provavelmente concordará que ele nunca teve um interface tão bonita e funcional.



Xbox ganha nova dashboard a partir de amanhã

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Em 24 horas, os felizes proprietários do Xbox 360 terão uma grande surpresa quando ligarem o console. Muito antecipada, a nova Dashboard do dispositivo está programada para entrar no ar na terça-feira, dia 6 de dezembro. E a Microsoft tem algumas promessas interessantes para quem possuir o console de geração atual.

Em primeiro lugar, o Xbox 360 dá as mãos ao Windows Phone. A empresa liderada por Steve Ballmer optou por reproduzir a interface com Tiles (os quadradinhos do WP) no console. Não fica com cara de smartphone gigante, no entanto, e eu considero que o resultado foi bastante positivo frente à interface anterior do dispositivo. Trata-se da maior mudança de visual do Xbox em cinco anos, de acordo com alguns veículos especializados.

Algumas categorias de recursos foram reorganizadas. “Social” aparece para dar vazão a essa necessidade contemporânea de compartilhar o que estamos pensando, fazendo e comendo nas redes Twitter e Facebook. O usuário poderá visualizar a timeline e atualizar o próprio perfil a partir do videogame.

Com a atualização de amanhã, a Microsoft pretende dar mais um passo rumo à televisão inteligente do século 21. Não por acaso, os aplicativos merecem destaque: tem Netflix, YouTube, Rango, Epix, Last.fm e vários outros. Dependendo do serviço de televisão por assinatura que o gamer assina, o Xbox 360 ainda dará acesso a canais ao vivo e funcionalidades que a operadora de TV paga fornece. Nos Estados Unidos, clientes da ComCast têm 10 mil filmes à disposição e os clientes da Verizon FiOS poderão assistir alguns conteúdos especiais.

Especificamente para o Brasil, a Microsoft confirma a disponibilidade de telenovelas da emissora mexicana Televisa no ano que vem. Também teremos conteúdo da MLB.tv relacionados a baseball. E só.

Xbox 360: conteúdo

O Bing marca presença na nova Dashboard. O buscador da Microsoft não leva o usuário diretamente para pesquisas na web. Em vez disso, aparece como opção para quem quer buscar por conteúdo armazenado no próprio console. Filmes, aplicativos, produtos disponíveis pelo Marketplace etc.

Também tem melhor integração com o Kinect. Quem tiver o acessório conectado ao console pode usar os gestos ou ainda comandos de voz para acessar aplicativos e fazer pesquisas (usando o Bing, claro) no Xbox 360. De acordo com o jornal The Guardian, a busca por filmes de “Harry Potter” depende de falar “Xbox, Bing, Harry Potter”.

Assinantes do Xbox LIVE Gold ganham o recurso de salvar jogos na nuvem, bem como filmes que estão assistindo. Dessa forma, basta colocar a Gamertag em outro console para puxar as partidas salvas e os filmes a serem vistos direto da nuvem da Microsoft.

A atualização da Dashboard não custa nada e deve entrar automaticamente nos consoles Xbox 360.

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