O Google apresentou novidades bem interessantes para o seu encurtador de URLs. Talvez você não saiba, mas o Goo.gl deixou de ser apenas uma API para ter uma interface completa e várias funcionalidades que qualquer encurtador, como o Bit.ly, oferecem faz algum tempo.
A começar pela cópia mais fácil da URL curta para o clipboard. A grande verdade é que normalmente a gente usa esses encurtadores quando vamos publicar algo no Twitter ou no Facebook. Em resumo, nas redes sociais, onde não há espaço para colocar URLs completas. Com essa melhoria, o Goo.gl automaticamente seleciona a URL criada. Aí é só apertar CTRL C para copiar.
Goo.gl encurta URLs com a qualidade Google
Outra novidade é a remoção de URLs salvas no Dashboard do seu Goo.gl. Caso você esteja logado no Google e use o serviço para encurtar um endereço de site comprometedor, terá total liberdade para remover esse item das suas URLs criadas recentemente. Mas é bom avisar: isso não faz com que o redirecionamento para de funcionar. Uma vez que a URL curta é criada, funciona para sempre (ok, há controvérsias…).
Com isso, o Goo.gl fica mais parecido com o Bit.ly. Na minha humilde opinião, esse serviço tem os melhores ajustes para quem realmente depende de encurtador de URLs. São estatísticas variadas, sem falar nas diversas ferramentas desenvolvidas por eles mesmos.
O Migre.me liberou nessa semana uma nova ferramenta que vai ser a menina dos olhos de analistas de mídias sociais e profissionais afins. Se você sempre se perguntou quantos usuários viram aquele seu tweet, o serviço brasileiro vai solucionar essa dúvida com uma forma inédita de calcular o alcance dos tweets e retweets dentro do Twitter.
Para visualizar a nova funcionalidade basta acessar a consulta de URLs encurtadas, nessa página. Lá você coloca o finalzinho do endereço criado a partir do Migre.me cujos dados você está curioso para descobrir. Inicialmente essa ferramenta servia para contar cliques em um link, mas agora tem estatísticas bem mais completas.
Aí está o "alcance" | Clique para ampliar
Entre as informações está o cálculo matemático que por enquanto é apelidado de abrangência. Eu conversei com o Jonny Ken, fundador e programador-chefe do Migre.me, que explicou como funciona: ele soma o número de seguidores não repetidos de cada usuário que tuitou a mensagem. Se um post do TB é retuitado por 50 pessoas, o Migre.me soma o número de seguidores dessas 50 pessoas e de todas as outras que usarem o link.
Com isso nós temos uma noção de quantos usuários do Twitter foram impactados pela mensagem tuitada. No tweet sobre a queda nos preços de Macs brasileiros, por exemplo, a mensagem foi retuitada por 47 usuários. Com isso o sistema calcula que quase 48 mil usuários viram o tweet (que continha o link criado via Migre.me, naturalmente).
O próprio Jonny já apontou que esse cálculo não é totalmente seguro, uma vez que não considera tweets de usuários repetidos. Por exemplo, se duas pessoas tuítam o link e um mesmo usuário vê a mensagem, esse usuário vai ser contado duas vezes. Ainda não existe uma maneira de considerar essa interseção de usuários, mas Jonny não descarta essa função para um futuro serviço pago do Migre.me.
Até onde sei nenhum encurtador de URLs conhecido oferece funcionalidade similar, o que comprova mais uma vez que a inovação brasileira pode muito bem solucionar os problemas que a internets nos apresenta. Parabéns ao Migre.me pela ideia genial!
Atualização às 19h41 | A redação do texto foi alterada.
Você e eu sabemos que o iPhone OS é uma plataforma fechada, sem que o usuário possa adicionar novas funcionalidades à interface dos aplicativos nativos. No Safari Mobile, por exemplo, são sempre os mesmos botões, o que meio que limita a criatividade dos desenvolvedores web. No caso dos encurtadores de URLs, muitos deles optam por um bookmarklet que carrega um Java Script e faz o endereço ser diminuído.
Já o Migre.me adotou uma estratégia ligeiramente diferente.
Em vez de adicionar botões ou criar entradas nos favoritos, o encurtador brasileiro permite que qualquer dispositivo acione o encurtamento de URLs por meio de uma simples intervenção na barra de endereços. Basta adicionar migre.me/ à frente do endereço normal, que você quer encurtar, para que o serviço faça todo o resto do trabalho.
Tão fácil quanto adicionar "migre.me"
Esse método foi desenvolvido por Jonny Ken, o criador do Migre.me. Ele explicou que, ao acionar a ferramenta do Migre.me dessa maneira, o usuário automaticamente é levado para a versão móvel do site, já na página que informa o novo endereço diminuído do site original. Bem prático!
E o melhor é que funciona não só no iPhone, mas em todos os tablets, celulares etc. Só é preciso ficar atento para que o endereço que você quer encurtar tenha http://, pois a nova ferramenta só funciona nessa condição.
Esse danado do Google não cansa de aumentar seus tentáculos a fim de dominar toda a internet, absorvendo as informações que nós, pobres usuários, disponibilizamos de livre e espontânea vontade. Teorias da conspiração à parte, a empresa de Mountain View habilitou ontem uma ferramenta para encurtar URLs. Sim, o Google URL Shortener agora tem interface amigável. Se cuida, Jonny Ken!
Google URL Shortener em funcionamento
Como você vê na página acima, ao acessar o Google URL Shortener é possível criar um novo endereço iniciado por goo.gl, que depois ainda poderá ser monitorado nessa mesma página. Eu fiz o teste e criei cinco URLs encurtadas com o novo serviço. Não é que funciona mesmo?
Na verdade, essa é apenas uma nova roupagem para o goo.gl. Anteriormente ele era acessível mediante API — se bem me lembro —, algo restrito para a usuários mais avançados. Agora qualquer um pode usar, e com direito a várias estatísticas sobre quem acessou a URL encurtada.
A McAfee, empresa de antivírus recentemente adquirida pela toda poderosa Intel por vários bilhões de dólares, está planejando iniciar um novo serviço, de olho na segurança dos internautas: um encurtador de URLs. Mas o que ele vai ter de diferente?
Já em fase de testes, o McAf.ee vai funcionar mais ou menos como o Migre.me: o usuário pode inserir um endereço de site maior, para que uma nova URL seja gerada, dessa vez pequenina. O diferencial fica por conta da verificação do site, em busca de códigos maliciosos.
McAf.ee em funcionamento | Clique para ampliar
O serviço por enquanto lembra bastante — em seu conceito — o T.co, encurtador do Twitter que será de uso compulsório no futuro. Com o T.co, os administradores da rede social vão poder bloquear o acesso de usuários a websites perigosos. De quebra, terão mais informações sobre os hábitos de consumo de conteúdo desses internautas.
Há alguns dias quase tivemos a perda do migre.me. Após uma alteração programada no servidor e um tempo de manutenção de 15~30 minutos, Jonny Ken, criador do serviço, gravou um vídeo comunicando que, após essa alteração, todos os arquivos do migre.me (código-fonte, banco de dados e backup) haviam sido perdidos. Tanto a hospedagem quanto o datacenter enviaram seus comunicados oficiais. A empresa avisou que conseguiram recuperar os dados de outros clientes hospedados na mesma máquina em que o serviço estava, mas por conta do tamanho do banco de dados, eles não conseguiram recuperar os dados. Por isso, o HD foi enviado para uma empresa de Minas Gerais, responsável por recuperação de dados.
Para evitar que o problema se repita e por prevenção, ele prometeu montar um segundo servidor que deverá obter todos os dados do Twitter da mesma forma que o principal (dados dos usuários e dos tweets) e que espelhe as URLs criadas no primeiro servidor. Assim, além do servidor principal, ele terá um servidor secundário que funcionará basicamente como um “espelho” (clone?) do primeiro servidor. Qualquer problema ocorrido no servidor principal pode ser resolvido alterando o DNS para o segundo servidor.
Com a mudança da hospedagem para um VPS, o processo não foi apenas uma migração de dados mas, mas sim uma mudança estrutural. “Foi frustrante ver os dados de um ano se perderem e todo o esforço da última semana reforçou o sentimento.”, disse Jonny em entrevista concedida por email. Dá para imaginar como deve ter sido aquele momento?
Por sorte, o antigo servidor em que o Migre.me estava (UOL Host) tinha os backups de duas semanas atrás. E, como o próprio Jonny disse: é melhor perder os dados de duas semanas, do que usar dados totalmente defasados. Perguntei pra ele: se não tivessem sido encontrados nenhum backup, qual seria o rumo do migre.me?
“Eu encontrei um backup com 80% das urls, mas ela só possuia o ID e a URL. O @brunobarreto (um dos funcionários da Kingo Labs) possuia as estatisticas de cliques de 2 meses atrás. Os dados de usuários do twitter poderiam ser recuperados no próprio twitter. O problema é que eu não possuia os 20% dos links, as estatisticas estavam completamente desatualizadas, o bookmark de todos os usuários também estariam perdidos e todos os IPs de quem criou as URLs não existiriam mais, o que seria uma grande falha jurídica. Não sei se conseguiria relançar o migre.me nessas condições”.
Apesar do apoio prestado pelos amigos e de usuários que não usavam o sistema prometerem que começariam a utilizá-lo quando voltasse, ele disse que a grande maioria das pessoas criticou o problema. Apesar das falhas e de conhecer o Jonny, sei que essas críticas têm fundamentos. Muitas pessoas utilizavam (e espero que continuem utilizando) serviços como o sorteie.me, para criação de sorteios. E com o serviço fora do ar e, pior, com a perda dos arquivos, todos os sorteios precisam ser realizados novamente. Inclusive, essa é a medida solicitada pela equipe da Kingo Labs.
Muitos nos indagaram quanto as promoções que já estava rolando e que usavam o link do migre.me, por isso uma explicação:
Devido aos problemas ocorridos com o encurtador (que você pode conferir em http://migreme.com.br/blog/), possivelmente alguns RT’s tenham sido perdidos e isso faria que algumas pessoas não participassem das promoções. Por isso, recomendamos que comecem as promoções do zero para não terem problemas com usuários que possam se sentir injustiçados.
Pedimos desculpas pelos transtornos ocasionados e, no caso de dúvidas, estamos à disposição.
Como ele mesmo disse: “Isso foi uma perda gigantesca na marca e que não sei se mesmo com muito tempo de trabalho vou poder reconquistar a confiança dessas pessoas“. Acredito que sim. Qualquer sistema está suscetível a falhas, especialmente uma empresa de “um dono só”. Além disso, o antigo sistema de sorteios agora usará um encurtador diferente, criado especialmente para a realização de sorteios. Isso impede que falhas em um site de “terceiros” afete o sistema e os usuários envolvidos.
Apesar de ser quase impossível recuperar os dados, ele disse que está na torcida, afinal, uma simples falha pode inviabilizar a abertura de todo o arquivo (que contava com mais de 30 GB de dados). Se os dados não forem recuperados, acredito que o backup atual consiga deixar o sistema funcionando sem maiores problemas. O backup fornecido pela UOL Host contava com os IDs da URLs na casa dos 16 milhões e meio de endereços encurtados. Os novos endereços estão começando com o número 17 milhões para evitar que, se o backup seja recuperado, ele não sobreescreva os dados do banco. As URLs poderão ser recuperadas, mas os dados estatísticos, não. Já que estamos falando de Twitter e as coisas alteram com uma freqüência incrível. Colocar dados estatísticos, só serviria para provocar confusão ou falhas.
Muitos (eu incluso) perguntaram qual a razão da mudança do servidor do migre.me. Basicamente, expliquei lá em cima mas, entrando em mais detalhes: a diferença entre um servidor dedicado e um servidor virtualizado, é que alterações de hardware em um dedicado são muito mais complicadas do que em um virtualizado. Alterações como processamento, espaço em disco, e memória RAM podem ser alterados pelo próprio painel administrativo, algo que em um servidor dedicado envolve alterações no hardware. O que envolve um tempo “fora do ar”, muito maior do que em um servidor virtualizado. Além, é claro, do valor.
“O UOL Host faz backups incrementais diários e os mantém os dados de 7 dias diferentes e em um local externo. Também fazem um backup semanal completo. Na verdade, o que aconteceu comigo foi até com um pouco de sorte (se é que é dificil achar um pouco de sorte em tudo o que aconteceu).
Embora eu tenha migrado o migre.me de servidor no dia 27 de agosto, o contrato do servidor só terminou dia 1, ou seja, ele ficou ligado e com os backups sendo feitos normalmente. É por isso que eles ainda tinham o backup. Se tivesse acontecido alguns dias depois, o UOL Host provavelmente não teria mais o backup.
O migre.me está no UOL Host por enquanto por uma cortesia deles, até eu ver para onde ele irá (ou se continuará lá).”
Falei pra ele (inclusive ele me deu uma aula no e-mail…) que achei muito legal a atitude dele, de assumir a culpa (que não era só sua) e de comunicar à todos os reais problemas enfrentados pelo serviço. E sem citar o nome de nenhuma empresa. Algo que poucas empresas possuem coragem de fazer. Mas, ele mesmo disse, que dependendo do porte da empresa, a atitude poderia não ser a mesma: “É por isso que não posso comparar o que aconteceu com o migre.me – que agora é uma empresa com uma pessoa só – com outras empresas. É muito mais fácil tomar decisão e eu mesmo arco com as consequências. Agora, é claro que eu gostaria que todas as empresas falassem a verdade. O problema é que quanto maior a empresa, provavelmente maior o serviço que elas oferecem, o que transforma a apuração dos dados algo complexo. Ninguém falou direto o que aconteceu nos blackouts e nem com a queda da internet em SP recentemente“.
Algo que eu aprendi é que deve-se sempre mostrar a realidade aos clientes. Comunicações abertas e honestas servem para criar consumidores fiéis. Não sei se o Jonny conhece a cultura Zappos mas, indiretamente, ele acabou de aplicar um dos valores dessa empresa.
Agora que o serviço já voltou e está oferecendo o serviço de encurtamento de URLs novamente e espero que tudo fique bom no lado bom da força. Será que teremos novidades no serviço? Ele promete que sim: “Tenho várias idéias coladas em post it na porta do armário, tanto para o migre.me quanto para o Kindim (que também sofreu com a perda de dados), quanto para novas ferramentas. Por sorte eu me divirto programando, e só assim para conseguir tentar colocar tudo o mais rápido. Pelo menos no migre.me, a idéia agora é lançar uma funcionalidade nova toda sexta-feira (algumas simples, outras complexas)“. Esperamos que sim. Go, Jonny, Go! Espero que tudo fique cada vez melhor no serviço. Todos nós do Meio Bit adoramos o serviço, e o desenvolvedor por trás dele!
Depois de um dia de muito trabalho e afirmar que o Migre.me deixaria de existir do jeito que nós conhecíamos, as perspectivas do encurtador de URLs mudou drasticamente. Para seu criador, o serviço deve voltar a funcionar normalmente em 10 minutos. Portanto, anote aí: às 13h40 o Migre.me deve estar de volta no ar.
Em entrevista ao Tecnoblog, Jonny Ken confirmou que o site deve voltar a funcionar com cerca de 80% das URLs que estavam cadastradas antes da troca de servidores, que ocorreu há duas semanas. Nesse momento a alteração de DNS já ocorre e testes de redirecionamento são feitos, para garantir que tudo funcione conforme o esperado.
Migre.me já está rodando em um endereço temporário | Clique para ampliar
Nesse meio tempo entre o primeiro vídeo de Jonny Ken comentando as falhas no backup da empresa de hospedagem que prestava serviços ao Migre.me, o UOL Host manifestou-se prontamente apto para ajudar na recuperação do site. Ao que tudo indica, será uma cópia de segurança feita pela empresa que permitirá reerguer o Migre.me com boa parte dos links de volta e funcionando.
Hoje pudemos acompanhar os sérios problemas pelo qual o Migre.me passou, tendo perdido seus dados sem perspectiva de backup por parte do servidor, pois não havia um backup. Agora à noite a empresa que hospedava o encurtador de URLs se manifestou sobre o ocorrido.
A ArgoHost publicou um comunicado oficial explicando porque as coisas aconteceram da maneira como aconteceram. Recomendo fortemente a leitura do comunicado na íntegra, mas vou procurar resumir de forma sucinta o que foi explicado.
A ArgoHost em parceria com a Baydenet projetaram a infra-estrutura de hospedagem do Migre.me para seguir o padrão da primeira figura da galeria de imagens abaixo. Acontece que um dos equipamentos a serem utilizados — que seria utilizado para o backup do armazenamento de dados — não foi entregue à Baydenet a tempo.
O comunicado sugere que a previsão de entrega do equipamento seria de uma semana e, enquanto isso não acontecia, a hospedagem do Migre.me operou sem esse backup (segunda figura da galeria). Na última madrugada, durante a atividade de manutenção que já estava prevista (comentada por Jonny em seu vídeo e em seu Twitter), pelo o que o comunicado permite inferir ter sido falha humana de um dos técnicos da Baydenet, o armazenamento de dados foi comprometido.
“A Baydenet assume completa responsabilidade pelo ocorrido, ao termos considerado as possibilidades desta falha acontecer extremamente pequenas, isto em decorrência de avaliarmos que este storage, com muito pouco tempo de uso, não iria apresentar qualquer problema,” escreveu Sayde Diogenes, Diretor Administrador da Baydenet, em comunicado divulgado pela ArgoHost.
Em busca de restaurar os dados perdidos, o HD do Migre.me foi enviado pela Baydenet para uma empresa especializada em recuperação de dados em Minas Gerais, da qual se aguarda um parecer, esperado para esta sexta-feira.
A ArgoHost encerra o mea culpa no melhor estilo “Steve Jobs Vs.Antenngate” (lembrando que “todos estão sujeitos a falhas”), se desculpa pelo ocorrido e promete reverter a situação:
“Prestamos toda nossa solidariedade e pedidos de desculpas ao Jonny Ken. Erramos ArgoHost e Baydenet. Assumimos este erro e o compromisso de reverter esta situação. É nisto que estamos empenhados.”
Enquanto isso, Jonny Ken já começou a trabalhar na reconstrução do banco de dados e no retorno do Migre.me. A UOL Host, que hospedava o Migre.me até pouco tempo atrás, se ofereceu para hospedar o site por alguns dias até que Jonny “arrume a casa novamente”. Ela também forneceu o último backup do Migre.me que possui. Dessa maneira então (com sorte) o trabalho de Jonny Ken em colocar o site de volta na ativa não vai ser tão penoso e demorado quanto se temia. Quem quiser continuar acompanhando a saga da queda e retorno do Migre.me não deixe de seguir o @jonnyken. E ficar de olho do Tecnoblog, claro.
Qualquer leitor do TB certamente já usou o Migre.me para, pelo menos uma vez na vida, encurtar um endereço que estivesse extenso demais. O serviço genuinamente brasileiro, no ar há mais de um ano, tornou-se referência em encurtamento de URLs. Mas na última semana o Migre.me tem passado por dificuldades devido a uma pane no servidor em que estava hospedado.
De acordo com Jonny Ken, criador do Migre.me, o calvário começou nessa semana. Depois de mudar o serviço do UOL Host para uma hospedagem teoricamente mais robusta e segura, essa empresa de hospedagem pediu autorização do Jonny para realizar a manutenção de um servidor, que ficaria fora do ar por cerca de meia hora.
O servidor do Migre.me foi desligado e, na madrugada de segunda para terça-feira, Jonny Ken foi informado de que a empresa responsável pelo host perdeu os arquivos do site. Além disso, a mesma hospedagem também não tinha mais acesso aos backups, que ficavam armazenados no mesmo compartimento.
Questionado sobre os links que já foram encurtados, Jonny Ken disse que, se dependesse do backup da hospedagem, tudo teria se perdido. Mas ele estima que em torno de 60% dos links possam ser recuperados, com o redirecionamento devidamente refeito, a partir de um backup feito pelo Jonny no computador dele.
No entanto, estatísticas, tweets e a estrutura do banco de dados foram completamente perdidos. URLs encurtadas nos últimos dias também não terão como ser recuperadas, infelizmente.
O Jonny Ken, criador do Migre.me, postou agora há pouco um vídeo no YouTube no qual comenta toda essa situação. Assista abaixo.