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O Globo lança revista vespertina para iPad

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

"O Globo a Mais" ontem

O jornal O Globo, do meu querido Rio de Janeiro, começa nessa segunda-feira a publicar também uma revista digital feita exclusivamente para o iPad. Chamad de O Globo a Mais, a revista promete ser uma companheira para quem quer notas breves sobre o que aconteceu no dia e reportagens de fôlego escritas especialmente para o tablet por jornalistas da revista digital e do jornal.

Para a ocasião de lançamento da revista, O Globo a Mais publicou no domingo uma edição experimental mostrando o funcionamento do produto jornalístico. Ele está acessível a partir do aplicativo O Globo na App Store, o mesmo que dá acesso ao jornal em formato digital.

Dei uma passada rápida de olho pelo O Globo a Mais no domingo e me surpreendi. O projeto gráfico feito pelo escritório Cases i Associats, da Catalunha, ficou muito bonito no tablet. Não fiquei com aquela sensação de que pegaram o que funciona no jornal e reproduziram no iPad.

Há vídeo e fotos em alta resolução, para tirar proveito da tela do dispositivo. De acordo com O Globo, algumas colunas serão exclusivas para o vespertino. Também há colunistas do impresso que participarão do produto jornalístico para tablet por meio de vídeo, como é o caso de Ancelmo Gois. Nada mais justo para valorizar os já aclamados medalhões da casa.

O Globo a Mais tem publicação de segunda a sexta-feira às 18h. De acordo com o jornal, é nesse horário que os usuários de tablet dão mais atenção para o acessório — bem como no período da manhã, em que O Globo chega às residências e, portanto, não faria sentido publicar a edição do tablet nesse horário. A revista chega como um produto atrelado ao jornal: a assinatura digital custa R$ 29,90 mensais; para assinantes do jornal impresso custa R$ 10,00; e sai por US$ 1,99 nas edições avulsas (com jornal e revista para tablet).

Durante um mês o acesso a O Globo a Mais estará liberado para todos os usuários. Um período de degustação para a revista vespertina mostrar a que veio.

Embora O Globo bata na tecla de que tira o melhor proveito possível do tablet, o jornal não disse quando sai uma versão da revista digital para o Android. Por enquanto ficaram no caminho mais fácil, o dispositivo da Apple.

O Globo lança revista vespertina para iPad



Instale o PREY no Ubuntu e não perca de vista o seu notebook.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Prey Project é um software de código aberto que permite rastrear seu notebook, em caso de perda/roubo/furto.

Imagine você que trabalha com seu notebook e tem dados super valiosos nele e por algum motivo você já não se encontra mais com ele.

Prey no Ubuntu
Prey no Ubuntu

Com o Prey instalado você pode (tentar) recuperar seu notebook. Para instalá-lo, vá até o site do projeto e baixe o arquivo .DEB. Existem versões para Windows, Mac, Android, iOS e Linux.

Para configurá-lo, basta seguir esta receita ótima do site VOL, com muitos prints de tela. Para muito mais detalhes sobre o programa, siga este link.

Lembre-se:

  • criptografe sua /home
  • faça backups em clouds como o Ubuntu One/DropBox
  • use senhas difíceis.

Instale o PREY no Ubuntu e não perca de vista o seu notebook. is a post from: Ubuntu Dicas

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App da Wikipedia para Android e iOS reconhece localização geográfica

sábado, 21 de janeiro de 2012

Em meio a vários aplicativos genéricos para acessar a Wikipedia, a Wikimedia lançou nessa semana o app oficial da enciclopédia livre para o sistema livre. Está disponível tanto para Android quanto para iOS.

O aplicativo se porta como uma espécie de espelho do site móvel da Wikipedia, só que com algumas facilidades adicionais. Entre elas, é possível alternar rapidamente o artigo desejado para as em todas as 380 línguas disponíveis no site, e, ainda, salvar uma página para consultá-la mais tarde.

No aplicativo também é possível, por meio da geolocalização, encontrar lugares próximos a você, e, a partir daí, pular para a página de informações disponível na Wikipedia. O aplicativo permite compartilhar os links dos artigos pelo  Twitter, Facebook, email, e os outros aplicativos da central de compartilhamento do Android.

Geolocalização na Wikipedia

Mesmo sendo uma versão melhorada do site, o aplicativo parece ser bem útil: na hora de algum tira-teima, é muito mais rápido (e cômodo) abrir o aplicativo e realizar a busca desejada, em vez de esperar a página móvel carregar para, então realizar a pesquisa.

Como não poderia deixar de ser, o aplicatvo é gratuito e está disponível para download no Android Market ou na App Store.

App da Wikipedia para Android e iOS reconhece localização geográfica



iBooks: Uma nova plataforma, um novo formato

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Você nem bem se acostumou aos novos formatos do livro digital e já chegou mais um, o iBooks. Não poderia vir de ninguém menos do que da Apple, aquela que adora ignorar os formatos padrão e criar suas próprias coisas, além de decidir quando algo vai ser extinto – a exemplo de disquetes, CDs, DVDs, ZIPs, entre outros.

Todos estávamos acostumados a pensar que um livro digital teria que ser em PDF. Mas, fora na tela do computador, ele praticamente não tem uso. É uma porcaria ler um PDF em um eReader, smartphone e até em um tablet. Aí surgiu o ePub, um formato aberto baseado em HTML e CSS cujas especificações são decididas por grandes empresas. Logo ele se tornou o formato padrão, usado por quase todos – Apple inclusa –, menos a teimosinha da Amazon, que insistiu no Mobi, um formato bem mais pobre.

Bem, a Amazon usa o Mobi, mas estava tudo bem com o ePub, já que a Apple o utilizava, e isso significava um bom futuro, mesmo com a empresa de Jobs não ligando muito para eBooks. Daí, resolveram inventar. Surgiu o ePub layout fixo, que só poderia ser lido no aplicativo iBooks da Apple. Opa.

Daí, ontem, em um grande evento no museu Guggenheim em Nova Iorque, a Apple resolveu que era hora de “revolucionar a educação”. Não revolucionou exatamente, mas deu o start para que novas coisas surjam. Mas está tudo bem? Quais são as implicações nessa sugestão de modelo da Apple? Há mais erros ou acertos? Vamos dar uma olhada.

Novo formato

Já não bastasse a teimosia da Amazon em se manter afastada do ePub, agora a Apple também o faz. Não que tenha se afastado demais – o .ibooks é uma espécie de ePub disfarçado –, mas não é multiplataforma. Mesmo tendo um interior baseado em ePub, não é possível colocar um arquivo desses em um eReader como o Positivo Alfa, ou  nook touch, por exemplo. Será necessário possuir um iPad para visualizar o conteúdo.

Há vantagens, e entre elas está a facilidade em produzir conteúdo interativo com a ferramenta – gratuita, veja só! – iBooks Author. Nem a Amazon, nem o Smashwords e nem a Barnes & Noble (ou qualquer outra) possuem uma ferramenta de publicação tão boa e tão simples quanto essa.

É bem mais fácil inserir pop ups, elementos 3D, vídeo e muito mais com o programa. Isso tudo da forma mais simples possível, com interface limpa e intuitiva como só a Apple poderia trazer. Entretanto, é um novo formato a ser conhecido, aprendido e levado em conta na hora de publicar seu conteúdo. Ao invés de facilitar, de unificar, as empresas parecem querer mostrar uma esperteza, tentando convencer a todos de que o seu é o formato certo e mais completo. Só o consumidor perde com isso.

Se a Apple quisesse jogar justo deveria ter feito do formato do novo iBooks um padrão aberto. Claro, isso reduziria os royalties da Apple, bem como acabaria por ceder o controle da mais alta importância da experiência do usuário que Steve Jobs instalou como um valor fundamental da empresa. Mas… ha! Quem está interessado em jogar justo aqui?

Única plataforma

Mais um problema. O aplicativo iBooks Author, que promete facilitar a vida de autores, professores e outros criadores de conteúdo, roda apenas no sistema MacOS X. Sendo assim, isso não facilita em nada a vida de autores que possuem Windows ou Linux, pois estes teriam de mudar de equipamento.

E continuando nessa linha, os livros produzidos no aplicativo só poderão ser visualizados no iPad, iPod touch ou iPhone, e em mais nenhum lugar. É possível exportar o livro para TXT ou PDF, mas não sem perder praticamente 90% da beleza do livro. Se você tem um Xoom, um PlayBook, um Galaxy Tab, esqueça os maravilhosos livros. A Apple está obrigando a todos possuir um iPad para estudar, e é justamente isso que impede que sua solução seja o futuro da educação. Quando tolhemos as escolhas dos usuários, acabamos por não dar nenhuma opção.

Existem tablets mais baratas que o iPad, e isso facilitaria a vida de alunos que não podem gastar muito, ou simplesmente de pessoas que gostariam de modelos diferentes – nada mais normal. Restringir a uma só plataforma, tanto o aplicativo como a visualização, não me parece uma boa jogada.

Um lugar para vender, uma escolha

Mais um exemplo do que eu disse acima. Com o iBooks Author você monta seu livro facilmente, e com um clique pode publicá-lo na… iBookstore. Lógico, a Apple deve puxar a sardinha para o seu lado, mas porque temos que nos ver diante de uma nova Amazon? Isso obriga o consumidor a ter um Kindle caso ele queira ler ficção, um iPad caso precise de livros educacionais, e sabe-se lá mais quantos aparelhos para ter acesso a todo seu conteúdo.

Se você quer publicar um livro, TEM que escolher ou a Amazon, com seus programas de empréstimos, ou a Apple ou qualquer outra. A briga hoje em dia é pelo conteúdo, e essas empresas estão mostrando as armas que têm para conseguir isso. Enquanto a Amazon joga um “Quer vender bastante? Publique aqui!”, a Apple joga “Quer produzir livros lindos de forma fácil? Publique aqui!”.

Direitos autorais

Com a facilidade de publicação, a Amazon já enfrenta sérios problemas de plágio, e precisa de um software rodando 24 horas em busca de conteúdo copiado. E eles aparecem aos montes. Com a publicação por um clique e a facilidade de fazer livros, esse número deve ficar ainda maior.

E como a Apple vai combater isso? Será que irá utilizar-se dos mesmos métodos com que já classificava os livros anteriormente? Será que vai proibir conteúdo erótico ou pornográfico como fazia antes? Se sim, cadê a liberdade no processo?

Mais acesso, mais popularização

Apesar dos pesares, alguém tinha que fazer isso, jogar a questão dos livros didáticos e interativos no holofote. E ninguém sabe fazer isso melhor do que a Apple. Foi ela que, de certa forma, resolveu o problema da música. E foi ela também que popularizou os apps para smartphones, e simplesmente trouxe à luz o que deve ser um bom smartphone.

Com seu novo projeto, está sacudindo a cadeira de todos, sejam editoras, autores, desenvolvedores e até alunos, que agora podem conhecer quais as vantagens desse novo sistema. Talvez ninguém seja tão popular quanto à Apple, mas é fato que de agora em diante deverão surgir novas empresas, start-ups e outras com soluções para os didáticos.

O preço está justo, por enquanto. A Apple fica com 30% de cada venda quando um  livro é vendido através de seu ecossistema iTunes. Os autores têm a capacidade de definir seus próprios preços, com um limite de até US$14,99 e têm a opção de publicar livros gratuitos. Se você escreve um livro pago, tem a opção de oferecer uma amostra, mas se o livro for gratuito não há opção de amostra.

Mas o que é o iBooks?

Não é nada tão ruim quanto parece. O novo formato é muito parecido com o ePub, na verdade, é um ePub disfarçado com uma máscara, por assim dizer. Quando abrimos o aplicativo iBooks Author – programa gratuito fornecido pela Apple para editar livros facilmente –, podemos salvar um novo livro digital nos seguintes formatos:

  • TXT: Salva apenas o texto do livro, em modo puro.
  • PDF: Em três qualidades diferentes, com a possibilidade de senha, mas mal formatado no geral, deixa bordas brancas ao redor do livro. Serve mais para visualização, e não para comercialização. Perde todas as interações.
  • .iba: Quando salvamos o livro digital sem exportá-lo para nenhum lugar.
  • .ibatemplate: Salva o livro como um template para ser utilizado em outros livros.
  • .itmsp: Após salvar o livro e pedir sua publicação, esse é o formato que é salvo. É esse arquivo que você deve enviar para o iTunes Producer e publicá-lo na iTunes Store.
  • .ibooks: Finalmente, esse é o arquivo do livro que pode ser aberto e consultado no iPad. De acordo com a Apple, ele não pode ser vendido se não na iBookstore.

O formato principal é o .ibooks. De acordo com Erica Sadun do TUAW, o formato iBooks aparece como uma variante do ePub específico para a Apple. Como o ePub, é um arquivo zipado que contém um arquivo dos materiais que compõem o livro. Dentro, você encontra uma pasta Open Packaging e uma pasta META-INF Open Container Format, com seu arquivo container.xml. Ao contrário ePub com a sua aplicação/xhtml + xml, o iBooks usa aplicação/x-ibooks+zip.

Os widgets

Uma função interessante do aplicativo iBooks Author são os widgets. Eles provavelmente são baseados em javascript, como qualquer outro livro digital com os mesmos recursos. A vantagem está em já se encontrarem prontos, a pessoa que está fazendo o livro só precisa determinar ajustes como texto, cor, tamanho, entre outros. São eles:

  • Galeria: Adicione uma sequência de imagens pela qual seus leitores podem passar, cada uma com sua própria legenda personalizada.
  • Mídia: Adicione um arquivo de filme ou áudio que seus leitores podem reproduzir.
  • Revisão: Adicione uma sequência de perguntas interativas de múltipla escolha ou de arrastar ao destino.
  • Keynote: Adicione uma apresentação no Keynote (exportada como HTML).
  • Imagem interativa: Use rótulos (às vezes chamados de balões explicativos), visão panorâmica e zoom para fornecer informações detalhadas sobre partes específicas de uma figura.
  • 3D: Adicione um arquivo 3D COLLADA (.dae) que os leitores podem girar.
  • HTML: Adicione um widget Painel (.wdgt).

Lembramos que a publicação de livros ainda não está disponível oficialmente no Brasil. Também não há loja de livros oficial por aqui. Para publicar um livro na Apple, há alguns outros jeitos. Um deles e contar com empresas que terceirizam o serviço, como o Smashwords. Por aqui, só podemos especular.



Turma da Mônica ganha app para iPhone

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Chega ao iOS o aplicativo da “Turma da Mônica”, obra criada por Maurício de Sousa e adorada pelos brasileiros. O cara é um gênio: tem Twitter, já usou Twitpic para viralizar uma resposta dele na rede, além de apostar no meio online para disseminar o trabalho de seu estúdio. Agora parece apostar nos dispositivos móveis para consumir conteúdo (dele, preferencialmente) e brincar.

O aplicativo da turma criada por Maurício está livre para download gratuito na App Store. Procure por “monica” lá que você vai encontrar. Na loja americana da Apple está listado como “Monica’s Gang“. De início eu estranhei, até lembrar que as revistas da ”Turma da Mônica” são publicadas em diversos países com nomes adaptados.

Com ele dá para criar um avatar que siga os traços populares da turma. Um menu à esquerda (no iPad) mostra as opções para cabelos, olhos, nariz, acessórios, sapatos e por aí vai. Bem simples, bem básico. Funciona como o Androidify, aplicativo para Android que criava avatares nos moldes do que o Google achava bacana. Quem lembra?

Aplicativo no iPad

O avatar gerado pelo app pode ser copiado para as fotos armazenadas no aplicativo, no dispositivo ou enviado para as mídias sociais. No momento tem Twitter, Facebook e Orkut. O Google+ ficou de fora por enquanto.

Válido principalmente para esse mês de férias, no qual as crianças ficam sem ter o que fazer. Para os mais crescidos pode ser que o aplicativo não renda divertimento nenhum, mas com a pirralhada a história é outra. Tanto que o app teve 30 mil download em diversos países desde que foi disponibilizado na App Store, faz uma semana.

Turma da Mônica ganha app para iPhone



Review: Apple TV, uma set-top box simplória

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

No final do ano passado a Apple estreou o Brasil a sua loja de conteúdo e trouxe com ela a segunda versão da sua já conhecida set-top box, a Apple TV. Ela chega, então, trazendo suporte a muito do que ela já oferece lá fora, embora em quantidade bastante limitada devido ao licenciamento de filmes no Brasil.

Mas além da loja da Apple, ela também inclui conectividade ao Netflix, YouTube, Vimeo, suporte ao protocolo de streaming AirPlay e outras opções de conteúdo em vídeo para serem exibidos numa tela bem maior do que a de um iPhone, iPad ou de um iPod Touch. Isso é o bastante para justificar a sua compra? Passei uma semana testando a Apple TV e você confere aí abaixo o que achei.

Design e saídas

A set-top box da Apple tem um design simples que, no caso desse gadget em questão, se destaca apenas quando é segurada na mão. Quando está apoiado em um móvel junto à TV, o gadget se mistura bem com o resto dos aparelhos. Cantos arredondados, saídas na traseira, símbolo na parte de cima e LED indicador na parte da frente.

Na traseira, aliás, estão a saída HDMI, a Ethernet, a microUSB, a saída Óptica e a entrada de energia. Além delas, o gadget vem também com suporte a redes WiFi 802.11n e não tem armazenamento interno. Ah e a porta microUSB não serve para nada oficial, apenas para diagnóstico por uma assistência autorizada da Apple ou jailbreak.

O controle minimalista segue o mesmo design, com dois botões pretos e uma clickwheel parecida com a dos iPods só que não é sensível ao toque. Apesar de ter algum estilo, ele é pequeno e extremamente fácil de perder. Ter um sofá com aberturas é o requerimento mínimo para que isso aconteça mais cedo ou mais tarde, invariavelmente.

Configuração e interface

Ao ligar a Apple TV você precisa ter duas coisas já preparadas: uma conta ativa em alguma loja da Apple (preferencialmente a brasileira) e muita paciência. Enquanto que a maioria das set-top boxes têm um controle cheio de botões e com descrições bem detalhadas das funções, aqui só há o botão de play/pause, o de menu e o direcional. Felizmente não precisei adivinhar o que cada um faz na tela porque o manual é bem descritivo.

Interface da Apple TV: simples. | Clique para ampliar

Não ache, porém, que você vai tirá-la da caixa e já conectar à TV. A Apple não envia um cabo HDMI com o gadget, você precisa comprá-lo separado. Por um lado é um bom meio de economizar os 50 reais que o cabo oficial da empresa da maçã custa, mas por outro, não enviar nenhum cabo para conexão à TV em um aparelho especificamente com esse fim é bem estranho.

A interface inicial da Apple TV é bem simples de navegar. Ela vem com uma faixa horizontal com as opções de Filmes, Música, Internet, Computadores e Ajustes. Acima da faixa ficam detalhes de cada opção quando selecionada e abaixo dela ficam as sub-opções de cada uma.

Remote: facilitando a vida de quem não curtiu o controle minimalista | Clique para ampliar

Para quem tem um gadget com iOS e uma tela, o aplicativo Remote facilita imensamente o uso da Apple TV em um ambiente em que ela está conectada na mesma rede que a set-top box. Mas ainda assim, é necessário ativar o Home sharing (compartilhamento familiar) com a mesma Apple ID do aplicativo antes de poder usá-lo. Ou seja: ao menos uma vez será necessário usar o controle remoto para digitar um endereço de e-mail e senha.

Por mais que existam pequenas irritações, a palavra-chave que traduz a interface da Apple TV é simplicidade. Simples de navegar, simples de se encontrar o que você quer. Uma boa sacada da interface é a aba “Recentes” que aparece na hora de digitar um login. Você pode recorrer a ela se o seu e-mail do Netflix for o mesmo da Apple ID, por exemplo. Ou se você busca sempre por um mesmo seriado.

Alugando e assistindo conteúdo

A Apple TV vem com suporte nativo à loja Brasileira de conteúdo da Apple, então mesmo que você tenha uma conta na loja americana vai ter que usar uma outra se quiser adquirir conteúdo por ela. O aluguel de conteúdo é bem fácil: você busca na opção de filmes por qual vídeo quer assistir, seleciona a opção de alugar e paga os 5 dólares (se for em HD) para ter a chance de assisti-lo. Não existe a opção de comprar conteúdo, talvez pelo fato de que não há armazenamento interno na Apple TV. Mas seria interesante oferecer a compra para posterior download em um computador, não?

Aluguel de filmes: é caro. | Clique para ampliar

O preço é um pouco caro, mas a qualidade do streaming foi ótima. A Apple TV faz um buffer razoável do vídeo antes de dar o play nele. Obviamente, por uma conexão cabeada o tempo entre o buffer e o play foi menor, mas ainda assim não notei diferença depois que o vídeo começou a tocar. Durante o playback de qualquer vídeo, aliás, um toque no botão para baixo do controle muda a barra de avanço rápido e te permite pular para outro capítulo, o que é bacana para quem está acostumado com DVDs. O vídeo em alta definição só vai até 720p e nesse ponto achei que poderia ser melhor.

Apesar de não ter uma opção de compra de vídeo, você pode comprar no iTunes e usar o AirPlay (falo dele logo abaixo) para tocar algum conteúdo da loja da Apple sem problemas, desde que tenha feito o login no compartilhamento familiar, já que o conteúdo é protegido por DRM.

Legendas com contorno preto: tão lindo que precisei registrar de perto | Clique para ampliar

Uma coisa que gostaria de destacar aqui são as legendas em branco com um genial contorno preto, que serve para impedir que elas sumam quando a tela exibe algo branco. Uma tecnologia aparentemente difícil de implementar nos cinemas do Brasil, por mais que eles faturem milhões e milhões de dólares todos os anos.

AirPlay

O AirPlay é um protocolo proprietário da Apple que permite que conteúdos em dispositivos da empresa sejam tocados em caixas de som com suporte a ele e na Apple TV. Em dispositivos iOS, mesmo que você não tenha configurado o Home Sharing, ao tocar um vídeo ou música será mostrada a opção de mudar a saída do conteúdo para a Apple TV.

Uma das vantagens de usar o AirPlay em dispositivos móveis é poder executar outras operações enquanto o vídeo está tocando. Obviamente isso acaba com a bateria um pouco mais rápido, mas considerando que você estaria usando a Apple TV em casa, tomadas não devem ser problema.

No seu computador de preferência, seja ele um PC com Windows ou Mac, a opção de AirPlay também deve aparecer no canto inferior direito do iTunes assim que você ligar a função de Home Sharing. Basta selecionar a Apple TV como saída e tocar algum vídeo ou música.

Esse protocolo facilita bastante o playback multimídia, mas o fato de que não há suporte de outros codecs no ecossistema da Apple acaba limitando também a funcionalidade do Apple TV. Apenas mpeg4 e h.264, em termos de vídeo, são aceitos.

Outro detalhe é que se você não quiser deixar o AirPlay ativado para qualquer pessoa, é possível configurar uma senha para o protocolo nas configurações da set-top box.

Extras

A Apple TV foi feita para tocar vídeo, mas como extra, há uma opção de música embutida também. E na opção Internet, a Apple TV mostra outros serviços de streaming suportados no dispositivo.

Músicas pelo iCloud: cover flow na tela | Clique para ampliar

O streaming de música pelo iCloud está disponível apenas para quem tem a assinatura do iTunes Match. Mas ela é um pouco redundante, considerando que você pode apenas ligar o Home Sharing e dar play na música pelo iTunes.

Netflix aqui conta com opção de fila instantânea | Clique para ampliar

Fazer login no Netflix foi simples, já que eu usei o aplicativo Remote. No menu são oferecidas as mesmas opções em uma interface até semelhante à aquela disponível na web. Você pode buscar um vídeo, ver sugestões, continuar a lista de assistidos recentemente e até acessar a fila instantânea, que não está habilitado na versão brasileira do Netflix mas com um script do Greasemonkey pelo Firefox você consegue ter acesso à ele, basta buscar.

Ainda existem opções como assistir vídeos do YouTube, Vimeo e outros sites. Os vídeos exibidos no YouTube tocaram sem problemas, preferencialmente em HD (se o vídeo foi enviado para o site com essa resolução). Para alguns é necessário ter um login, como o MLB.tv.

Pontos positivos

  • Streaming rápido;
  • Preço razoável;
  • Conteúdo recente.

Pontos negativos

  • Falta de armazenamento interno;
  • Controle minimalista;
  • Conteúdo em até 720p, no máximo.

Conclusão

A Apple TV chegou tarde no Brasil e, por isso, ela não entrega o bastante para justificar sua compra em um mercado com várias TVs inteligentes. Ela tem suporte à loja de vídeos da Apple, mas o resto das funcionalidades que ela oferece, como Netflix e suporte a playback de vídeos em computadores remotos, estão integradas em vários modelos de Smart TVs hoje em dia, como da Samsung, LG e outras. E ela ainda não conta com armazenamento interno ou suporte a outros codecs além dos aprovados pela Apple, o que é um pouco irritante.

Há, no entanto, um nicho em que ela se encaixa perfeitamente: o das TVs antigas. Existem modelos de diversas fabricantes (também da LG e Samsung) que hoje em dia não oferecem conectividade à internet ou a serviços de streaming e, quando oferecem, fazem de modo limitado, tanto pela falta de poder de processamento da TV quanto para incentivar a compra de novos modelos. A meu ver, a Apple TV é um gadget que complementa bem essas TVs. E por R$ 399,00 (cabo HDMI não incluso), eu acho que vale a pena.

E sim, o jailbreak da Apple TV habilita bastante coisa extra, mas trata-se de um processo não-oficial, não-sancionado e que nem sempre funciona para todo mundo. Portanto, assim como nós evitamos levar em consideração o root e o jailbreak nos reviews de aparelhos com iOS e Android, ele também será ignorado aqui.

Já para os donos de uma televisão recente, comprar uma Apple TV é um pouco redundante, quase quanto usar tanto um cinto e suspensórios para segurar uma calça. Por enquanto, com o pouco conteúdo oferecido na loja, vale mais a pena usar um dos serviços integrados na TV ou comprar uma set-top box com mais opções, como um WD TV Live. Embora custe um pouco mais, eles suportam mais codecs e contam com armazenamento interno.

Review: Apple TV, uma set-top box simplória



iOS 5 extraoficial leva multitarefa a iPhones e iPods Touch antigos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A Apple se esqueceu dos modelos mais antigos de iPhone e iPod Touch faz bastante tempo. O iOS 5, o tão celebrado (entre fãs da marca) sistema operacional, dá suporte ao iPhone 3GS em diante e ao iPod Touch de 3ª e de 4ª gerações. Os donos de aparelhos com iOS mais antigos ficavam a ver navios, não fosse por uma iniciativa que promete entregar o iOS 5 justamente nos aparelhos mais antigos.

Chamada de Whited00r 5.1, a versão extraoficial do iOS 5 foi feita por gente que entende do assunto. Entre os recursos que eles oferecem para os iDispositivos mais antigos estão a multitarefa e uma espécie de iCloud que na verdade usa o armazenamento fornecido pela Dropbox, de acordo com o site da revista Wired.

Lembretes: original do iOS 5 também no ROM alternativo

Para chegar a esse resultado o pessoal envolvida no ROM (acho que podemos chamar assim) extraoficial pegou o código do iOS 5 tradicional e o adaptou para os celulares e tocadores de música mais antigos da Apple. Não tem o Notification Center nem a App Store, dois recursos que os idealizadores assumem que são muito pedidos. Mas por enquanto o que tem para hoje é o Whited00r sem esses recursos.

A instalação é fácil, como se estivesse submetendo uma nova versão do iOS verdadeiro para o aparelho. Claro que ao adotar um sistema não endossado pela Apple você está por sua conta e risco para eventuais roubos de dados e esse tipo de coisa que pessoas mal intencionadas fazem. Imagino que não seja o caso.

Se meu iPod Touch não estivesse viajando instalaria o software nele agora mesmo. Você se animou em realizar a transfusão de sistema operacional? Conte aí nos comentários qual foi a sua experiência positiva (ou negativa, vai saber).

iOS 5 extraoficial leva multitarefa a iPhones e iPods Touch antigos



Woz: “Queria que o iOS fosse como o Android”

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Estão enganados aqueles que acreditam que, por ser um dos fundadores da Apple, o rei geek Steve Wozniak recomenda apenas produtos da empresa da maçã àqueles que pedem sua opinião a respeito de gadgets.

Dono de diversos iPads, iPhones e aparelhos Android (sendo que recebeu um deles diretamente do Google durante uma visita à sede do gigante da web), o gordinho acredita que, apesar de ótimo, o iOS poderia ser parecido com o Android em alguns aspectos.

Em suas palavras, ditas ao site Slashgear:

“Eu tenho uma menor taxa de sucesso com o Siri do que com o sistema de voz embutido no Android, e isso me incomoda. Se no meu carro eu disser “ligue para Lark Creek Steak House” ao meu iPhone, nada acontece. Então pego meu Android, digo a mesma frase e a ligação é feita. Além disso no Android eu tenho a navegação por GPS, que está anos à frente do iOS. Meu principal telefone é o iPhone e eu amo sua beleza. Mas eu gostaria que ele fizesse todas as coisas que meu Android faz.

(…) Eu só recomendo o iPhone 4S às pessoas quejá estão no mundo Mac, porque ele é muito compatível com o sistema e para aqueles que têm completo medo de computadores e não querem usá-los. No iPhone toda a experiência é menos assustadora, e para quem não quer nenhum tipo de complexidade, ele é um telefone simples que faz o que se espera dele”.

Especialistas afirmam que a declaração de Woz já era prevista na profecia da grande guerra dos trolls, que deverá levar a humanidade à extinção. Ou não.

Woz: “Queria que o iOS fosse como o Android”



Os melhores de 2011 – Resultado final

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Depois de vários dias de votação, chegou ao fim a nossa eleição dos melhores do ano e contados os votos, está na hora de revelarmos quais foram os vencedores. Nesta edição de 2011 tivemos alguns títulos que ganharam em mais de uma categoria, um recorde e como não poderia deixar de ser, algumas barbadas. Surpresas mesmo, acho que nada muito grande.

Caso não lembre o resultado das votações anteriores, aqui estão os links (2008, 2009 e 2010), mas como você deve estar ansioso para saber os premiados de 2011, vamos direto a eles, começando pelos smarthphones.

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Se no ano passado a franquia da Epic Games exclusiva dos celulares e tablets com sistema iOS ficou num modesto terceiro lugar, este ano não teve para ninguém e o Infinity Brade 2 conquistou mais da metade dos votos. Com os gráficos mais bonitos da plataforma e uma jogabilidade refinada, podemos dizer que o resultado é justo e já esperado.

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No PS3 a disputa foi acirrada mas o Uncharted 3: Drake’s Deception acabou ficando com o título de melhor jogo do ano para o console, garantindo o segundo prêmio para a franquia (o anterior levou o prêmio em 2009). O curioso foi ver o tão aguardado Dark Souls ficando apenas na terceira colocação.

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E no PSP quem se saiu melhor foi um remake. Desbancando outro título da franquia, o Dissidia 012, o Final Fantasy IV: The Complete Collection conquistou a primeira posição ao resgatar um dos mais adorados capítulos da série, mostrando que mesmo no fim do ciclo de vida de um videogame, ainda há espaço para uma nova interpretação de um clássico.

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Um massacre. Não há outra maneira de definir o primeiro lugar do The Legend of Zelda: Skyward Sword. Com 80% dos votos, nunca um jogo teve uma vitória tão esmagadora nas premiações do Meio Bit Games. Talvez isso explique porque tantas pessoas consideram o game para o Wii como o melhor capítulo da série, superando até mesmo o Ocarina of Time.

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E por falar em Ocarina of Time… Num ano em que o novo portátil da Nintendo passou por dificuldades, eis que o melhor jogo para ele segundo os leitores do Meio Bit Games é, assim como no PSP, um remake. Não adianta, por mais que alguns digam que a série The Legend of Zelda é apenas o reaproveitamento de ideias, sempre que um novo capítulo é lançado milhões de pessoas os compra e não seria diferente com uma versão melhorada do mais adorado de todos.

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Apesar da a grande concorrência, o RPG épico da Bethesda conquistou os donos de um Xbox 360 e ficou com o primeiro lugar na plataforma. Dessa vez nem Marcus Fenix e sua equipe tiveram força para brigar com o The Elder Scrolls V: Skyrim e chama a atenção o Dark Souls ter amargado a última posição. Será que o jogo da From Software não merecia sorte melhor?

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Mesmo com lançamentos fantásticos como o Portal 2 e o Batman: Arkham City, o grande destaque nos computadores foi mesmo o Skyrim, com seus cenários imensos e as batalhas contra dragões. Na plataforma o jogo ainda contou com gráficos mais bonitos e a possibilidade de utilizarmos modificações criadas por outros usuários, fazendo valer a primeira posição.

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Gráficos belíssimos, uma jogabilidade simples e uma inovadora maneira de se contar a história, com um narrador nos acompanhando durante toda a aventura. Foi isso que garantiu ao Bastion o título de Melhor Jogo por Download de 2011, superando até mesmo o badalado Trine 2.

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E para confirmar a sua qualidade, os leitores também elegeram, com mais da metade dos votos, a criação da Supergiant Games como o melhor jogo independente. Destaque também para o Terraria, mostrando que o estilo Minecraft funciona também em duas dimensões, mas há de se lamentar a pouca aceitação do Metroidvania Capsized.

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Essa categoria todos já sabiam quem seria o vencedor. Depois de tantos anos em produção e análises destruindo a criação terminada pela Gearbox, ficou provado que o Duke Nukem Forever deveria ter permanecido apenas nas pranchetas dos designers. Com sonoros 72% dos votos, Duke mostrou que é grande até quando fracassa e torcemos para que o próximo jogo resgate a reputação do personagem, mas será que alguém ainda apostaria nele?

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Aqui temos outra barbada. Com uma legião de fãs tão grande e o último lançamento da franquia tendo ocorrido há mais de uma década, era de se esperar que o Diablo III ficasse com o título de mais aguardado de 2012, o que levou a quase metade das pessoas a votarem no título da Blizzard. Só esperamos que tanta expectativa seja correspondida.

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E na disputa mais apertada da votação, pela terceira vez seguida o Playstation 3 foi eleito por nossos leitores como o melhor sistema do mercado. Dessa vez o PC quase lhe roubou o posto, mas será que o console da Sony terá forças para vencer também em 2012? Os donos de um esperam que grandes exclusivos continuem chegando e o anúncio de novas funções garantam mais um título.

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Skyrim, Skyrim, Skyrim… Apesar de só ter sido lançado perto do final do ano, é seguro dizer que nenhum jogo foi tão comentado em 2011 quanto o The Elder Scrolls V. A música tema do game foi tocada incessantemente, seja no trailer ou por pessoas que gravaram covers, vídeos com seus bugs entupiram o Youtube, milhares de histórias vividas no mundo do RPG foram recontadas em blogs e até mesmo memes surgiram, então, nada mais justo do que o Skyrim faturar três prêmios na eleição e ficar com o mais importante deles, o de melhor jogo do ano. FUS RO DAH!



App Store fatura 6x mais que Android Market. Motivo?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Em diversos artigos, como esse aqui da Reuters, fala-se do sucesso de vendas de celulares/smartphones com Android em comparação com o iPhone. É um pouco óbvio que isso aconteça, considerando que até minha tia fabrica celular com Android. Quando você tem todo o resto do mundo concorrendo com uma única empresa, se você não for a Microsoft é pouco provável que ao menos em números você fique em primeiro lugar. No caso de iPods/iPhones/iPads x Celulares/Smartphones/Tablets Android a briga numérica é injusta e desnecessária. É como colocar a torcida do Corinthians pra brigar com a da Portuguesa.

A Apple não está preocupada em vender mais dispositivos que o Android. O iPhone, iPod Touch e o iPad são caros o bastante pra restringir o seu acesso, enquanto há smartphones e tablets com Android a preço de Bala Juquinha. Um usuário dono de um iPhone 3GS continua consumindo apps e gerando receita. Já no Android a coisa muda um pouco de figura. O que pode explicar tamanha discrepância entre as duas lojas on-line para as plataformas concorrentes? Fazendo uma pesquisa rápida, as explicações mais recorrentes foram:

- Alto índice de pirataria no Market;

- Preços muito caros das apps na App Store (juro);

- Celulares low-end com Android não suportam apps;

- Preço muito baixo ou gratuito das apps no Android Market;

Me parece bem pouco provável que a pirataria sozinha pudesse justificar uma diferença tão grande no faturamento (pesquisa feita com as 200 apps mais rentáveis). Como se sabe também é perfeitamente possível piratear no iOS. Com relação ao preço das apps, observando este outro artigo que possui uma série de métricas, nota-se que o preço médio da app na App Store é de US$1,98. Convertendo em reais isso dá exatamente 1 toddynho e meio. E desconsiderei totalmente o fato de que não se deve converter moeda pra esse tipo de conta, a não ser que os americanos estejam recebendo salário em reais e não fiquei sabendo.

Não é muito sábio enfiar Android em qualquer cacareco eletrônico que faz e recebe chamadas e se gabar das vendas se esses celulares de baixo custo não permitem o consumo de apps. Quem consome apps está constantemente instalando coisas novas. Quem compra um celular barato além de não consumir apps naturalmente não vai trocar de celular de 6 em 6 meses para assim gerar uma nova receita. A possível receita com apps que não existe pelo último argumento, de que as apps do Market são muito baratas ou de graça também é furada. Alguns dos jogos mais rentáveis da App Store como Cut The Rope custam estritamente a mesma coisa na App Store e no Android Market.

Considerando tudo isso fica a pergunta: o Google está fazendo algo errado ou donos de Smartphones Android são mãos-de-vaca?