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Red Hat garante Ano do Linux até pelo menos 2020

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Embora no desktop doméstico o Ano do Linux ainda seja definido pela linha $AnoDoLinux = YEAR(NOW())+1, no desktop corporativo faz tempo que todo ano é ano do Linux, do Windows e, comendo pelas beiradas, do Mac.

Fugindo do oba-oba das atualizações semanais e firulas estéticas, o consumidor corporativo quer estabilidade, segurança e principalmente suporte a longo prazo. Ninguém compra 10 mil licenças (e acredite, o consumidor corporativo não vai baixar uma iso e queimar CD) sem ter uma boa idéia do ciclo de vida daquele produto.

A Canonical por exemplo garante 5 anos de suporte e atualizações para suas versões LTS – Long Term Support. Levando-se em conta que 5 anos atrás não existia Internet, a maioria dos computadores rodava ligados a caldeiras de vapor e escrevíamos programas em Latim, garantir um software por tanto tempo não é pra qualquer um.

 

Mesmo assim a Red Hat decidiu oferecer um diferencial, mostrou que confia muito no próprio taco e suas versões LTS do Red Hat Enterprise Linux 5 e 6 passarão a ser suportadas por dez anos.

Mais ainda: O CICLO DE DESENVOLVIMENTO foi ampliado também. O RHEL 5 será suportado até 2017, e o RHEL 6 até 2020, quando teremos hoverboards, carros voadores, laboratórios submarinos e, estranhamente, jornais impressos.

Há uma constatação interessante escondida no meio dessa notícia: Estamos chegando no Fim da História para os Sistemas Operacionais. O custo de desenvolver versões inteiramente novas é proibitivo, bem como a manutenção. A Microsoft está presa ao XP até 2014, ao Vista até 2017 e ao Windows 7 até 2020.

Os sistemas monolíticos estão sendo trocados por soluções mais simples, não faz sentido a quantidade de lastro de um Windows 7 ou um SUSE pra um usuário que se resolve 90% online e os outros 10% rodando Office. Pra que diabos eu preciso do Private Character Editor do Windows 7 ou dos 15 editores de texto via terminal do Linux?

A maior ameaça para o Windows não é o Linux e a maior ameaça do Linux não é o Windows. Ambos em breve terão que enfrentar o Android, que pode ter sucesso nos Ultrabooks, se for lançado depois que o Android firmar um bom mercado nos tablets.

Pode ser que o próprio conceito de sistema operacional desktop se torne obsoleto antes do Windows 7 e do Red Hat 6 chegarem ao fim de suas vidas.

Fonte: Desktop Linux



Inaugurado o Centro de Tecnologia Microsoft

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

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Semana passada estivemos (adoro plural majestático) em São Paulo para a cerimônia de lançamento do Centro de Tecnologia da Microsoft, um espaço de 1300 metros quadrados, R$10 milhões de investimento e algo que fazia muita, muita falta.

Quem só passa os olhos acha que é uma Apple Store ou similar, como a Microsoft Store do Edifício Central no Rio e que NINGUÉM da Microsoft tem conhecimento da existência (eu sei, não faz sentido, mas é Brasil). Só que o conceito de Centro de Tecnologia não tem nada a ver com Show Room.

A idéia é ter um espaço onde parceiros, integradores, consultores e clientes possam interagir, fugindo do modelo “se ferra aí”, onde a Grande Empresa recebe um pedido, repassa para um fornecedor e vai cuidar da vida. Já tive péssimas experiências com a IBM por causa disso, aliás..

O Centro de Tecnologia parte do princípio de que nenhuma solução é perfeita e nenhum cliente vai comprar um pacote de software e hardware de R$850 mil (estou chutando, claro) baseado apenas em dois folders, um PPT e duas garrafas de vinho pagas pelo vendedor.

 

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A jóia do Coroa do Centro é o Envisioning Center, uma sala com uma mini-arquibancada de um lado e uma série de microambientes reconfiguráveis do outro. Nele você pode simular as condições de uso de uma solução, testando situações reais e estudando como as mesmas se comportam. Note, não é uma sala de treinamento, é uma sala de simulação, como a Sala do Perigo dos X-Men.

Por trás dessa e de outras salas está um Datacenter dedicado. São 700TB de armazenamento e 360 processadores, assim não há o risco daqueles demos safados onde o sujeito usa um banco com 10 registros e diz “olha como o sistema é rápido”.

Se o cliente quiser pode trazer inclusive uma massa de dados real para as simulações.

O CTM tem uma equipe de vários arquitetos, especializados nas soluções da empresa, para delinear as estratégias de customização. Já os parceiros, um monte de nomes de peso, como AMB, Brocade, Dell, EMC, Emerson, Emulex, HP, Intel, Jabra, Nokia, Panduit, Plycom, Schneider, SMART e Deal Extreme. Esses parceiros ajudaram na construção do Centro.

Protocolo

Junto com a inauguração do Centro de Tecnologia, aconteceu a assinatura de um protocolo de intenções entre a Microsoft e o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação. Até aí nada, mas é um protocolo com foco na área de Games.

Pretende criar aceleradoras em seis cidades do Brasil, cuidando de startups por 3 anos, dando acesso à tecnologia da Microsoft, via BizSpark e outros programas, e servindo como vitrine e “fiador”, afinal se uma startup tem apoio da Microsoft, algo de interessante deve estar produzindo.

Serão 10 startups incubadas por aceleradora, em um total de 2,4Interneys, a Unidade Oficial de Startups brasileiras.

A aceleradora difere da incubadora por ser autosustentável.

Uma das startups que com certeza estará no projeto é a ProDeaf, um projeto criado para o Imagine Cup por estudantes da Universidade Federal de Pernambuco e que tirou segundo lugar mundial no concurso.

O conceito é genialmente simples: Criaram um software que, utilizando entrada via teclado OU o sistema de reconhecimento de voz do Kinect, transforma texto comum em LIBRAS – Linguagem Brasileira de Sinais:

“mimimi mas o surdo pode ler, não é cego”.

Primeiro, crianças surdas aprendem LIBRAS antes de serem alfabetizadas. Segundo, muitos surdos se orgulham de ter uma cultura própria, e isso incluí linguagem. Nada mais natural do que um sistema de tradução que respeite isso. 

O pessoal quer agora aproveitar essa incubada malemolente e transformar o ProDeaf em algo muito mais versátil, sonham até com um sistema em tempo real que possa ouvir um diálogo na televisão e gerar automaticamente a tradução em LIBRAS, desempregando aquela tia gordinha que aparece de vez em quando no canto da tela.

Estavam presentes no evento Michel Levy, Presidente da Microsoft, Virgílio Almeida, Secretário de Política de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo e eu,claro ;)



Como se diz na Microsoft, quem tem cx tem medo

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tradução é uma desgraça. Em algum lugar, em algum momento o termo utilizado será mal-interpretado, terá um significado local inadequado ou soará… bobo. É o caso da Chana Motors, que virou Changan no Brasil, ou da Pajero, termo que virou Montero pois em espanhol significa Defensor de Software Livre.

No cinema o mais azarado com isso é George Lucas, que mesmo pesquisando bastante ainda se saiu com Capitão Panaka, Mestre Jedi Sifo Diaz e o Conde Doku.

Mesmo quando não se trata de produto, as traduções podem causar problemas, como a Microsoft.

Por um tempo nas comunicações internas da empresa a abreviação para customer (cliente) seguia a regra de utilizar as duas primeiras letras da palavra. Depois de muita troca de emails e brasileiros rindo até não poder mais, explicaram que tratar o cliente daquele nome não era uma boa política, e por mais que muito cliente seja um bom asshole, eu concordo.

Hoje a abreviatura de customer na Microsoft é cx, mas em algum lugar deve haver memorandos com a versão antiga. imagino que sejam… curiosos.

Fonte: ONT



Estratégia vencedora para promover alta resolução: Japinhas edificantes no PS3

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

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As imagens em FullHD chegaram a um ponto onde a evolução fica complicada. O consumidor quando migra do DVD pro BluRay ganha 4 vezes mais pixels, o que exige que a fonte do material também tenha esses pixels extras. A indústria ainda está se adaptando e em países como o Brasil boa parte do que passa na TV ainda não é em FullHD.

Por isso o próximo salto, para 3K ou 4K ainda vai demorar. Só que os fabricantes não querem esperar, a margem de lucro em televisores é algo muito pequeno, com o agravante de ser um produto que a gente não troca toda hora.

A Sony, que não é boba nem nada descobriu um jeito de acostumam e interessar o consumidor por imagens em resolução 4K sem que ele tenha que comprar uma TV caríssima (ainda): O truque é a tecnologia PlayView, que lembra muito o DeepZoom da Microsoft. Ela permite que você faça zoom de imagens de altíssima resolução de forma suave e contínua. Tudo que um bom tarado por japinhas quero.

 

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Em breve os sortudos japas poderão comprar na PlayStation Network exemplares da revista SOSEXY, que segue a linha Gravure Idols, onde japinhas posam sem mostrar nada. É um tipo de produto tão popular no Japão que essas versões digitais em alta definição custam entre US$27 e US$33 por exemplar.

É mais uma prova de que o Japão é habitado por alienígenas ou viajantes do tempo. Em qualquer outro lugar do planeta cobrar US$33 por uma revista eletrônica, com ou sem japinhas seria a forma mais rápida de ser expulso da sala de reuniões, com seu retroprojetor atirado pela porta em seguida.

Claro, os Otakus que compram essas revistas são uma minoria, mas dada a população, a Sony faturará um bom dinheiro e cumprirá seu objetivo de convencer parte do público que resolução de 4K é uma bênção dos deuses.

Sabendo que uma imagem dessas permite que se dê zoom até a alma das japinhas, tenho que concordar.

Fonte: Kotaku

Fonte com mais fotos de japinhas edificantes: Kotaku Japão



2012–A Maior Aposta da Microsoft

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Roulette Table & Wheel

Quem tem muitos carnavais no currículo, quem viu muita água debaixo da ponte está acostumado com o sobe e desce do mercado. Nós vimos cloud computing na época em que se chamava Cliente/Servidor, vimos essa onda de servidores virtuais na época em que ainda eram coisa de mainframes (mas já existiam) e vimos o Internet Explorer sair da irrelevância para salvador da pátria, virar vilão e agora disputar com o Opera o posto de melhor navegador que ninguém usa.

Eu vi a Microsoft na época em que ainda disputava espaço com o CP/M, mexi no Windows quando ainda era uma curiosidade, e todo mundo preferia o DOS, acompanhei quando a empresa ignorou solenemente a Internet por tempo demais, até Bill Gates soltar seu memorando clássico, uma das mais importantes peças da História da indústria de TI do Século XX. Em 3 meses a Microsoft se reestruturou e o Windows conseguiu permanecer relevante em um mundo que não deveria mais ser dele.

Mesmo assim em todos esses anos nessa indústria vital nunca vi um momento em que a Microsoft tivesse mais apostas no ar. Pela primeira vez até a próxima versão do Windows é uma incógnita. Estão investindo pesado em áreas onde não tiveram sucesso antes, estão investindo em áreas que ainda –a rigor- não existem e em áreas saturadas, mas com produtos repletos de potencial.

Vejamos algumas das áreas onde a Microsoft está apostando o tudo ou nada:

 

 

Windows Phone

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Talvez a maior unanimidade dos últimos anos. Mesmo fãs da Apple dão o braço a torcer e admitem que o Windows Phone é bonito, rápido, elegante e uma metáfora totalmente diferente do iOS e do Android. A crítica especializada tece elogios fervorosos ao sistema, nos eventos o pessoal da assessoria de imprensa da Microsoft é cercado por gente PEDINDO smartphones para testar, gente que costuma esnobar celular enviado por fabricante (eu vi isso).

O problema: O Windows Phone chegou muito tarde. Todos os formadores de opinião, geeks, tecnófilos e heavy users já estão felizes e contentes com seus celulares. Trocar de sistema não é algo trivial, por mais que aquele linuxeiro mala insista em responder “instala Linux” quando alguém reclama de um driver de Windows em um fórum.

O público-alvo do Windows Phone passa a ser o novo usuário de smartphone, o jovem migrando do dumbphone, a empresa contratando um pacote de serviços agregados, o desenvolvedor WP.

A simples existência de um excelente produto não é suficiente para garantir seu sucesso em um mercado saturado, por isso a Microsoft está investindo MUITO, tanto em propaganda quanto em incentivos a desenvolvedores. Estão contratando softhouses para portarem seus produtos populares para a plataforma e estão dando excelentes condições na loja online. Acordos estão garantindo conteúdo exclusivo e os próprios vendedores das operadoras ganham comissão quando vendem um WP.

Se a Microsoft não for bem-sucedida terá abandonado o Windows Mobile e alienado seu pequeno mas fiel mercado corporativo, perderá uma boa fração de US$1 bilhão entre marketing e P&D, e –pior ainda- deixará de ser um player no mundo mobile, dependendo da Apple para garantir a existência do Bing em dispositivos móveis.

Quais as chances reais da Microsoft? NÃO SEI. Eu gostaria muito que o WP desse certo, o número ideal de SOs mobile é três, o suficiente para gerar competição sem que a fragmentação iniba a inovação.

 

Windows 8

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Windows é Windows. Desde tempos imemoriais (ou Década de 80, como preferir) as pessoas estão acostumadas com ele, tudo está mais ou menos no mesmo lugar, 26 anos de aprimoramento em usabilidade criaram um ambiente estável, familiar e não-agressivo.

Uma versão nova do Windows significa que você terá novos recursos para aprender a usar, mas o dia-a-dia, o feijão com arroz continua o mesmo. O Windows 8 muda tudo.

A Microsoft vai tentar um sistema operacional com duas interfaces distintas, mas muito mais distintas que qualquer Linux brigando entre KDE e Gnome. A Metro é linda, é limpa, é inteligente e produtiva, mas é profundamente diferente de tudo que já existiu no desktop. É uma interface de filme, não de realidade.

Apostar no Windows 8 com Metro é zerar o placar, a Microsoft está abrindo mão de 26 anos de familiaridade do usuário. Mais ainda: Está apostando no formato de App Store, que nem no Mac está dando muito certo. É, isso mesmo. A quantidade de programas na App Store do OSX deixa muito a desejar.

A Microsoft quer que o usuário aprenda uma interface nova, aprenda uma nova forma de adquirir softwares, quer que os desenvolvedores criem programas muito mais restritos e bem-comportados do que estão acostumados a fazer, e isso tudo sem nenhum dado real de adoção do Windows 8.

Claro, a interface antiga continuará existindo e os programas rodarão normalmente, mas aí a Microsoft terá um sistema operacional com duas interfaces, das quais uma não será utilizada. Sem incentivo ninguém escreverá nada para Metro, e ela só ocupará espaço.

Worst Case Scenario, os fabricantes vendem computadores com Metro como default e os consumidores entopem os canais de suporte, exigindo devolução do dinheiro, pois o computador não é “Windows”.

Redmond terá que gastar uma tonelada épica de dinheiro divulgando o Windows 8, para que quando ele chegue ao mercado o consumidor e os desenvolvedores já estejam familiarizados com o conceito. É possível? Talvez. A Apple soltou tantos comerciais e vídeos do iPhone que quando ele chegou nas mãos dos usuários todo mundo já sabia como funcionava, e ficou com a ilusão de que era absolutamente intuitivo.

O Windows 8 terá a vantagem de entrar sem nenhuma concorrência, mas por outro lado pode ser ignorado e usado como um Windows 7S. Em um mercado cada vez mais hostil a desktops e notebooks. O que nos leva aos…

Tablets

Até agora existem dois modelos de tablets conhecidos no mercado: O iPad e o iPad Killer da Semana que falhará miseravelmente. Isso, claro, não vai durar. Da mesma forma que com os netbooks os usuários estão exigindo mais e mais poder de processamento. Apps como o Garage Band estão sendo usadas a sério, o consumidor quer o tablet que acha que merece, não o que precisa.

O Windows 8 foi todo pensado para ser esse tablet, e pode ocupar esse nicho, pois tem o poder do Windows, rodará as mesmas aplicações Metro do desktop e fugirá do estigma Android, de ser um iPad kibado que não roda Apps de iPad.

Isso, claro, se os fabricantes conseguirem projetar um hardware decente a preço competitivo. Se o Tablet Windows custar US$1200, mesmo que venha com cafeteira e Glory Hole, não venderá.

Também há o grave problema dos tablets Windows 8 ARM não rodarem aplicações nativas x86. Significa que a vantagem estratégica da imensa biblioteca de programas Windows existentes sai da mesa.

Se os tablets não vingarem a estratégia da Microsoft de estar em todas as telas perderá boa parte de sua força, o que é péssimo para a próxima grande aposta da empresa:

 

XBox

telejogo

Que a Microsoft vai lançar um novo console, todo mundo sabe, mas as opiniões se dividem quanto ao “formato”. Há quem diga que virá com BluRay, outros que irá abandonar totalmente a mídia física, mas o que é quase certo é que a parte videogame deixará de ser o foco, ele se tornará o centro multimídia de entretenimento da casa, como o Windows Home Server deveria ser.

Toda CES, toda E3, toda Feira dos Paraíbas tem um keynote da Microsoft mostrando como o dashboard do XBox está mais moderno, acessando (isso tudo na civilização, claro) mais e mais conteúdo, Netflix, Hulu, ESPN, o escambau a quatro. O Kinect está sendo transformado em um controle remoto futurista, já dá para apenas falar e pedir música no XBox, e nem é preciso fazer o gol mais bonito da semana.

Só que isso tudo é MUITO caro, os produtores de conteúdo estão metendo a faca pois sabem que essa mídia é um caminho sem volta, e a Microsoft ficará com a parte do leão quando começar a veicular publicidade no XBox.

A Apple tem sua Apple TV, o Google tem a Google TV e nenhum dos dois fez mais que marola, mas uma hora alguém vai desvendar o segredo do Graal. Reza a lenda que a última criação de Steve Jobs foi ALGO que abrirá esse mercado para a Apple. Eu não boto fé.

O XBox não estará sozinho, também terá competição nas Smart TVs e nas próprias operadoras de cabo, ao contrário do Brasil lá fora a maioria já disponibiliza interfaces inteligentes (estou olhando pra você, Sky!).

Para ter sucesso nesse mercado a Microsoft terá que oferecer um excelente pacote de conteúdo e –principalmente- vender a idéia de que o XBox é mais que um brinquedo ao mesmo tempo em que não é exagero pra quem quer somente assistir TV.

O tempo normal de amortização de um console novo é bem longo. O XBox360 foi lançado em 2005. Seu primeiro lucro operacional apareceu somente em 2008. Em 2007 a Divisão XBox da Microsoft reportava perdas de US$2 bilhões. Um novo console nessas condições é um salto para trás, que pode ser praticamente anulado se o 360 se tornar um agregador de conteúdo televisivo.

Só que para isso a Microsoft terá que desvendar o código que nem Steve Jobs desvendou, e vender aos consumidores algo que na melhor das hipóteses eles não sabem que querem.

Conclusão

A Microsoft só tem segurança em uma das 3 telas principais, o desktop. A Apple tem hegemonia no Tablet e uma boa cabeça de ponte no celular. O Android é fragmentado demais para dominar o celular, mas isso pode mudar com a estratégia do Google. Com a entrada na TV na jogada passaremos a uma disputa por 4 telas.

Isso já foi demonstrado de forma quase didática nas apresentações da Microsoft, eles estão cientes dos riscos e das recompensas, mas nunca enfrentaram uma guerra em tantas frentes simultâneas.

Se lograrem sucesso serão a grande força dos próximos 20 anos, mas se 2012 não der certo as coisas se complicarão. É razoável apostar que Steve Ballmer cairá, se isso acontecer. Não duvido sequer de uma eventual volta de Bill Gates ao comando.

2012 é o ano, e Redmond sabe disso. Acompanhemos.



Coisa FEIA! Intel exibe demo fake na CES

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Uma coisa até o Stallman tem que reconhecer da Microsoft: Eles colocam a cara a tapa e fazem seus demos com versões reais, mesmo que isso renda telas azuis e vídeos sacaneando as travadas do Windows dos velhos tempos. A Apple também tem seu lote de caquinhas, com o adicional de entretenimento do Jobs perdendo a linha por causa disso.

Outras empresas preferem não se arriscar, o problema é que pagar de esperto pra uma platéia de nerds geeks e especialistas em tecnologia… é arriscado.

Veja por exemplo o demo abaixo da Intel, ontem na CES:

Um ultrabook, lindo, poderoso, capaz de rodar um jogo DX11, mas… há algo errado no demo. O jogo continua sozinho? Ah, o cidadão diz que alguém está controlando nos bastidores. Mas… não colou.

Vamos criar uma Interface GUI em VisualBasic para rastrear os IPS e…

ENHANCE!

 abby

(eu sei que é outro programa mas eu amo a Abby. Me processe.)

inteldomal

Reconhece? É isso aqui:

inteldomal2

Pois é. Eu não comprei a idéia de que a Intel tem um ultrabook maravilhoso capaz de rodar jogos em DirectX 11, mas após o vídeo acima ao menos saí convencido que o o VLC roda perfeitamente, e é uma excelente máquina para quem quer fazer papel de idiota fingindo que está jogando na frente de um monte de especialistas em TI.

Fonte: BB



Em segunda semana, Vita vende menos que o PSP

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

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Depois de ter uma primeira semana pós-lançamento marcada por alguns problemas e vendas interessantes, a Sony viu o Japão perder um pouco de interesse pelo Playstation Vita e as vendas do portátil caíram consideravelmente, fazendo com que ele ficasse apenas em quinto lugar na lista com os videogames mais vendidos do país.

O que mais chama a atenção no entanto, não é o fato de o 3DS ter ficado com a primeira posição, tendo vendido mais de 367 mil unidades, ou do Wii ter tido um desempenho melhor que o do Playstation 3, mas foi vermos que com as mais de 72 mil unidades vendidas do PS Vita, ele ficou atrás do PSP, segundo aparelho mais vendido do Japão com pouco mais de 101 mil unidades.

Desta forma, o novo portátil da Sony vendeu menos que os principais videogames, desconsiderando é claro o Xbox 360, que nunca agradou no país, e além disso, entre os 20 jogos mais vendidos da semana, nenhum deles era para o Vita.

Será que os números já servem para preocupar a fabricante? Acredito que ainda não, mas pelo menos podem mostrar que o japoneses não estavam tão ansioso quanto parecia. Mas, basta anunciarem um Monster Hunter ou um Dragon Quest para ele e veremos todo esse cenário mudar como num passe de mágica.

  1. 3DS: 482,200 (367,691)
  2. PSP: 101,121 (64,468)
  3. Wii: 91,176 (60,916)
  4. PS3: 75,943 (65,119)
  5. PSV: 72,479 (324,859)
  6. DSi LL: 8,470 (5,600)
  7. DSi: 5,894 (3,523)
  8. Xbox 360: 4,245 (3,584)
  9. PS2: 1,582 (1,400)
  10. DS Lite: 32 (32)

[via Andriasang]



Quais inovações a próxima geração poderia trazer?

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

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Se perguntarmos aos gamers o que eles esperam para os sucessores do Xbox 360 e Playstation 3, provavelmente a maioria dirá que quer gráficos mais realistas e física mais elaborada, mas esses consoles mostraram que o ideal é que os novos aparelhos tragam muitas outras inovações, ainda mais numa época em que os videogames deixaram de ser usados apenas para jogarmos.

Pensando nisso o IGN elaborou uma lista muito interessante onde eles falam sobre o que esperam para os próximos consoles e se pelo menos metade das sugestões forem atendidas, adquirir um deles será muito mais do que apenas ter imagens mais bonitas em nosso televisores.

Entre os itens que mais gostaria de ver, estão a maior utilização do armazenamento de informações na nuvem, com nossos saves podendo ser acessados de outros aparelhos que estejam conectados na internet, além da popularização do streaming de jogos, como o OnLive já mostrou ser possível. Também seria muito bom podermos alugar online os títulos ou a possibilidade da utilização de modificações nos games.

Outro ponto bem vindo seria as conquistas e troféus aperfeiçoados, servindo até mesmo para no dar DLCs para os jogos, mas o importante é que os nosso feitos no PS3 e Xbox 360 não sejam deixados de lado e por fim, por favor Sony e Microsoft, não ignorem a retrocompatibilidade. Qualquer pessoa que tenha uma quantidade razoável de jogos para os atuais consoles gostaria de poder aproveitá-los nos novos videogames e não façam com a gente o mesmo que fizeram na atual geração.

Mas e você? O que gostaria de ver quando os novos aparelhos chegarem ao mercado?



Steve Jobs, a biografia [Resenha]

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Começar uma resenha da biografia de Steve Jobs com o termo “contraditório” é mais que cliché. Mesmo cliché, é a palavra perfeita para definir em uma única palavra a personalidade e os atos do homem que ajudou a dar forma à indústria de computadores, celulares e equipamentos eletrônicos em geral. Se bem que “criança mimada” também seria uma ótima definição, e aí teríamos duas palavras ao invés de uma e não seria assim tão educado, mas me adianto.

O livro escrito por Walter Isaacson a pedido do próprio Jobs, quando este sentiu seus últimos dias se aproximando com uma rapidez assustadora, é detalhista e preocupado em mostrar todos os múltiplos lados, cobrindo vida pessoal e profissional de forma respeitosa. Obviamente não se trata de um livro imparcial – nenhuma obra o é -, mas é um belo trabalho de jornalismo, dando créditos a quem merece, com inúmeras fontes e escrito com base em diversas entrevistas realizadas com mais de cem pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho e até gente que não queria ver Jobs nem morto. Too soon?

O próprio Jobs se encarregou pessoalmente de arranjar os contatos dessa gente toda, inclusive dos desafetos, e ainda disse à Isaacson que podia escrever o que bem entendesse, abriu as portas de sua fábrica de segredos em Palo Alto, e falou que confiava no trabalho e competência do biógrafo, que já escreveu sobre Einstein e Franklin. Pelo visto, Jobs pediu para que o biografasse porque se achava o próximo na linha de sucessão desses grandes homens. Risos.

A obra inicia contando as origens de Steve, a história de seus pais biológicos, e sua infância de baby boomer com seus pais adotivos buscando o sonho americano na Califórnia. O mimado protagonista, que cresceu entre os carros antigos que seu bondoso pai reformava e os clubes de eletrônica onde conheceu pessoas-chave em sua história, batia o pé para conseguir dos pais o que quisesse, desde seguir sua maluca dieta vegetariana até estudar numa faculdade bacana e cara. Desde cedo, a forte personalidade – ou marra, como dizem os colegas cariocas, ou falta de educação, ou ainda sociopatia aguda, uma vez que todos os sintomas estão ali – já estava presente no garoto.

Apesar, e talvez até por causa disso, Jobs conseguiu que suas equipes criassem produtos incríveis, mesmo que isso significasse atrasos gigantescos no cronograma e prejuízos futuros. É especialmente notável o episódio do desenvolvimento e lançamento do Macintosh, onde as três equipes que trabalhavam na Apple no início dos anos 80 (do Lisa, do Mac e do Apple II) ostentavam camisetas com provocações umas às outras.

Em certos trechos, a vontade era de entrar no livro e pessoalmente estapear Jobs, que por vezes parecia nada mais que um hippie pé-sujo que explorava as vulnerabilidades das pessoas de quem não gostava (e até das que gostava) por nada. Ele até literalmente chorava como um garotinho mimado para conseguir o que queria. Sempre que alguém o contrariava, eu vibrava. E olha que sou macfag de carteirinha.

Para Jobs, o mundo não tinha nuances, e era divido entre gênios e incompetentes. Quando se deparava com alguém que julgasse inferior, as humilhações eram de deixar o cara chorando num cantinho escuro balançando a cabeça e gemendo. Mas quando encontrava um gênio, espremia as pessoas e buscava todo o seu talento e exibia seu potencial com resultados palpáveis. Completamente alheio aos sentimentos dos outros, é até incrível que Jobs tenha se cercado de tanta gente bacana. Mas seus companheiros fiéis acabaram por aprender a lidar com isso, ainda que um conformado Jonathan Ive tenha se mostrado um tanto magoado pela mania do chefe de levar crédito pelo que não fez.

Apesar da rabugice, Jobs era mesmo muito talentoso e obstinado em fazer apostas arriscadas que acabavam acertando de modos que nem ele mesmo tinha previsto inicialmente, abrindo caminhos para mercados e possibilidades não exploradas na indústria. E fazia tudo como se fosse salvar o mundo, com verdadeira paixão. E provavelmente seria assim com qualquer coisa que se propusesse a fazer na vida. Certamente fará falta.

O livro, escrito e enviado à editora antes da morte de Jobs, termina de modo melancólico e bastante reflexivo a respeito da vida e da morte. A expansão prometida por Isaacson é talvez desnecessária, pois sua cobertura será de apenas mais alguns meses, visto que ele narra fatos acontecidos até o meio do presente ano. Mesmo não indo até o fim propriamente dito da vida de Steve, dá uma ampla cobertura dos dramas vividos pelo ex-CEO, em parte auto-infligidos por conta de seus distúrbios alimentares agravados por suas crenças, e até pelo próprio Campo de Distorção da Realidade. Resta saber se essa atualização vai ser incremental ou teremos de comprá-la novamente. Espero que seja por 99 centavos de dólar.

Sobre a edição brasileira

Em resumo: leia no original. A morte de Jobs fez com que a editora apressasse o trabalho dos três traduttori traditori à base de chicotadas e traduções automáticas, porque somente isso explica os erros grosseiros cometidos pela trupe. Chegar ao ponto de traduzir “smartphone” como “celular inteligente” e “iCEO” como “iPresidente executivo” é absurdo. Ou ainda, que Jobs comprou uma casa “adequada” – o que não faz o menor sentido em português e poderia ser feito de outro jeito sem perder o significado. Dá vontade fazer o Jobs e chamar todo mundo de incompetente. Botaram três negos pra traduzir o calhamaço mais depressa mas não se deram ao trabalho de botar um nerd macfag pra revisar.

Em outro trecho, admito que ficou bacana: conta-se de uma festa à fantasia em que Jobs se vestiu de Jesus, o que causou “incredulidade”. Não sei se a esperteza foi do autor ou dos tradutores, porque se foi desses últimos, é muito provável que não tenha sido proposital.

Nem adianta dizer que o certo é ler em inglês porque nossa língua corrompe o sentido original; a esses digo que vão lá ler Sun Tzu ou Dostoievski. Não se trata de uma obra para os anais da literatura mundial, e sim de uma biografia recheada de termos técnicos e difíceis para os prováveis leitores noobs que o livro atrai, e que, se não corretamente traduzidos (como aconteceu aqui) podem levar o incauto leitor ao engano ou à completa incompreensão do texto. Traduzir, assim como escrever, é uma arte para poucos.



Hasbro paga de Megatron e processa Hasbro Asus por usar o nome Transformer

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Meganfox

imagem (quase) meramente apelativa.

Essa coisa de marca registrada é complicada, sempre tem um picareta querendo se dar bem, vida japonês que registra “açaí” ou brasileiro que registra AllStar e Copa 90, com direito a logo e bonequinho igual aos originais.

Nos Áureos Tempos da Reserva de Mercado de Informática a Unitron lançou um clone nacional do Apple II, chamando de Apple e com a logo da maçã mordida. A Microdigital tinha uma linha de softwares para seus computadores TK-85 cujo nome era… “Microsoft”. Sim, a logo era idêntica à original também.

Outros casos são mais complicados, há marcas bem genéricas. A Rede Globo vivia se engalfinhando com os… Biscoitos Globo, uma bolacha (eu adoro uma discórdia) de polvilho vendida nas praias do Rio desde os anos 1370 mais ou menos. Embora os advogados da Globo cerquem por todos os lados o uso prévio mantém os biscoitos no ar.

Quando os produtos são de áreas MUITO distintas em geral pratica-se o viver e deixar viver, mas em outros casos não dá. Vide a Hasbro, empresa de brinquedos japonesa responsável por boa parte de nossas infâncias. Entre outras são detentores dos direitos dos Transformers. um nome que por si só não é em nada único. “Transformador”, isso é genérico.

Problema é que são MUITO associados a tecnologia, então um notebook ou tablet chamado Transformer já ficaria estranho. MESMO ASSIM despertaria direito de dúvida.

Como a Asus obviamente quer ser a vilã da história, ou pretende passar como a empresa mais cara-de-pau da década, decidiram que Asus Transformer era pouco para um tablet, decidiram aumentar o volume da Máquina de Kibagem para 11 e lançaram o…

Asus Transformer Prime.

optimus_prime

Chamar de Asus Transformer, pq o tablet vem com teclado e vira um netbook é até legal, dá pra aceitar, mas chamar de Transformer Prime é forçar a amizade.

Ah sim, tem o pequeno detalhe de Transformers Prime ser uma série de animação licenciada pela Hasbro, lançada em Novembro. De 2010.

Se a moda pega logo teremos Facas Dexter, com o fabricante dizendo que não conhecia o personagem. Aliás, só não teremos porque as Facas Dexter, fabricadas pela Dexter-Russell existem desde 1818 e atendem por Dexter desde 1884.

Fonte: PC