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Google é condenado na França por exibir mapas de graça

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Um tribunal francês considerou o Google culpado da acusação de “abusar da posição dominante do Google Maps no mercado” e ordenou que o gigante da web pague indenização por perdas e danos a uma empresa de mapeamento local chamada Cartographes Bottin, além de outros 15 mil euros de multa.

De acordo com o veredito emitido pelo tribunal de Paris na quinta-feira, o fato do Google oferecer os serviços do Maps de graça a algumas empresas é uma prática “desleal”. Esta é a primeira vez que o Google é condenado em um caso envolvendo o fornecimento de mapas de seu serviço.

“Esta foi uma batalha de dois anos e uma decisão sem precedentes”, afirmou Jean-David Scemmama, advogado da companhia francesa. “Nós provamos ao tribunal que a estratégia do Google para eliminar seus concorrentes”, comemorou o advogado ao jornal Economic Times.

Em um comunicado oficial, um porta-voz do gigante da web afirmou que a empresa irá recorrer da decisão. “Estamos convencidos que uma ferramenta de mapas livre e de alta qualidade é benéfica tanto para usuários quanto para empresas. Há falta de concorrência contra nós neste setor tanto na França quanto no resto do mundo”, encerrou a empresa.

Essa não é a primeira vez que o Google Maps rende dores de cabeça para sua empresa mãe nos tribunais da terra das baguetes. Em 2011 a empresa foi multada em 100 mil euros por violações de privacidade envolvendo o serviço Street View.

Google é condenado na França por exibir mapas de graça



Veja a Meteorologia no Conky com o BrWeather

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


Desde o seu lançamento que o Conky é um dos melhores gestores de informação disponíveis no Ubuntu, pois é capaz de apresentar um sem número de informações de sistema, e não só, com gastos quase nulos de recursos. Desta forma, rapidamente nasceram scripts que acrescentavam funcionalidades ao Conky. Entre eles encontrava-se o ConkyForecast que apresentava dados meteorológicos a partir de um website na Internet. Infelizmente o website utilizado para obter informação exige agora um pagamento de forma a fornecer dados, o que tornou o script obsoleto e dificultou gravemente a obtenção dos dados pelo Conky. Rapidamente surgiram novas formas de obter dados de meteorologia, entre elas encontra-se o excelente programa BrWeather, criado pelo membro do Viva O Linux, Leandro. Com este script terá um grande número de opções disponíveis para tornar o numa autêntica central de informações personalizada.

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O Ubuntued já tem fórum!!

O Fórum do Ubuntued

Google responde ataques da Microsoft sobre política de privacidade

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A resposta veio a galope. Ontem eu comentei por aqui sobre a propaganda que a Microsoft publicou em jornais estadunidenses recomendando que os insatisfeitos com serviços do Google migrem para os da companhia. Ainda na quarta-feira (01/02) um funcionário do Google publicou uma breve resposta para os “mitos” que a publicidade da MS levanta.

“Nossos controles de privacidade não mudaram. Ponto final.” Seguem-se sugestões de como acabar com os rastros do usuário nos mais diversos serviços da empresa, de acordo com o artigo. Esses usuários ainda podem entrar no gerenciamento de preferências de anúncios para verificar exatamente quais dados o Google coletou para apresentar os anúncios mais interessantes (e rentáveis) nas páginas com AdSense.

O Google responde que “ninguém além de você lê o seu email”. Explicação: “assim como a maioria dos grandes provedores de email” há computadores que escaneiam as mensagens para detectar as mensagens de spam e exibir os anúncios que são mais relevantes para o usuário. Em outras palavras, não tem um funcionário do Google que entra em mensagem por mensagem para posicionar propaganda de companhia aérea numa thread do Gmail sobre futura viagem — um sistema automatizado faz isso.

Vários outros produtos do Google são citados na resposta que você lê aqui (em inglês).

Microsoft recomenda os próprios produtos

Num golpe final a empresa cita o “mito” de que a forma como a Microsoft lida com a privacidade é melhor que a feita pelo Google. “Nós não julgamos sobre as políticas e controles de outrem. [...] Microsoft não fornece nenhuma ferramenta para exportar dados ou algo tipo Dashboard para os usuários”, afirma a mensagem, que ainda explica que a política de privacidade da Microsoft determina que “informação coletada por meio de um serviço da Microsoft poderá ser combinada com informação obtida por outros serviços da Microsoft”.

Na semana passada o Google lançou uma nova forma de exportar documentos do Google Docs, bem como dados de outros serviços, para um arquivo ZIP baixável.

Não conheço a política de privacidade da MS, mas se for isso mesmo é o mesmo que a unificação das privacidades do Google a partir de março pressupõe.

Google responde ataques da Microsoft sobre política de privacidade



Propaganda anti-Google feita pela Microsoft em jornais americanos

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Microsoft não perde tempo. Depois que o Google começou a ser acusado de trair seus usuários com política de privacidade que abrange todos os produtos, a empresa tira proveito da discussão para lançar um anúncio em jornais dos Estados Unidos alfinetando a concorrência. A mensagem deles leva o título “Putting people first“, ou “Colocando as pessoas em primeiro lugar”.

“As mudanças que estão disfarçadas em termos como ‘transparência’, ‘simplicidade’ e ‘consistência’ na verdade dizem respeito a apenas uma coisa: tornar mais fácil para o Google ligar os pontos entre tudo o que você busca, envia, diz ou transmite enquanto usa um de seus serviços.”

Até aí, nada de exatamente novo. A Microsoft ataca ao dizer que o Google está chegando a esse nível de personalização de anúncios da maneira errada, uma vez que “torna mais difícil para o usuário” manter o controle de suas próprias informações na rede.

Claro que o anúncio não serve apenas para atacar o Google. A Microsoft recomenda aos consumidores incomodados com a política de privacidade nova do Google que experimentem o Hotmail (em vez do Gmail), o Bing (em vez do Google Busca), o Office 365 (concorrente do Google Docs, embora muitos recursos de um não estejam no outro e vice-versa) e Internet Explorer (no lugar do Google Chrome).

Anúncio feito pela Microsoft

Esse tipo de propaganda é bem difícil de encontrar aqui no Brasil, mas nos Estados Unidos a coisa é mais flexível. Aposto que se uma empresa visse a outra tratando de seus assuntos nas páginas de jornais, imediatamente recorreria ao Conar (órgão privado que autorregulamenta a publicidade) para impedir a veiculação de novos anúncios.

Enquanto a Microsoft ataca nos jornais, o Google responde ao congresso estadunidense questões sobre a tal política de privacidade.

Com informações: The Next Web

Propaganda anti-Google feita pela Microsoft em jornais americanos



Blogger adota censura de posts em alguns países

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sem qualquer alarde, o Google iniciou uma mudança estrutural na forma como lida com os acessos ao Blogger faz três semanas. Em resumo, a empresa agora admite realizar a censura prévia de conteúdos específicos seguindo critérios adotados em alguns países. A medida visa a atender legislações específicas para posts publicados na plataforma de blogs.

Quem descobriu a informação foi o blog Techdows na terça-feira (31/01). Uma página de ajuda do Blogger revela que a mudança faz com que internautas de países com domínios especificamente criados para esse fim sejam redirecionados para páginas “locais” de blogs hospedados no Blogger. Por exemplo, na Índia quem entrar num site blogspot.com será redirecionado para blogspot.in na Austrália o .com vira .com.au.

O redirecionamento para domínios de países garante ao Google a possibilidade de atender melhor a leis locais. Isso inclui a censura na rede, algo previsto em diversos países — felizmente não é o caso do Brasil. “Ao utilizar ccTLDs, a remoção de conteúdos pode ser gerenciada baseando-se em países, o que vai limitar seu impacto a um menor números de leitores.” O Google ainda explica que os posts censurados desaparecerão somente da versão da página em domínio local.

Internautas desejos de visualizar uma página apagada do domínio local do Blogger/Blogspot poderão recorrer à página em inglês. Para tanto devem digitar o endereço do site no blogspot.com seguido de /ncr. O princípio é o mesmo empregado no google.com/ncr, que redireciona o usuário para a página padrão do Google em inglês sem personalizações relacionadas ao país de origem do acesso.

O Google não é a primeira empresa a adotar a censura para ficar em adequação com leis locais. O Twitter anunciou na semana passada a aquisição de uma tecnologia que lhes permite censurar tweets.

Pela notícia que temos, pelo menos o Google oferece uma forma de burlar o filtro. Ainda assim, penso que proceder com a mudança na encolha é uma atitude que depõe contra a filosofia de “Don’t be evil” da companhia — filosofia muito questionada em tempos recentes.

O Tecnoblog questionou o Google Brasil se há previsão de colocar um domínio do Blogger específico para o Brasil (e do Google, não aquele abandonado pela Globo.com). Não obtivemos resposta até a publicação desse texto.

Com informações: Threat Level da Wired.com

Blogger adota censura de posts em alguns países



YouTube faz a limpa: contas fechadas serão removidas do contador de assinantes

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Google vai iniciar em breve uma limpa geral em seu site de vídeos: contas que foram criadas mas excluídas serão removidas do contador de assinantes. O que eles pretendem com isso é “melhorar a integridade do contador”, ou seja, mostrar de uma forma mais precisa o verdadeiro número de pessoas que vão assistir a um determinado canal no YouTube e impedir que esses números sejam inflacionados artificialmente.

“A contagem de assinantes é uma métrica importante para todos os parceiros” diz Nathan, um dos funcionários do YouTube que anunciou a mudança. Então não só as contas deletadas do site serão removidas do contador de assinantes como também as assinaturas em canais serão examinadas com mais cautela” para impedir o aumento artificial de assinantes.

Isso acontecia por que pessoas usavam técnicas de assinar canais em massa e esse tipo de assinante não será mais incluído no contador. Esse sistema usado para detectar o crescimento artificial de assinantes, aliás, é similar ao usado para impedir a inflação de visualizações de vídeo. Então é possível dizer que o YouTube já têm uma ótima faca e o queijo na mão. Só falta a vontade de cortar.

O anúncio foi feito no dia 25 em um vídeo no canal de suporte a parceiros do site. Nele os dois funcionários do YouTube David e Nathan explicam o motivo e as consequências dessas mudanças. Se você entende inglês, acompanhe o vídeo logo abaixo.


(Vídeo no YouTube)

Com informações: Digital Inspiration.

YouTube faz a limpa: contas fechadas serão removidas do contador de assinantes



Google propõe atributo de HTML para facilitar o auto-completar

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Google publicou um artigo no blog que mantém voltado para webmasters aconselhando a adoção de um novo parâmetro em formulários desses que encontramos a todo momento na internet. A proposta do gigante da web é muito simples: que no código-fonte do formulário apareçam atributos de HTML específicos para que o navegador complete automaticamente a informação que o usuário precisaria adicionar manualmente ali.

De acordo com a empresa, o Chrome e outros browsers já oferecem o auto-completar com alguma taxa de acerto. Entretanto, a situação ficaria ainda melhor se o navegador não precisasse adivinhar se o campo pede o nome ou o endereço de email, por exemplo.

Se depender do Google, a seguinte estrutura será adotada nos formulários:

<input type=”text” name=”field1” x-autocompletetype=”email” />

Repare na presença do atributo “x-autocompletetype”. Por meio dele o desenvolvedor especifica qual é a informação que o campo apresentado e, assim que lê isso, o navegador pode adicionar a informação automaticamente. Para tanto, como você já deve saber, o auto-completar tem que estar ativo no browser. Além disso, o usuário precisa ter preenchido a informação antes pelo menos uma vez para que fique salva.

Até agora só o Google se comprometeu com o atributo e disse que ele está instalado no Chrome. Outras empresas que oferecem o auto-completar devem implementa-lo, mas o Google não disse quais são essas companhias. Ainda é importante observar que o atributo foi lançado em caráter experimental e não passou por endosso do W3C, o consórcio que regula os padrões para a web. Pode ser que venham a adota-lo no futuro, pode ser que não.

Cá no Tecnoblog o Google Chrome é o navegador mais utilizado. E como temos muitos leitores que também programam, inclusive em HTML e outras linguagens para web, não custa nada dar o recado: o atributo está aí para quem quiser implementar.

Aqui tem o texto completo relatando a proposta de atributo.

Google propõe atributo de HTML para facilitar o auto-completar



Nova política de privacidade do Google: espalhar seus dados em todos os serviços

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ontem o Google anunciou a simplificação da sua política de privacidade que, segundo a empresa, passou a englobar 60 dos 70 documentos diferentes relacionados à privacidade dos serviços da empresa. Essa alteração, que só entra em efeito no dia 1 de março, também diz que a partir desse dia os usuários do Google terão seus dados compartilhados entre os serviços da empresa, querendo ou não.

O que isso quer dizer, nas palavras do próprio Google, é que “será possível fornecer uma experiência mais personalizada”. Na prática, ele está apenas unificando dados dos serviços para fornecer não só resultados mais pessoais e mais precisos, como também anúncios ainda mais direcionados e que, por isso, podem render mais no final das contas. Veja uma breve explicação no vídeo abaixo, em inglês.


(Vídeo no YouTube)

Obviamente o Google é uma empresa e, como tal, tem que visar o lucro. Essas mudanças refletem bastante dessa linha de pensamento: lucrar mais com a ajuda de propagandas mais personalizadas. E quem não quiser usar o Google ainda tem pouco mais de um mês para retirar seus dados dos servidores da empresa, por meio de ferramentas do DataLiberation.

Quando o Google anunciou que iria incluir nos resultados links compartilhados nos meus círculos do Google+, eu não gostei muito, mas ao menos lá existe a opção de desativar. Aqui, se você não quiser ter seu histórico de busca, vídeos assistidos ou localização (para usuários do Google Latitude em celulares Android) vinculadas a sua conta do Google, a única opção é não usar nenhum serviço deles. Não há opt-out.

Se isso é bom ou ruim, vai da preferência de cada um. O Gizmodo americano acha que o Google está contrariando o seu mantra “Don’t be evil“, mas não sou tão extremista assim. Acho que se eu ainda tiver a opção de desativar a busca social, não me importo do Google angariar dados sobre o resto do que eu procuro na minha conta, desde que tais dados fiquem bem protegidos e forneçam alguma vantagem.

E você, se importa?

Nova política de privacidade do Google: espalhar seus dados em todos os serviços



Google apresenta resultados de busca para pontuação

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Lembra-se que o Google explicou, na semana passada, que não indexa o caractere especial “@” nem fornece resultado para ele nos resultados de busca? O blog Google Operating System percebeu uma pista nas reportagens sobre o assunto que os levaram a descobrir algo bastante interessante: o Google passou a exibir resultados para pontuações.

“Eu recentemente notei que o Google começou a mostrar resultados para requisições como [.], [,], [:], [;], [#], [%], [@], [^], [)], [~], [|], ["], [<], [$]“, afirma Alex Chitu, autor do texto. O curioso é que o Google utiliza alguns dos caracteres listados para requisições mais complexas em seus resultados de busca. Por exemplo, se você pesquisar por “2% de 5000″ o buscador trará no início dos resultados “2 % de 5000 = 100″.

Pode ser uma mudança natural de interpretação automatizada pelo algoritmo do Google ou algo induzido pelos funcionários da empresa, a fim de trazer resultados mais completos para o usuário. Não sei dizer ao certo qual é a hipótese mais provável, tendo em vista o modo de operar da empresa.

Busca por "%" no Google

De qualquer forma, por enquanto o reconhecimento de caracteres de pontuação e especiais não vale para o português do nosso Brasil. Eu fiz o teste por “%”, “#” e “$”. Para todos vieram resultados em inglês, normalmente da Wikipedia com o verbete que explica o uso da pontuação.

Google apresenta resultados de busca para pontuação



Tablet Asus Eee Pad Slider SL101 – [Análise]

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Esse ano foi o ano de navegarmos em uma opção enorme de tablets. O Eee Pad Slider chegou como uma aposta da Asus nesse mercado, oferecendo preços (um pouco mais) baixos e também a opção de um teclado físico, para diferenciá-lo do mesmo sistema Android de todas os outros.

Design

Entre a atual mesmice dos tablets com Android, é no design que o Slider se sobressai. Para aqueles que reclamavam do teclado na tela de toque, o slider funciona como um celular com teclado QWERTY, já que também possui um. Basta empurrar a tela que ele se arma em um esquema tela/teclado, apresentando um pequeno mas completo teclado físico, ideal para escrever grandes textos. Por causa disso, acaba sendo muito pesado, com quase um quilo, perdendo um pouco de sua portabilidade.

Tablet Asus Eee Pad Slider

(Foto: Stella Dauer)

No visual em geral ele também tenta se diferenciar. Assim como seu irmão Transformer, ele é da cor marrom acobreado, dando um ar bem elegante, exceto pela faixa prateada brilhante e fosca e pela espessura, que é de 1,7 centímetros. As bordas prateadas e a traseira são emborrachadas. Suas laterais são arredondadas, tirando um pouco o aspecto quadrado que o deixaria parecido com outros modelos de tablets.

Quanto a entradas e botões, temos muitos. Em cima fica a conexão de tablets, utilizada para recarga e para a conexão de acessórios, juntamente com uma HDMI e a entrada para abrir o teclado. Abaixo fica uma grande saída para som externo. No lado esquerdo encontramos a entrada para cartões microSD, o botão reset, volume, energia e microfone. Na direita ficam a conexão USB convencional e a entrada para fones. Atrás ficam apenas os pezinhos de borracha e a câmera e na frente, junto à tela, ficam o sensor de luz e a câmera frontal.

Tela

O ânuglo da tela quando aberta com o teclado é muito bom, não machuca o pescoço. A tela dele é bem semelhante a todas os outros, uma tela de LED multitouch com 10.1 polegadas, trazendo definição de 1280 x 800 pixels. Ele também tem tecnologia IPS para um ângulo de visão de até 178º sem perda de qualidade e gorilla glass, tecnologia que previne riscos.

No geral, é uma tela bem luminosa e grande, ótima para assistir a vídeos ou trabalhar. Não é muito boa para leitura, como veremos mais a seguir.

Tablet Asus Eee Pad Slider

De ladinho (Foto: Stella Dauer)

Hardware e processamento

O Slider, assim como vários outros tablets Android similares, trabalha com processador de 1GHz NVIDIA Tegra 2 AP20H Dual Core e mais 1GB de RAM. Ligue quantos aplicativos quiser, execute vídeos, músicas, aplicativos, navegador, tudo. Ele continua firme e forte. A navegação não é fluida e suave como a do iOS, mas isso é problema de sistema, e não do processamento.

Em matéria de sensores, está bem servido. Temos sensor de gravidade, luminosidade, giroscópio e compasso. Em conexões vêm quase tudo o que precisamos: Wi-Fi 802.11 b/g/n, Wi-Fi hotspot, GPS e Bluetooth 2.1 que funciona para transferência de arquivos e também para acessórios como fones e teclados. O Wi-Fi é forte e o GPS é rápido. Infelizmente, talvez para manter o valor mais baixo, a Asus resolveu não inserir o 3G em sua linha de tablets. É o defeito mais aparente desse aparelho.

Por possuir um teclado embutido, sua bateria dura um pouco menos do que estamos acostumados a ver em outras tablets com Android. Com pouco uso ela durou aproximadamente 8 horas, mas com as conexões sem fio ligadas e uso de internet, esse número caiu para 6 horas, mais ou menos.

Tablet Asus Eee Pad Slider

Traseira emborrachada, mas ainda enche de dedos (Foto: Stella Dauer)

Câmera

A câmera frontal, de 1.2 megapixels, é boa para vídeo conferências em aplicativos como o Gtalk, por exemplo, e até para fotos, pois se mostrou bem luminosa. A câmera traseira, apesar de não possuir flash, é razoável para fotos e vídeos, já que possui sensor de 5 megapixels e faz gravações em HD.

Por não possuir botão dedicado, é preciso fazer fotos diretamente pela tela. Pelo peso já é complicado fazer fotos com esse tablet, imaginem fazer o foco e tirar fotos pela tela com 10.1 polegadas… ainda assim, a interface de fotos do Android 3.0 é bem legal.

Sistema operacional

Na versão 3.2 percebe-se que absolutamente tudo é pensado para grandes telas, a partir de 7 polegadas. Menus otimizados, multitarefa que aproveita a tela, aplicativos que mantém o tamanho normal dos botões… Não são muitos os widgets, mas os existentes têm formatos diferentes e variados, deixando a home “utilmente bagunçada”. Há widgets para o email, YouTube, sites, agenda…

Todos os aplicativos do Google no aparelho estão com interface melhorada. Fundo escuro e vídeos laterais para o YouTube, uma interface completa para o Gmail, que mantém as categorias na lateral, as mensagens no meio e ações na parte superior, em uma interface delicada e simples. O Gtalk segue a linha do Gmail e mantém os contatos na esquerda, deixando o resto para a conversa.

Tablet Asus Eee Pad Slider

(Foto: Stella Dauer)

O Honeycomb é mais discreto, usa mais cores escuras para não agredir os olhos do usuário. Ele também se aproveita da enorme tela e passa a usar a parte inferior da tela como uma faixa de navegação, como a do Windows. Nela ficam avisos do sistema, interações com aplicativos, navegação pelo menu e informações de rede, bateria, hora, etc. Botões extras foram colocados em janelas e menus para aproveitar mais o espaço. Tem muito mais cara de tablet.

Para quem está bem acostumado com o Android e seus botões padrão na parte inferior do aparelho vai demorar um pouquinho para lembrar que tudo aquilo foi resumido a três pequenos botões no canto inferior: voltar, home e multitarefa. Mas há suporte a Flash.

Usabilidade

A usabilidade é interessante, ainda mais com o teclado armado. Navegar pela tela de toque com as mãos atrás da tela sem ter que segurá-las dá um certo conforto para uso em cima da mesa. O teclado é bem aperto, mas resolve o problema muito bem, ainda mais depois que você se acostuma com o pouco espaço e digita mais rápido ainda.

O peso dele pode incomodar, mas a facilidade que um teclado pequeno traz é uma inovação nas tablets. É até um pouco retrógrado colocar um teclado físico em um tablet, mas acreditamos que sempre haverá público para tudo, e no meio de um mar de aparelhos iguais, a Asus aparecer com algo tão inusitado pode dar certo.

Tablet Asus Eee Pad Slider

Entrada para fones e conexão USB (Foto: Stella Dauer)

Por ser grande, é às vezes complicado segurá-lo deitado na cama, ainda mais na vertical. Não é muito indicado para quem gosta de ler em viagens ou antes de dormir, pode acabar com dor nos braços.

Uma boa do Slider é sua conexão USB, aquela normal, mesmo. Fãs da Apple acharão essa feature uma besteira, dirão que está tudo na internet, que uma conexão proprietária é tudo o que precisam. Mas nem todo mundo gosta das restrições da Apple, e uma conexão USB até que veio bem a calhar.

Deitar na cama e simplesmente plugar seu pen drive cheio de filmes na tablet, e ficar curtindo um vídeo até dormir é prático. Pegar fotos e outros arquivos de amigos, também. É só pedir o dispositivo de armazenamento emprestado e facilitar a vida de todo mundo.

Aplicativos

A Asus recheou o Slider de aplicativos, além dos já tradicionais da Google. Possui a suíte Polaris Office, um ano ilimitado para o Asus WebStorage – compartilhamento na nuvem –, gerenciador de arquivos, Kindle, Zinio, PressReader e outros da Asus para ajudar no dia a dia, como o My Net para o protocolo DLNA, o MyLibrary para livros e o MyCloud para funcionar com o WebStorage.

Uma coisa que não agradou foi a necessidade de um aplicativo chamado Asus Sync para a conexão da tablet com o computador. O que era uma simples tarefa de conexão, torna-se uma dor de cabeça.

Aplicativos são o calcanhar de aquiles do Android 3.0. Enquanto que em um tablet com 7 polagadas temos aplicativos aumentados, a tela de alta definição do Slider não consegue fazer o mesmo com os aplicativos, e por isso precisa de apps otimizados para sua interface e para sua tela.

Isso resulta em pouco mais de 100 aplicativos disponíveis para a tablet, deixando os outros quase inutilizáveis, já que ficam em um cantinho da tela ou espalhados por ela de forma feia. Alguns até se encaixam “marromenos”, mas percebe-se na hora que não são compatíveis. E não tendo o mesmo poder que a Apple tem em desenvolver rapidamente para seus produtos, a Asus e todos os outros fabricantes só podem ficar olhando e esperando.

Tablet Asus Eee Pad Slider

(Foto: Stella Dauer)

Algumas empresas brasileiras já estão se mexendo. Saraiva, Cultura, Folha, Terra e Abril são alguns exemplos de marcas que já possuem aplicativos otimizados para o Honeycomb. São majoritariamente empresas grandes que vendem conteúdo e já viram que tablet é o futuro.

Ele vem com todos os aplicativos normais do Android: Google Search, Maps, Gmail, YouTube, Google Talk, visualizador de documentos, vídeos, um editor simples de vídeos e navegador. O navegador é bem completo e possui bookmarks e abas que funcionam como um aplicativo de desktop. Já vem instalado o Flash Player 10.1, que pode ser atualizado para o 11. Isso permite que você navegue em qualquer site que desejar, sem problemas.

Música e mídia

Apesar de prometer som SRS de alta qualidade com máxima resposta dos graves, não é bem o que acontece. O som peca justamente nos graves, faltando um pouco de ressonância no conjunto. Nisso eu me refiro ao som externo, pois o interno, com fones, é muito bom.

Ele reproduz mídias muito bem, e o pé que o teclado forma é bem útil. O som tem estéreo bom, apesar do defeito dos graves. As cores são bem acertadas, e por ser widescreen, vídeos em alta definição são o ideal, ainda mais para as TVs, já que o Slider tem conexão HDMI – mas não vem com o cabo.

Tablet Asus Eee Pad Slider

Conexão especial de tablets (Foto: Stella Dauer)

E para guardar todas as músicas e vídeos, além de aplicativos, o Slider vem com 16GB de armazenamento interno, além de uma porta para cartões microSD de até 32GB. E como já explicamos, há também a possibilidade da inserção de dispositivos como pen drives, aumentando esse espaço.

O que vem na caixa

Há uma supremacia minimalista na caixa das tablets, e com o Slider não é diferente, apesar de ser gigante. Além da caixa e do aparelho encontramos o cabo USB, que também serve no carregador de tomada incluso.

Para quem é

Por um preço não tão elevado a Eee Pad Slider só peca por não possuir 3G. Seu grande destaque é o teclado que aparece ao se deslizar a tela, facilitando para escrever textos. Traz o sistema Android 3.0 e até conexão HDMI. Usuários que precisam muito de um teclado sempre à mão para digitar, vão encontrar nesse modelo uma opção interessante.

Asus Eee Pad Slider SL101
Preço: R$1478
Site: apetrexo.com.br

Informações

Tela: 10.1
Resolução de tela: 1280×800
Sistema operacional: Android 3.2
Processador: NVIDIA® Tegra™ 2 1.0GHz dual-core
Memória RAM: 1GB
Armazenamento: 16GB
Conectividade: Wi-Fi, Bluetooth 2.1, USB, GPS
Dimensões: 27,3 x 18 x 1,7 cm
Peso: 0,96 kg
Autonomia de bateria: 8 horas
Itens inclusos: aparelho, cabo USB, carregador