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Microsoft inaugura Technology Center no Brasil

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Levy e o Xbox 360 com Kinect

Diversos Lumias rodando a versão mais recente do Windows Phone. Um tablet da Panasonic preparado para enfrentar qualquer tipo de adversidade. Televisor gigante para jogar Kinect sem perder um detalhe.

Quem chega ao Microsoft Technology Center, localizado à movimentada Avenida Nações Unidas, numa das maiores concentrações de empresas de São Paulo, dá de cara com essas pequenas maravilhas e muito mais.

O centro de tecnologia teve suas portas abertas nessa terça-feira com presença de Michel Levy, o presidente da Microsoft Brasil. Entre uma seção de perguntas e respostas com jornalistas e a demonstração do Kinect para este intrépido editor (veja a alegria do executivo na foto — ele diz que tem dois consoles em casa), Levy revela: o investimento total no Technology Center beira os 10 milhões de dólares ao longo de três anos.

A inauguração acontece hoje, o que não quer dizer que o centro não esteja operacional. Eu já tinha ouvido falar dele em dezembro, mês em que a Microsoft começou a testar tudo o que tem ali. Agora a recepção está pronta para receber parceiros, empresas e startups interessadas nas tecnologias da companhia.

Entre os objetivos do Technology Center está a exibição das tecnologias mais recentes desenvolvidas pela Microsoft para os principais interessados — os profissionais da indústria de tecnologia da informação (o famoso TI). O centro conta com 1.300 metros quadrados dispostos em ambientes de desenvolvimento e implementação, além de laboratórios e salas multitarefa.

Datacenter

Blue Man Group? Não, não

Para rodar as aplicações dos parceiros, o MTC oferece 700 terabytes de armazenamento de dados em um datacenter com 360 processadores. Para chegar nesse monstro de processamento a Microsoft teve apoio de parceiros reconhecidos no mercado (entre eles Intel, AMD, HP, Nokia, e EMC, entre outros).

O datacenter do Technology Center serve para testes apenas. Ele não roda as aplicações do Windows Azure ou do Office 365 comercialmente disponíveis, por exemplo. Até porque não faz sentido revelar a localização de um centro de processamento e armazenamento de dados, conforme manda a cartilha da boa segurança no cloud computing (cartilha que eu acabo de inventar, obviamente).

Mais: Conheça o super data center da Locaweb em São Paulo

Para startups e estudantes

Tenho uma boa notícia para os leitores do Tecnoblog interessados em testar sua aplicação no MTC. O centro de tecnologia está aberto para receber essas equipes. Só não adianta ir direto a ele, pois não é assim que a banda toca e há uma organização importante para que o fluxo se dê da melhor maneira possível.

De acordo com Fábio Souto, o diretor do MTC, as startups devem se vincular ao programa BizSpark, que já serve de incentivo para esse tipo de empresa. Hoje em dia há por volta de 2 mil startups participantes do programa e a ideia é ampliar esse número.

O pessoal da MS envolvido no BizSpark poderá determinar o momento em que uma startup está em ponto de bala para aproveitar os recursos do Technology Center.

Lounge do MTC

Não há restrição em que tipos de aplicações são aceitas no datacenter. Fábio foi bem claro quanto a isso: “Eu tenho a necessidade de reproduzir aqui a interoperabilidade e a diversidade do mercado”. Portanto, sim, aplicações de software livre estão livres no MTC.

Para estudantes o caminho é outro. Fábio recomenda que participem da Imagine Cup, a copa mundial de computação bancada e estimulada pela Microsoft. Já os consumidores serão atendidos pelos canais convencionais da MS, como o site, e possivelmente terão acesso ao MTC se demonstrarem esse interesse.

Fomento à inovação

A Microsoft e o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação também assinaram um protocolo de intenções para estimular a inovação no país. Por enquanto estão confirmadas incubadoras em São Paulo, Rio, Recife e Salvador. Mais duas cidades receberão esse incentivo, porém não foram anunciadas. Especificamente no Rio a Microsoft vai construir com parceiros uma central de startups no Porto Maravilha, complexo de prédios no porto do Rio que contam com o rico dinheirinho do Eike Batista.

Entre os focos da empresa para desenvolver empresas nos centros de inovação há o próprio TI e mobilidade, entre outros. A MS não revelou quais são as outras cidades a receber os centros, mas algo me faz crer que Porto Alegre, com o apelo crescente para startups, tem tudo para receber uma das unidades.

Microsoft inaugura Technology Center no Brasil



Telefonemas na Vivo aumentaram mais de 100% durante réveillon

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A Vivo confirmou nessa sexta-feira que verificou um aumento considerável no tráfego de voz e de dados durante a virada do ano. Entre os momentos finais de 2011 e os primeiros de 2012, aquela que responde como maior operadora do páis (em número de clientes) verificou aumento de 132% nas chamadas telefônicas na comparação com o réveillon de 2010/2011. Nada mal!

Prédio da Vivo em São Paulo

Segundo os números informados pela Vivo ao Tecnoblog, o aumento de 132% foi na rede de telefonia 3G. Já no 2G o aumento foi bem inferior: de 22% comparando com o mesmo período do ano anterior. Em comparação, a TIM nos disse que o tráfego de voz aumentou 8,4% de um réveillon para o outro – a operadora italiana não discrimina 3G e 2G.

O aumento de tráfego já era esperado, em especial nas cidades litorâneas. A Vivo diz que reforçou toda a estrutura de rede e sistemas nas últimas semanas do ano passado. Também ampliou a disponibilidade de técnicos para atenderem em eixos rodoviários.

Em termos de tráfego de dados, novamente houve crescimento. Os dados repassados pela operadora dão conta de 72% de aumento nos dados durante a virada somente na rede 3G. Já a rede 2G, uma tecnologia mais antiga e menos potente, viu o consumo crescer 98%.

A Vivo se absteve de comentar se houve falhas perceptíveis em sua rede de telefonia durante a virada. Ainda bem que, para isso, nós temos o campo de comentários do site, no qual você pode contar exatamente como foi a sua experiência ao tentar sacar o celular durante o réveillon, ligar-se na rede da Vivo e tentar falar com amigos e parentes.

Assim como a TIM, a Vivo não comentou o envio de SMS durante a virada.

A propósito, a Vivo anuncia nessa semana que fechou 2011 com nada menos de 2.500 cidades atendidas pela cobertura 3G. A previsão é de fechar 2012 com 3G em mais de 2.830, sendo assim a maior cobertura com essa tecnologia no país. Pelas previsões da companhia, cerca de 85% da população brasileira terá 3G disponível.

Nós convidamos a Claro e a Oi para comentarem os respectivos desempenhos durante o réveillon, mas nenhuma das operadoras atendeu ao chamado até o momento da publicação deste texto.

Telefonemas na Vivo aumentaram mais de 100% durante réveillon



Positivo: o computador é seu, a propaganda na Área de Trabalho é nossa

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Faz mais ou menos dez dias que notebooks, netbooks e computadores da Positivo Informática saem de fábrica com um recurso novo que, de acordo com a empresa brasileira, vai fazer a festa do mercado publicitário nacional. Falo do Positivo DeskMedia, plataforma de propaganda da Positivo que inclui widgets patrocinados na Área de Trabalho das máquinas rodando o Windows 7.

Sim, a Positivo decidiu colocar anúncios pagos por empresas terceiras na tela do computador pelo qual você pagou.

Máquina da Positivo

A Positivo comemora a chegada do recurso como mais uma forma de empresas interessadas se comunicar diretamente com o público-alvo. Nesse início, a Catho Online fechou contrato e já tem suas propagandas exibidas em forma de widget.

De acordo com a fabricante, não há necessidade de estar conectado o tempo todo. Deu a entender que o computador baixa o widget e cria um cache no qual ele fica armazenado até que, numa comunicação futura com os servidores da empresa, a propaganda é atualizada.

Eu conversei com Olavo Ferreira, diretor de Publicidade da Positivo Informática. O executivo defende o recurso: “Por sua posição privilegiada, o DeskMedia impacta a audiência de forma lúdica, sem interromper as atividades principais, mas prestando informações, serviços e facilitando seu acesso às marcas anunciantes.”

Os usuários interessados em desativar o DeskMedia terão como fazê-lo. Segundo informações da Positivo, o procedimento é o mesmo para fechar qualquer widget no Windows 7. No entanto, trata-se de um opt-out – o recurso vem ativado por padrão, e cabe ao dono do equipamento optar por desativá-lo; se fosse opt-in, a Positivo perguntaria ao usuário se ele quer ver esse tipo de propaganda.

Provavelmente terá consumidor questionando o seguinte: “Eu já compro o equipamento, pago do meu bolso, e ainda tenho que ver propaganda?” Reposta de Ferreira:

“Por conhecermos o comportamento, as preferências e as aspirações dos nossos consumidores, desenvolvemos o DeskMedia de maneira que seja interessante para o usuário, levando informações, serviços, ofertas e promoções que agradem e sejam úteis ao nosso público. Os usuários também estão sendo informados sobre os benefícios do serviço. Acreditamos que, por isso, a maioria das pessoas optará por mantê-lo no computador. Mas a vontade do usuário será sempre respeitada e ele terá a opção de desabilitar a ferramenta sem dificuldade.”

Em termos de privacidade, a Positivo Informática garante que não compartilha os dados colhidos com o DeskMedia com as empresas anunciantes. “Nenhum dado relativo ao usuário ou ao seu comportamento de navegação é compartilhado sem prévio consentimento”, garante.

A notícia chega na mesma semana em que a Microsoft começou a oferecer espaços publicitários na Dashboard do Xbox 360 para gamers brasileiros. Esse tipo de propaganda pode?

Na internet é assim, mesmo sendo dono do computador, o usuário vê publicidade (assim espero!) porque é dessa forma que se financia a existência dos sites. No entanto, o computador é o próprio produto que a Positivo vende (o mesmo vale para o Xbox 360 e a MSFT); já está pago quando o consumidor o desembala e liga pela primeira vez.

Positivo: o computador é seu, a propaganda na Área de Trabalho é nossa



Acesso ao Facebook fica de graça para pré-pago da Claro

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mas não se anime. O título do artigo está certo, porém há restrições. E você provavelmente não vai gostar delas.

Facebook em Java

A Claro disparou hoje uma mensagem para a imprensa na qual comunica o acesso grátis ao Facebook exclusivo para clientes do pré-pago. Para tanto, o consumidor deve acessar essa página e baixar o aplicativo oficial do Facebook, disponibilizado em Java. A companhia garante o tráfego de dados na faixa até 21/03/2012.

Ainda de acordo com a operadora, a oferta não vale para clientes com aparelhos rodando iOS, Android ou BlackBerry OS. O comunicado não cita o Windows Phone, mas eu imagino que a promoção não esteja valendo também para o sistema móvel da Microsoft.

O que temos, então? Facebook de graça para clientes de feature phones com capacidade de rodar Java com plano pré-pago da operadora. Às vésperas do Natal, algo me diz que existe um público bastante amplo que pode se interessar pela novidade. O pré-pago é muito forte no país, e todos sabemos que os feature phones continuam com boas vendas por aqui.

No ano passado a TIM começou com essa história de Facebook gratuito. Os consumidores tinham que acessar a interface diet da rede social, sem direito a exibição de mensagens, para conferir atualizações de amigos e afins sem tirar um tostão do bolso.

A Claro ainda afirma que o cliente pré deve ter pelo menos 50 centavos de crédito. E o tráfego do download do app não entra na gratuidade.

Acesso ao Facebook fica de graça para pré-pago da Claro



Buscapé compra briga com o Google no Ministério da Justiça

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O Grupo Buscapé entrou nessa semana com uma representação contra o Google junto ao Ministério da Justiça. A companhia, especializada em ferramentas de comparação de preços na web e e-commerce, acusa o gigante de Mountain View de favorecer páginas próprias em buscas relacionadas a produtos.

Nesse ano o Google estreou no país com certa discrição a ferramenta de Shopping. Com ela, o internauta fica sabendo os preços de um determinado produto em diversas lojas, podendo decidir em qual delas vai comprar. O Google Shopping ainda traz resumos do que o produto faz, tornando a vida do consumidor muito mais fácil.

Busca por "lavadora brastemp" no Google Shopping

Qualquer internauta mais vivido sabe que é o tipo de ferramenta que o Buscapé desenvolve faz muito tempo. Além do site Buscapé, o grupo detém o BondFaro e outras ferramentas similares. São líderes de mercado, concentrando 31% do tráfego de acessos de acordo com dados levantados pela comScore e divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O VP de Comparison Shopping do Buscapé, Rodrigo Borer, me explicou que a empresa vem observando o avanço do Google como companhia que oferece conteúdo em vez de direcionar o usuário para páginas do tipo. Ao tomar tal atitude, o Google se utiliza da posição dominante no mercado de busca (ainda mais em termos de Brasil, onde detém mais de 90% de market share) para privilegiar os próprios produtos e serviços.

Na representação apresentada à Secretaria de Direito Econômico (SDE), o Buscapé reclama de dois pontos em especial: a posição elevada de páginas do Google Shopping em resultados de busca para produtos e a forma como esses resultados, gerados pelo Google, são apresentados. Borer afirma que, depois de um extenso levantamento, o Buscapé chegou à conclusão de que o rankeamento das páginas do Shopping não é justa. Em diversas pesquisas, a ferramenta do Google falha em trazer informações mínimas que o consumidor tem o direito de saber antes de efetuar sua compra.

Por exemplo, o Google Shopping não oferece avaliação para as lojas que apresentam suas ofertas. A quantidade de avaliações de usuários também é pequena, enquanto concorrentes têm um banco de dados amplo de reviews de internautas. O Buscapé afirma ainda que o Google Shopping nem sempre informa o valor mais baixo disponível no mercado para um item pesquisado. O VP do Buscapé aponta também para a falta de ficha técnica completa e de um número maior de lojas parceiras do Shopping para exibição de ofertas. Por esses motivos, a ferramenta do Google seria inferior a concorrentes estabelecidos no mercado, de acordo com Borer.

Busca por "mp4 player

O Buscapé também reclama da forma como o Google Shopping se apresenta para o internauta. Na busca por “mp4 player” feita por mim, repare que o resultado do Buscapé aparece numa posição superior à do Google Shopping. Entretanto, o site do Google apresenta imagem do produto pesquisado. Segundo Borer, a presença da imagem naturalmente atrai mais cliques dos usuários, fazendo com que a ferramenta do Google novamente esteja numa posição privilegiada frente aos rivais.

“Somados os instrumentos de posição privilegiada e exibição diferenciada de ofertas, para nós demonstra claramente o uso de artifício para promover uma ferramenta interna e cercear a concorrência”, diz Borer.

Questionado se houve alguma tentativa de diálogo com o Google Brasil antes de iniciar o litígio jurídico, o VP de Comparison Shopping afirma que o Buscapé preferiu recorrer diretamente à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça. “Várias empresas passaram por isso no mundo, com o mesmo tipo de favorecimento para produtos do Google. Em nenhum caso houve possibilidade de negociar previamente com o Google.” Borer completa dizendo que o assunto não deve ser resolvido no âmbito privado porque o Buscapé poderia se beneficiar, mas outros concorrentes continuariam sofrendo concorrência desleal do gigante da web.

Mesma lavadora no site Buscapé: preço mais em conta

Em última hipótese, o Buscapé pede que o algoritmo do Google para indexação e rankeamento de páginas seja aberto, de modo que empresas concorrentes possam se adequar ao que o buscador requer para posicionar um resultado em suas buscas. No entanto, Borer salienta que o pedido do Grupo Buscapé é simples: isonomia no tratamento que o buscador confere a todas as páginas e empresas de internet, sem beneficiar seus próprios produtos – ainda mais quando são falhos frente ao que a concorrência oferece, de acordo com o executivo.

Casos como esse não são raros. O chamado “Googlepólio” vem sendo questionado em diversas instâncias e em diversos países. Nos Estados Unidos, o chairman da empresa, Eric Schmidt, teve que se apresentar ao Senado americano para prestar esclarecimentos. Por diversas vezes o governo americano sinalizou, por meio de suas agências, que observa as condutas do buscador na internet.

O Buscapé sabia que o Google Shopping iria estrear no Brasil. Borer diz que o Buscapé se preparou para a chegada de mais um concorrente, mas que só isso não basta porque não há formas de driblar o privilégio que, de acordo com ele, o Google confere a suas propriedades na rede. O executivo cita o YouTube, que também aparece acima de outros resultados nas buscas no Google. Com isso, empresas como a brasileira Videolog sofrem para aparecer e receber cliques naquela que é a porta de entrada de muitos usuários para a internet.

“Achamos muito curioso que o Google Panda e o Google Shopping tenham chegado no mesmo ano”, diz Borer. A atualização no algoritmo, segundo o executivo, prioriza páginas com conteúdo de qualidade, embora não esteja claro o que o Google considera como qualidade. Não por acaso, o Google investe em conteúdo próprio, a fim de se sobressair na atualização que ele mesmo lança para o algoritmo de busca.

A representação que o Buscapé protocolou junto à SDE está sob sigilo a pedido da própria empresa, visto que certas informações em seu levantamento não devem vir a público – como a queda na receita do Buscapé após a chegada do Google Shopping, fato que Borer confirmou sem citar números, mas diz que resultou em “queda significativa”. Atendendo a uma requisição da SDE, o Buscapé também protocolou uma representação pública, a qual a empresa por enquanto não divulga porque deverá ser publicada pela própria secretaria.

Procurado por mim, o Google Brasil informou que não recebeu qualquer notificação sobre o assunto e que, portanto, não tem o que comentar. O representante do Google que me respondeu sugeriu entrar nessa página para saber sobre o funcionamento do Google Shopping, sem confirmar nem negar se o Google por padrão dá tratamento especial ao Google Shopping em resultados de busca.

Atualização às 17h31 – O título do artigo mencionava erroneamente o Ministério Público. A representação do Buscapé foi apresentada ao Ministério da Justiça.

Buscapé compra briga com o Google no Ministério da Justiça



Claro anuncia rede HSPA+ cobrindo todo o Brasil

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

E a corrida pela banda larga móvel de alta velocidade (na teoria) começa. A Claro acaba de avisar que vai oferecer o HSPA+ em toda a sua rede, cobrindo o Brasil inteiro. A operadora diz que não vai cobrar nada a mais dos consumidores ao oferecer internet a uma “velocidade média inicial” de 3 Mbps. De acordo com a Claro, o consumidor corre o risco de acessar a internet com picos de 6 Mbps.

A operadora chama a tecnologia comercialmente de 3G+. De acordo com o comunicado enviado para a imprensa, os clientes terão acesso à internet a uma taxa “até” três vezes superior à atual — considerando-se o download, como de costume. A cobertura inicial do serviço inclui 700 municípios, fazendo da rede da Claro a maior do Brasil com suporte à tecnologia.

Para chegar a esse resultado, a Claro teve que promover atualizações tanto no hardware como no software de sua rede. Em termos de software, a atualização permite transmitir mais dados por um mesmo espectro (salvo engano meu). Já no hardware, claro que a companhia precisava de equipamentos compatíveis com o HSPA+.

Diferentemente da Vivo, que oferece o HSPA+ somente para clientes de um dos diversos plano de dados (o mais custoso), a Claro informa que o 3G+ estará disponível para todos os clientes de planos 3G com dispositivo compatível com a tecnologia.

A Claro deixa muito claro que fez a atualização na rede para o HSPA+, mas está de olho no 4G mesmo. Diz Fiamma Zarife, diretora de serviços de valor agregado: “Essa tecnologia permitirá oferecer velocidade  com picos de até 6 Mbps antes da chegada do 4G.” Assim, sim.

Em apenas um ano, o tráfego de dados aumentou 40% na Claro. Para dar vazão ao volume de requisições, a empresa diz ter construído uma rede IP com mais de 8.500 roteadores e fibra ótica.

A Vivo anunciou rede HSPA+ em novembro, com comercialização exclusivamente em São Paulo, mas a rede está adequada para a tecnologia no Brasil inteiro. Assim como na Claro, promete velocidade de 3 Mega com picos de 6 Mega. Oi e CTBC por enquanto estão na promessa de fazer o upgrade em suas respectivas redes.

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Amazon AWS chega ao Brasil com datacenter em São Paulo

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

De fato, as empresas estrangeiras estão dando mais atenção para o Brasil. Na Nokia, o comando para a América Latina saiu de Miami para São Paulo. Na Microsoft, a fábrica de Manaus é a única fora da China a produzir o Xbox 360. Para completar, a gigante da internet Amazon disparou uma mensagem para seus clientes informando que o Amazon Web Services ganhou um datacenter em solo nacional.

O novo datacenter da companhia fica em São Paulo. Pelo que a Amazon divulgou, trata-se da primeira instalação do tipo na América do Sul. No novo datacenter clientes poderão rodar aplicações dos mais variados tipos, tirando proveito da computação na nuvem que a Amazon oferece faz algum tempo. Além da liderança no e-commerce de produtos físicos, a Amazon também tem produtos de TI muito bem cotados entre os entendidos. Não por acaso, a chegada do Amazon AWS foi comemorada pelos usuários brasileiros nas redes sociais.

Localidades com datacenter da Amazon AWS

E quem ganha com um datacenter local? Nós, principalmente, bem como os hermanos mais próximos. Ao posicionar uma rede de computação na nuvem no Brasil, a Amazon diminui a latência dos servidores. O caminho que uma simples requisição fazia pelos tubos da internet para chegar a um computador lá nos Estados Unidos e na Europa diminui, visto que não existe mais a necessidade de passar por cabos submarinos ou conexões tidas como globais.

Para os hermanos, a distância menor para se conectar a um datacenter da Amazon também deve ser comemorada. De modo geral, temos acesso mais imediato a imagens, vídeos, aplicações e tudo mais que os desenvolvedores imaginarem e colocarem no ar.

“A nova Região de São Paulo está disponível para vários serviços, incluindo: Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2), Amazon Simple Storage Service (Amazon S3), Amazon Elastic Block Store (Amazon EBS), Amazon SimpleDB, Amazon Relational Database Service (Amazon RDS), Amazon Simple Queue Service (Amazon SQS), Amazon Simple Notification Service (Amazon SNS), Amazon Virtual Private Cloud (Amazon VPC), Elastic Load Balancing, Amazon Elastic MapReduce, Auto Scaling, AWS CloudFormation e Amazon CloudWatch.”

Assinantes do Amazon AWS podem se informar sobre as ofertas em português nessa página. De pronto, devo destacar que a tecnologia da AWS prevê o pagamento exato dos recursos utilizados. O consumidor paga exatamente pelo número x de megabytes que a sua aplicação consumiu, por exemplo. Não é tão simples assim, mas desse jeito você tem noção de como a Amazon cobra pelos serviços. É diferente do que algumas empresas de hospedagem local que oferecem 100 MB para uso ao longo do mês. Na Amazon o cálculo é mais preciso.

Além da Amazon, outra gigante que mantém datacenter no Brasil é a Microsoft. Pelo que eu me lembro, ele atende os clientes que adotam a solução Office 365. Não tenho certeza se as aplicações do Windows Azure, a plataforma de cloud computing da MS, utilizava o mesmo datacenter ou se as aplicações rodam em outros países.

Fico feliz de saber que mais uma empresa inicia suas atividades por aqui. Competitividade costuma ser bom para o consumidor.

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Televisão digital brasileira deixa muito a desejar

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

No mês em que completa quatro anos desde o seu lançamento, a televisão digital ainda dá passos pequeninos rumo a uma adoção mais ampla tanto entre os espectadores brasileiros como entre as próprias emissoras. Um levantamento feito pelo blogueiro Gregori Pavan, cujo site é especializado em índices de audiência e programação televisiva, revela que somente metade da transmissão das emissoras ao longo de uma semana é de fato em alta definição.

Para realizar o estudo, Gregori contou com a colaboração de mais duas pessoas. Eles monitoraram todos os principais canais de televisão na região de São Paulo, de olho no sinal digital, para verificar quando as transmissões aconteciam no desejado 1.920×1.080 pixels e quando eram na resolução tradicional (SD).

Pelos cálculos dele, 49,08% da programação no sinal digital de televisão está em Full HD. Bem pouco, eu sei.

A emissora que lidera essa história é a RedeTV. Mais nova entre as emissoras principais, a RedeTV ofereceu 163 horas de conteúdo em alta definição durante o período analisado. Cabe lembrar, porém, que a RedeTV tem aparelhagem novíssima, o que traz a facilidade de transmitir logo que a TV digital chegou por aqui em Full HD. Outras emissoras precisaram fazer investimentos de troca de equipamentos para chegar no mesmo objetivo.

Considerando as líderes de audiência, só decepção. A Rede Globo exibiu 54 horas de programação em alta definição, com 32 horas de produção própria e 22 horas de conteúdos de terceiros — séries e filmes. O SBT, que disputa o segundo lugar com a Record, figura com quase 30 horas de Full HD. A Rede Record aparece numa posição mais confortável, com 107 horas de transmissões em Full HD ao longo da semana.

(fonte: Gregori Pavan)

Os números completos e exatos do estudo você encontra no artigo publicado pelo Gregori. Como coincidência pouca é bobagem, o mesmo artigo conta com uma colaboração deste humilde editor que vos escreve comentando a adoção da alta definição no jornalismo. Sim, recomendo a leitura também do meu texto, claro…

Entrevista: Gregori Pavan

Eu conversei com o Gregori sobre a atual situação da nossa televisão digital. Confira abaixo as perguntas e as repostas.

Tecnoblog — O que te motivou a fazer o levantamento?

Gregori Pavan — Faço esse levantamento desde dezembro de 2009. Este já é o quarto estudo que publico em meu blog. Gosto de assistir e acompanhar sobre o mundo da TV, que influencia na vida do cidadão. Acho importante acompanhar o andamento da TV Digital, seja a nível de cobertura, programação ou outros aspectos.

Na sua opinião, como o governo brasileiro pode colaborar para a ampliação da televisão digital?

O governo é peça fundamental na implantação da TV Digital. Junto com as emissoras, ele definiu o modelo que deveria ser adotado. Agora tem o papel de apoiar e organizar — sendo ágil e responsável na liberação dos canais e também dando apoio financeiro, quando for o caso. Além disso, é importante fiscalizar e tornar público e transparente o andamento desse processo. Acredito que o governo tem sido ineficiente em seu papel, e isso se mostra claro na atuação das emissoras, seja em relação à cobertura ou programação.

Parece-me que são poucas as opções de interatividade. É isso mesmo? Quais comentários você tem para fazer sobre o assunto?

A interatividade na verdade é praticamente inexistente. Em parte por culpa do governo que anunciou, mas para tentar baratear o preço dos conversores e televisões não condicionou a interatividade aos equipamentos. Por outro lado, as emissoras parecem só ver a interatividade como algo comercial, e nesse momento não é algo possível de ocorrer, por culpa delas mesmas que não têm cobertura. Portanto, são poucas as pessoas que têm acesso à TV Digital, não havendo interesse comercial de agências e anunciantes. Vez ou outra aparece alguma interatividade em novelas ou programas.

Um exemplo contrário é a TV Brasil, que há alguns meses tem 24 horas de interatividade por meio de seus canais, apesar da abrangência de sinal/territorial ser pequena.

Mas vai além da interatividade. Outro exemplo: é absolutamente raro ver um comercial ser veiculado em alta definição. As agências e anunciantes se mostram indiferentes ao formato.

Atualizado à 20h38.

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iTunes Store brasileira começa a dar as caras

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A captura de tela acima confirma chegada da iTunes Store, a loja de conteúdo da Apple, em uma versão localizada para o mercado brasileiro. Os rumores de que a companhia trabalhava em uma loja abrasileirada se confirmam, portanto, depois de anos de expectativa dos brasileiros para terem acesso à compra de músicas na maior loja da categoria no mundo.

Entre os artistas em destaque na iTunes Store brasileira no momento temos Roberto Carlos, cuja discografia compreende 60 anos da carreira do astro. Eu não consegui abrir a página da coletânea, então não tive como confirmar os preços praticados pela Apple para as faixas. Reza a lenda que a intenção da companhia era vender cada canção por R$ 1,99. Nos Estados Unidos, os preços da iTunes para músicas variam entre R$ 0,69, R$ 0,99 e R$ 1,29.

A presença em cheia de brasileiros compreende Ivete Sangalo, Paula Fernandes, Maria Rita, Sandy Leah, Chico Buarque, Belo e vários outros artistas. Também tem cantores internacionais, como a badaladíssima Adele.

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Oi vende iPhone 4S por R$ 1.999

sábado, 10 de dezembro de 2011

Seguindo os passos da TIM, a Oi divulgou nessa semana os preços que vai praticar a partir do dia 16 de dezembro para o iPhone 4S. O iPhone 4S da Apple, tão esperado pelos consumidores brasileiros desejosos de ter um aparelho com a maçã famosa na traseira, tem preço fixado em R$ 1.999 pelo modelo com 16 GB de armazenamento.

Além do modelo de 16 GB, a Oi também anunciou o iPhone 4S de 32 GB por R$ 2.269 e o iPhone 4S de 64 GB por R$ 2.699. Os valores são referentes ao aparelho na modalidade de pós-pago.

De acordo com o comunicado enviado pela operadora, os aparelhos “podem ser parcelados em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito, em parcelas de R$167 para o iPhone 4S 16GB.” O curioso é que, pelo menos nos meus cálculos, 12 x 167 dá R$ 2.004 (R$ 5 a mais do que o preço anunciado.

Questionada por este humilde editor, a assessoria da Oi não respondeu sobre os preços dos celulares em planos pré-pagos. Na concorrente TIM, os valores são os mesmos para pré e pós, mas os clientes do pós podem pagar em 12 vezes, enquanto os do pré têm à disposição até 3 parcelas fixas.

O iPhone 4 tido como “nacional”, a geração anterior do smartphone da Apple, será vendido por R$ 1.599 no modelo com 8 GB de armazenamento.

Pelo que foi divulgado até agora, a TIM tem os melhores preços para o iPhone 4S. O modelo de 16 GB custa R$ 100 menos na operadora italiana do que na brasileira. O de 32 GB custa R$ 70 a menos e o de 64 GB está R$ 200 mais barato na TIM.

Ainda falta saber os preços da Claro e da Vivo, operadoras que tradicionalmente apostam mais nos descontos mediante assinatura de contrato de 12 meses.

Atualizado às 23h33.

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