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Nokia foi fabricante que mais vendeu celulares em 2011; Samsung e Apple ficaram logo atrás

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A empresa de pesquisa de mercado IDC liberou nessa quarta-feira dados sobre a indústria de celulares em 2011. Os números, não suprendentemente, mostraram que mesmo com uma queda nas vendas por causa do acordo com a Microsoft, a Nokia continua no topo da lista de fabricantes que mais vendeu telefones móveis no ano. Logo abaixo dela estão a Samsung e a Apple.

Segundo o IDC, no último trimestre a Nokia vendeu 113,5 milhões de celulares enquanto que a Samsung vendeu 97,6 milhões e a Apple 37 milhões. Com isso as empresas tiveram uma participação de mercado de, respectivamente, 26,6, 22,8 e 8,7%, sendo a Apple a empresa que mais cresceu em relação ao ano passado, vendendo 128% a mais do que o mesmo trimestre de 2010.

Números do ano de 2011 | Crédito: Engadget

Os números anuais não são muito diferentes. A Nokia vendeu 417,1 milhões de celulares e teve 27% de participação, enquanto que a Samsung vendeu 329,4 milhões e a Apple 93,2 milhões, cada uma com respectivamente 21,3 e 6% de participação no mercado em 2011.

Vale lembrar que as vendas são da empresa para fora, muitas vezes para operadoras ou revendas, o que nem sempre reflete em um celular na mão do consumidor final. E também estão incluídos todos os modelos de celulares, sejam smartphones ou não.

Mas ainda assim são números que servem como base para algumas conclusões: a Nokia ainda tem fôlego para vender aparelhos em certos mercados e a Apple está fungando no cangote da Samsung pelo segundo lugar. Não é a toa que a gigante da maçã tem tanto processo contra a sul-coreana.

Com informações: Engadget, IDC.

Nokia foi fabricante que mais vendeu celulares em 2011; Samsung e Apple ficaram logo atrás



Foxconn recebe incentivos fiscais do governo para produzir tablets

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Foi publicada hoje uma portaria no Diário Oficial da União que habilita a Foxconn a produzir tablets com incentivos fiscais. A Foxconn é a maior fabricante de equipamentos eletrônicos no mundo. Produz computadores, tablets, videogames e celulares para diversas empresas, entre elas, Apple, Sony, Dell, HP e Motorola

O documento foi assinado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e pelo Ministro da Fazenda.

Eis o primeiro artigo da portaria:

“Habilitar a empresa Foxconn CMMSG Indústria de Eletrônicos Ltda., inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do Ministério da Fazenda – CNPJ sob o nº 08.285.374/0002-93, à fruição dos benefícios fiscais de que trata o Decreto nº 5.906, de 26 de setembro de 2006, quando da fabricação do seguinte bem:

Microcomputador portátil, sem teclado, com tela sensível ao toque (‘touch screen’), de peso inferior a 750g (Tablet PC).”

Isso permite que tablets produzidos pela Foxconn sejam fabricados com menor custo, e, dessa forma, chegam ao mercado por um preço menor. Também recebem incentivos fiscais os acessórios que acompanham o tablet, como cabos, carregador e manuais.

Na teoria o preço deve cair. Mas, se tomarmos como exemplo o iPhone 4 de 8 GB fabricado em território brasileiro, o preço do iPad pode subir: o smartphone custa R$ 1,8 mil, valor similar à versão de 16 GB do iPhone 4 em seu lançamento. Resta aguardar o iPad brasileiro para verificar se continuará valendo à pena.

Com informações: Estadão, Diário Oficial da União

Foxconn recebe incentivos fiscais do governo para produzir tablets



Pulseira hightech da Nike monitora atividades físicas

sábado, 21 de janeiro de 2012

A Nike anunciou nesta quinta-feira um novo gadget que promete deixar a vida de seus usuários mais movimentada. Batizada de Nike+ FuelBand, a novidade é uma pulseira recheada de sensores de movimento que são capazes de detectar as atividades de seus donos e atribuir pontos a eles, além de fazê-los cumprir metas diárias de exercícios.

Podendo ser definida como uma espécie de “gerenciador de atividades físicas”, a pulseira é capaz de registrar passos, tempo de prática de exercícios e calorias queimadas, entre outros parâmetros. Todas as atividades físicas são convertidas em uns tais de fuel points, unidade de medida de movimento criada pela empresa que é indicada ao usuário através de leds coloridos.

A escala de luzes começa na cor vermelha e vai até verde, que só é atingida quando o usuário bate sua quota diária de atividades físicas, que é determinada por um aplicativo para iPhone.

O aparelho tem uma entrada USB (usada apenas para recarregar sua bateria), sensores de luz (para garantir que os leds estejam visíveis em qualquer condição) tem conectividade bluetooth e é resistente a água.

Veja a apresentação da FuelBand:


(Vídeo do YouTube)

Essa não é a primeira vez que a Nike se arrisca no mundo de equipamentos com tecnologia. Desde 2006 a empresa ofereceo ao mercado o Nike+ iPod, equipamento capaz de registar distância e tempo de corridas que usa o iPod e o iPhone como interface.

Aos interessados, as vendas do Nike+ FuelBand começam em “breve” por US$ 149 (R$ 260).

Com informações: The Verge e Geeksugar.

Pulseira hightech da Nike monitora atividades físicas



iBooks: Uma nova plataforma, um novo formato

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Você nem bem se acostumou aos novos formatos do livro digital e já chegou mais um, o iBooks. Não poderia vir de ninguém menos do que da Apple, aquela que adora ignorar os formatos padrão e criar suas próprias coisas, além de decidir quando algo vai ser extinto – a exemplo de disquetes, CDs, DVDs, ZIPs, entre outros.

Todos estávamos acostumados a pensar que um livro digital teria que ser em PDF. Mas, fora na tela do computador, ele praticamente não tem uso. É uma porcaria ler um PDF em um eReader, smartphone e até em um tablet. Aí surgiu o ePub, um formato aberto baseado em HTML e CSS cujas especificações são decididas por grandes empresas. Logo ele se tornou o formato padrão, usado por quase todos – Apple inclusa –, menos a teimosinha da Amazon, que insistiu no Mobi, um formato bem mais pobre.

Bem, a Amazon usa o Mobi, mas estava tudo bem com o ePub, já que a Apple o utilizava, e isso significava um bom futuro, mesmo com a empresa de Jobs não ligando muito para eBooks. Daí, resolveram inventar. Surgiu o ePub layout fixo, que só poderia ser lido no aplicativo iBooks da Apple. Opa.

Daí, ontem, em um grande evento no museu Guggenheim em Nova Iorque, a Apple resolveu que era hora de “revolucionar a educação”. Não revolucionou exatamente, mas deu o start para que novas coisas surjam. Mas está tudo bem? Quais são as implicações nessa sugestão de modelo da Apple? Há mais erros ou acertos? Vamos dar uma olhada.

Novo formato

Já não bastasse a teimosia da Amazon em se manter afastada do ePub, agora a Apple também o faz. Não que tenha se afastado demais – o .ibooks é uma espécie de ePub disfarçado –, mas não é multiplataforma. Mesmo tendo um interior baseado em ePub, não é possível colocar um arquivo desses em um eReader como o Positivo Alfa, ou  nook touch, por exemplo. Será necessário possuir um iPad para visualizar o conteúdo.

Há vantagens, e entre elas está a facilidade em produzir conteúdo interativo com a ferramenta – gratuita, veja só! – iBooks Author. Nem a Amazon, nem o Smashwords e nem a Barnes & Noble (ou qualquer outra) possuem uma ferramenta de publicação tão boa e tão simples quanto essa.

É bem mais fácil inserir pop ups, elementos 3D, vídeo e muito mais com o programa. Isso tudo da forma mais simples possível, com interface limpa e intuitiva como só a Apple poderia trazer. Entretanto, é um novo formato a ser conhecido, aprendido e levado em conta na hora de publicar seu conteúdo. Ao invés de facilitar, de unificar, as empresas parecem querer mostrar uma esperteza, tentando convencer a todos de que o seu é o formato certo e mais completo. Só o consumidor perde com isso.

Se a Apple quisesse jogar justo deveria ter feito do formato do novo iBooks um padrão aberto. Claro, isso reduziria os royalties da Apple, bem como acabaria por ceder o controle da mais alta importância da experiência do usuário que Steve Jobs instalou como um valor fundamental da empresa. Mas… ha! Quem está interessado em jogar justo aqui?

Única plataforma

Mais um problema. O aplicativo iBooks Author, que promete facilitar a vida de autores, professores e outros criadores de conteúdo, roda apenas no sistema MacOS X. Sendo assim, isso não facilita em nada a vida de autores que possuem Windows ou Linux, pois estes teriam de mudar de equipamento.

E continuando nessa linha, os livros produzidos no aplicativo só poderão ser visualizados no iPad, iPod touch ou iPhone, e em mais nenhum lugar. É possível exportar o livro para TXT ou PDF, mas não sem perder praticamente 90% da beleza do livro. Se você tem um Xoom, um PlayBook, um Galaxy Tab, esqueça os maravilhosos livros. A Apple está obrigando a todos possuir um iPad para estudar, e é justamente isso que impede que sua solução seja o futuro da educação. Quando tolhemos as escolhas dos usuários, acabamos por não dar nenhuma opção.

Existem tablets mais baratas que o iPad, e isso facilitaria a vida de alunos que não podem gastar muito, ou simplesmente de pessoas que gostariam de modelos diferentes – nada mais normal. Restringir a uma só plataforma, tanto o aplicativo como a visualização, não me parece uma boa jogada.

Um lugar para vender, uma escolha

Mais um exemplo do que eu disse acima. Com o iBooks Author você monta seu livro facilmente, e com um clique pode publicá-lo na… iBookstore. Lógico, a Apple deve puxar a sardinha para o seu lado, mas porque temos que nos ver diante de uma nova Amazon? Isso obriga o consumidor a ter um Kindle caso ele queira ler ficção, um iPad caso precise de livros educacionais, e sabe-se lá mais quantos aparelhos para ter acesso a todo seu conteúdo.

Se você quer publicar um livro, TEM que escolher ou a Amazon, com seus programas de empréstimos, ou a Apple ou qualquer outra. A briga hoje em dia é pelo conteúdo, e essas empresas estão mostrando as armas que têm para conseguir isso. Enquanto a Amazon joga um “Quer vender bastante? Publique aqui!”, a Apple joga “Quer produzir livros lindos de forma fácil? Publique aqui!”.

Direitos autorais

Com a facilidade de publicação, a Amazon já enfrenta sérios problemas de plágio, e precisa de um software rodando 24 horas em busca de conteúdo copiado. E eles aparecem aos montes. Com a publicação por um clique e a facilidade de fazer livros, esse número deve ficar ainda maior.

E como a Apple vai combater isso? Será que irá utilizar-se dos mesmos métodos com que já classificava os livros anteriormente? Será que vai proibir conteúdo erótico ou pornográfico como fazia antes? Se sim, cadê a liberdade no processo?

Mais acesso, mais popularização

Apesar dos pesares, alguém tinha que fazer isso, jogar a questão dos livros didáticos e interativos no holofote. E ninguém sabe fazer isso melhor do que a Apple. Foi ela que, de certa forma, resolveu o problema da música. E foi ela também que popularizou os apps para smartphones, e simplesmente trouxe à luz o que deve ser um bom smartphone.

Com seu novo projeto, está sacudindo a cadeira de todos, sejam editoras, autores, desenvolvedores e até alunos, que agora podem conhecer quais as vantagens desse novo sistema. Talvez ninguém seja tão popular quanto à Apple, mas é fato que de agora em diante deverão surgir novas empresas, start-ups e outras com soluções para os didáticos.

O preço está justo, por enquanto. A Apple fica com 30% de cada venda quando um  livro é vendido através de seu ecossistema iTunes. Os autores têm a capacidade de definir seus próprios preços, com um limite de até US$14,99 e têm a opção de publicar livros gratuitos. Se você escreve um livro pago, tem a opção de oferecer uma amostra, mas se o livro for gratuito não há opção de amostra.

Mas o que é o iBooks?

Não é nada tão ruim quanto parece. O novo formato é muito parecido com o ePub, na verdade, é um ePub disfarçado com uma máscara, por assim dizer. Quando abrimos o aplicativo iBooks Author – programa gratuito fornecido pela Apple para editar livros facilmente –, podemos salvar um novo livro digital nos seguintes formatos:

  • TXT: Salva apenas o texto do livro, em modo puro.
  • PDF: Em três qualidades diferentes, com a possibilidade de senha, mas mal formatado no geral, deixa bordas brancas ao redor do livro. Serve mais para visualização, e não para comercialização. Perde todas as interações.
  • .iba: Quando salvamos o livro digital sem exportá-lo para nenhum lugar.
  • .ibatemplate: Salva o livro como um template para ser utilizado em outros livros.
  • .itmsp: Após salvar o livro e pedir sua publicação, esse é o formato que é salvo. É esse arquivo que você deve enviar para o iTunes Producer e publicá-lo na iTunes Store.
  • .ibooks: Finalmente, esse é o arquivo do livro que pode ser aberto e consultado no iPad. De acordo com a Apple, ele não pode ser vendido se não na iBookstore.

O formato principal é o .ibooks. De acordo com Erica Sadun do TUAW, o formato iBooks aparece como uma variante do ePub específico para a Apple. Como o ePub, é um arquivo zipado que contém um arquivo dos materiais que compõem o livro. Dentro, você encontra uma pasta Open Packaging e uma pasta META-INF Open Container Format, com seu arquivo container.xml. Ao contrário ePub com a sua aplicação/xhtml + xml, o iBooks usa aplicação/x-ibooks+zip.

Os widgets

Uma função interessante do aplicativo iBooks Author são os widgets. Eles provavelmente são baseados em javascript, como qualquer outro livro digital com os mesmos recursos. A vantagem está em já se encontrarem prontos, a pessoa que está fazendo o livro só precisa determinar ajustes como texto, cor, tamanho, entre outros. São eles:

  • Galeria: Adicione uma sequência de imagens pela qual seus leitores podem passar, cada uma com sua própria legenda personalizada.
  • Mídia: Adicione um arquivo de filme ou áudio que seus leitores podem reproduzir.
  • Revisão: Adicione uma sequência de perguntas interativas de múltipla escolha ou de arrastar ao destino.
  • Keynote: Adicione uma apresentação no Keynote (exportada como HTML).
  • Imagem interativa: Use rótulos (às vezes chamados de balões explicativos), visão panorâmica e zoom para fornecer informações detalhadas sobre partes específicas de uma figura.
  • 3D: Adicione um arquivo 3D COLLADA (.dae) que os leitores podem girar.
  • HTML: Adicione um widget Painel (.wdgt).

Lembramos que a publicação de livros ainda não está disponível oficialmente no Brasil. Também não há loja de livros oficial por aqui. Para publicar um livro na Apple, há alguns outros jeitos. Um deles e contar com empresas que terceirizam o serviço, como o Smashwords. Por aqui, só podemos especular.



Eric Schmidt: Android não é fragmentação, é diferenciação

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Para aqueles que criticam a fragmentação do Android o ex-CEO e atual chairman Eric Schmidt tem uma resposta na ponta da língua: não é fragmentação, é diferenciação. Um dos líderes do Google participou de um painel promovido pelo portal CNET na CES 2012 no qual pode comentar essa característica inerente exclusivamente ao sistema de sua empresa (considerando as maiores plataformas).

Os números do Android são os seguintes: 55% dos aparelhos rodando Gingerbread, a versão comercialmente mais popular; 30,4% rodando Froyo; e somente 0,6% com o novo Ice Cream Sandwich, anunciado no fim do ano passado com visual renovado. Sem falar nas diversas fabricantes, que personalizam a interface, adicionam recursos, às vezes tiram aplicativos (volto a falar desse assunto muito em breve, aguarde). Há fragmentação?

“Diferenciação significa que você tem a escolha e as pessoas que produzem os telefones vão competir dentro de seus pontos de vista sobre inovação. Eles vão tentar e vão convencer que seus celulares são melhores que os de outro fabricante”, disse Schmidt em linhas gerais, pontuando que a diferenciação do Android é algo positivo. Já a fragmentação apontada pelos críticos é negativa.

O chairman diz que permite aos fabricantes que modifiquem a interface do sistema, desde que isso não faça com que os aplicativos parem de funcionar. “Nós vemos isso como um diferencial; dá muito mais opções.”

E o que é fragmentação para o nobre senhor Schmidt? Quando um aplicativo funciona em um dispositivo, mas não em outro. Algo que eles tentam evitar no Android mas nem sempre dá certo, como a gente bem sabe.

Sobre a Apple, Schmidt diz que a ideia de ter que verificar tudo antes que algo vá para a App Store não serve para o Google. Ele defende que ambos os modelos, de Google e Apple, vão dar certo por um tempo porque há espaço para isso. Só não há espaço para o Windows Phone, pois de acordo com ele a Microsoft está encurralada “em um problema de transição de arquitetura” do qual pode não sair nunca.

Com informações: PC Magazine

Eric Schmidt: Android não é fragmentação, é diferenciação



Brasileiro apressado faz Siri do iPhone 4S funcionar em português

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Quem é leitor do TB provavelmente já viu por aqui alguns dos projetos do brasileiro Pedro Franceschi. Desenvolvedor para iOS, o garoto já foi parar no TEDx São Paulo, já deu palestras em eventos sobre programação aqui no Brasil e um dos seus aplicativos já foi destaque até na mídia internacional – e tudo antes mesmo dos 16 anos. Agora ele deve repetir a dose, depois de fazer o assistente virtual Siri entender português no iPhone 4S.

Ao ser lançado no Brasil o iPhone 4S não ofereceu nenhum suporte do Siri à nossa língua nativa – de fato, ele só está disponível em inglês, francês e alemão – e isso foi um dos pontos negativos que citei no review.

Mas Pedro conseguiu fazer com que ele entendesse português usando um método bem engenhoso: ele faz uso de outro aplicativo, Dragon Dictation, para entender o áudio em português e passar isso para texto. Depois ele traduz o texto para inglês e o envia para os servidores da Apple, via proxy, e traduzindo a resposta recebida de volta para o português. Confira a demonstração no vídeo abaixo.


(Vídeo no YouTube)

Por enquanto Pedro diz que é só uma prova conceitual de que o método funciona e já pode ser implementado desde já nos iPhones que tem suporte ao jailbreak (o iPhone 4S ainda está fora dessa lista). Os detalhes mais técnicos de como ele conseguiu essa façanha e como implementar o suporte serão postados mais tarde no seu blog pessoal.

Ele garante desde já que isso poderia ser implementado pela Apple bem facilmente, já que o Siri ainda está em beta e ainda há espaço para testes. Ele também diz que o método foi desenvolvido à três cabeças – os amigos Micael Silva e Luiz Sardinha também participaram da brincadeira.

Brasileiro apressado faz Siri do iPhone 4S funcionar em português



Steve Jobs, a biografia [Resenha]

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Começar uma resenha da biografia de Steve Jobs com o termo “contraditório” é mais que cliché. Mesmo cliché, é a palavra perfeita para definir em uma única palavra a personalidade e os atos do homem que ajudou a dar forma à indústria de computadores, celulares e equipamentos eletrônicos em geral. Se bem que “criança mimada” também seria uma ótima definição, e aí teríamos duas palavras ao invés de uma e não seria assim tão educado, mas me adianto.

O livro escrito por Walter Isaacson a pedido do próprio Jobs, quando este sentiu seus últimos dias se aproximando com uma rapidez assustadora, é detalhista e preocupado em mostrar todos os múltiplos lados, cobrindo vida pessoal e profissional de forma respeitosa. Obviamente não se trata de um livro imparcial – nenhuma obra o é -, mas é um belo trabalho de jornalismo, dando créditos a quem merece, com inúmeras fontes e escrito com base em diversas entrevistas realizadas com mais de cem pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho e até gente que não queria ver Jobs nem morto. Too soon?

O próprio Jobs se encarregou pessoalmente de arranjar os contatos dessa gente toda, inclusive dos desafetos, e ainda disse à Isaacson que podia escrever o que bem entendesse, abriu as portas de sua fábrica de segredos em Palo Alto, e falou que confiava no trabalho e competência do biógrafo, que já escreveu sobre Einstein e Franklin. Pelo visto, Jobs pediu para que o biografasse porque se achava o próximo na linha de sucessão desses grandes homens. Risos.

A obra inicia contando as origens de Steve, a história de seus pais biológicos, e sua infância de baby boomer com seus pais adotivos buscando o sonho americano na Califórnia. O mimado protagonista, que cresceu entre os carros antigos que seu bondoso pai reformava e os clubes de eletrônica onde conheceu pessoas-chave em sua história, batia o pé para conseguir dos pais o que quisesse, desde seguir sua maluca dieta vegetariana até estudar numa faculdade bacana e cara. Desde cedo, a forte personalidade – ou marra, como dizem os colegas cariocas, ou falta de educação, ou ainda sociopatia aguda, uma vez que todos os sintomas estão ali – já estava presente no garoto.

Apesar, e talvez até por causa disso, Jobs conseguiu que suas equipes criassem produtos incríveis, mesmo que isso significasse atrasos gigantescos no cronograma e prejuízos futuros. É especialmente notável o episódio do desenvolvimento e lançamento do Macintosh, onde as três equipes que trabalhavam na Apple no início dos anos 80 (do Lisa, do Mac e do Apple II) ostentavam camisetas com provocações umas às outras.

Em certos trechos, a vontade era de entrar no livro e pessoalmente estapear Jobs, que por vezes parecia nada mais que um hippie pé-sujo que explorava as vulnerabilidades das pessoas de quem não gostava (e até das que gostava) por nada. Ele até literalmente chorava como um garotinho mimado para conseguir o que queria. Sempre que alguém o contrariava, eu vibrava. E olha que sou macfag de carteirinha.

Para Jobs, o mundo não tinha nuances, e era divido entre gênios e incompetentes. Quando se deparava com alguém que julgasse inferior, as humilhações eram de deixar o cara chorando num cantinho escuro balançando a cabeça e gemendo. Mas quando encontrava um gênio, espremia as pessoas e buscava todo o seu talento e exibia seu potencial com resultados palpáveis. Completamente alheio aos sentimentos dos outros, é até incrível que Jobs tenha se cercado de tanta gente bacana. Mas seus companheiros fiéis acabaram por aprender a lidar com isso, ainda que um conformado Jonathan Ive tenha se mostrado um tanto magoado pela mania do chefe de levar crédito pelo que não fez.

Apesar da rabugice, Jobs era mesmo muito talentoso e obstinado em fazer apostas arriscadas que acabavam acertando de modos que nem ele mesmo tinha previsto inicialmente, abrindo caminhos para mercados e possibilidades não exploradas na indústria. E fazia tudo como se fosse salvar o mundo, com verdadeira paixão. E provavelmente seria assim com qualquer coisa que se propusesse a fazer na vida. Certamente fará falta.

O livro, escrito e enviado à editora antes da morte de Jobs, termina de modo melancólico e bastante reflexivo a respeito da vida e da morte. A expansão prometida por Isaacson é talvez desnecessária, pois sua cobertura será de apenas mais alguns meses, visto que ele narra fatos acontecidos até o meio do presente ano. Mesmo não indo até o fim propriamente dito da vida de Steve, dá uma ampla cobertura dos dramas vividos pelo ex-CEO, em parte auto-infligidos por conta de seus distúrbios alimentares agravados por suas crenças, e até pelo próprio Campo de Distorção da Realidade. Resta saber se essa atualização vai ser incremental ou teremos de comprá-la novamente. Espero que seja por 99 centavos de dólar.

Sobre a edição brasileira

Em resumo: leia no original. A morte de Jobs fez com que a editora apressasse o trabalho dos três traduttori traditori à base de chicotadas e traduções automáticas, porque somente isso explica os erros grosseiros cometidos pela trupe. Chegar ao ponto de traduzir “smartphone” como “celular inteligente” e “iCEO” como “iPresidente executivo” é absurdo. Ou ainda, que Jobs comprou uma casa “adequada” – o que não faz o menor sentido em português e poderia ser feito de outro jeito sem perder o significado. Dá vontade fazer o Jobs e chamar todo mundo de incompetente. Botaram três negos pra traduzir o calhamaço mais depressa mas não se deram ao trabalho de botar um nerd macfag pra revisar.

Em outro trecho, admito que ficou bacana: conta-se de uma festa à fantasia em que Jobs se vestiu de Jesus, o que causou “incredulidade”. Não sei se a esperteza foi do autor ou dos tradutores, porque se foi desses últimos, é muito provável que não tenha sido proposital.

Nem adianta dizer que o certo é ler em inglês porque nossa língua corrompe o sentido original; a esses digo que vão lá ler Sun Tzu ou Dostoievski. Não se trata de uma obra para os anais da literatura mundial, e sim de uma biografia recheada de termos técnicos e difíceis para os prováveis leitores noobs que o livro atrai, e que, se não corretamente traduzidos (como aconteceu aqui) podem levar o incauto leitor ao engano ou à completa incompreensão do texto. Traduzir, assim como escrever, é uma arte para poucos.



App Store fatura 6x mais que Android Market. Motivo?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Em diversos artigos, como esse aqui da Reuters, fala-se do sucesso de vendas de celulares/smartphones com Android em comparação com o iPhone. É um pouco óbvio que isso aconteça, considerando que até minha tia fabrica celular com Android. Quando você tem todo o resto do mundo concorrendo com uma única empresa, se você não for a Microsoft é pouco provável que ao menos em números você fique em primeiro lugar. No caso de iPods/iPhones/iPads x Celulares/Smartphones/Tablets Android a briga numérica é injusta e desnecessária. É como colocar a torcida do Corinthians pra brigar com a da Portuguesa.

A Apple não está preocupada em vender mais dispositivos que o Android. O iPhone, iPod Touch e o iPad são caros o bastante pra restringir o seu acesso, enquanto há smartphones e tablets com Android a preço de Bala Juquinha. Um usuário dono de um iPhone 3GS continua consumindo apps e gerando receita. Já no Android a coisa muda um pouco de figura. O que pode explicar tamanha discrepância entre as duas lojas on-line para as plataformas concorrentes? Fazendo uma pesquisa rápida, as explicações mais recorrentes foram:

- Alto índice de pirataria no Market;

- Preços muito caros das apps na App Store (juro);

- Celulares low-end com Android não suportam apps;

- Preço muito baixo ou gratuito das apps no Android Market;

Me parece bem pouco provável que a pirataria sozinha pudesse justificar uma diferença tão grande no faturamento (pesquisa feita com as 200 apps mais rentáveis). Como se sabe também é perfeitamente possível piratear no iOS. Com relação ao preço das apps, observando este outro artigo que possui uma série de métricas, nota-se que o preço médio da app na App Store é de US$1,98. Convertendo em reais isso dá exatamente 1 toddynho e meio. E desconsiderei totalmente o fato de que não se deve converter moeda pra esse tipo de conta, a não ser que os americanos estejam recebendo salário em reais e não fiquei sabendo.

Não é muito sábio enfiar Android em qualquer cacareco eletrônico que faz e recebe chamadas e se gabar das vendas se esses celulares de baixo custo não permitem o consumo de apps. Quem consome apps está constantemente instalando coisas novas. Quem compra um celular barato além de não consumir apps naturalmente não vai trocar de celular de 6 em 6 meses para assim gerar uma nova receita. A possível receita com apps que não existe pelo último argumento, de que as apps do Market são muito baratas ou de graça também é furada. Alguns dos jogos mais rentáveis da App Store como Cut The Rope custam estritamente a mesma coisa na App Store e no Android Market.

Considerando tudo isso fica a pergunta: o Google está fazendo algo errado ou donos de Smartphones Android são mãos-de-vaca?



Computação acessória – Um gadget para a todos controlar

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Não faz muito tempo assim e estávamos parados na frente de um computador. Tudo encolheu, acelerou e ganhou pernas muito rapidamente. Vieram aos montes os laptops, os netbooks, os dumb-celulares chiques e finalmente os consoles e smartphones.

Já há gente em busca dos novos caminhos. Ano passado a Apple e o Google começaram a experimentar protótipos para o que já tem sido chamado de computação acessória – dispositivos capazes de se conectarem com à internet e outros aparelhos, cuja principal caracteristica é o fato de poderem ser literalmente vestidos por nós.

(especulação: protótipo do iPod Nano movido à Siri)

As fontes do The New York Times acreditam que a Apple já pode estar vendendo esse peixe para os seus maiores acionistas. Uma boa aposta para o novo nicho pode vir com a cara de um novo tipo de iPod Nano, já no formato de pulseira (acima), totalmente comandado pelo Siri e dando as ordens ao iCloud, Apple TV e qualquer outro iOS da linha.

“Vestir” novas interfaces e aparelhos é ao mesmo tempo algo extremamente inovador e que faz bastante sentido, assim como também parte de uma constelação de experiências bizarras – em especial aquelas distorções com a forma de relógios em busca do Santo Graal da convergência.

A passos mais comedidos, algumas marcas procuram descobrir discretamente como eu e você encaramos a proposta. A Motorola se arriscou primeiro lançando o MotoACTV como uma espécie de fitness partner no kit de acessórios do novo Droid Razr.

(Imagem: pulseira Up fabricada pela Jawbone)

Ainda bastante timidamente, outros fabricantes começam a experimentar com a injeção de produtos com essa pegada, como por exemplo o Up da Jawbone. Também na forma de pulseira, o Up tem um conceito de mobile companion bastante interessante e que conversa com uma aplicação para iOS/Web após a captura de uma série de dados do usuário; desde a sua quantidade diária de passos, perfil de sono e descanso, hábitos de dieta e alarmes variados.

O preço da livre experimentação muitas vezes cobra caro. O próprio Up em sua primeira edição – que veio tipo um surto ou febre espontânea – tinha diversas imperfeições e quebrava mais do que o ego do Steve Ballmer, gerando um alto volume de devoluções e reembolsos.

Parece que alguns desses problemas foram devidamente resolvidos na segunda versão e a Jawbone ainda disputa esse novo e incipiente recorte de consumo com outras alternativas “espertas” como projetos norte-americanos oferecidos pelo FitBit e o WakeMate. A surpresa é não ver os chineses partindo para cima deste novo nicho em potencial. Ainda…

Já se sabe que Richard DeVaul é provavelmente o novo cientista sênior de protótipos da Apple. DeVaul (PhD pelo MIT) é talvez hoje o mais prominente padrinho das ideias cuja especialidade são as tecnologias que poderemos vestir um dia.

O que acha? Quais são as ideias que você imagina terem potencial para criar esse novo cenário? Afinal, você acha que o portátil e seus primos caminham nessa direção?

Computação acessória – Um gadget para a todos controlar



Mais comodidade para quem compra séries na iTunes Store

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Quem tem determinadas músicas compradas individualmente na iTunes Store e quer comprar o CD álbum completo pode apelar para o que a Apple chama de “Complete My Album“, que baixa as demais canções, com desconto referente às que já foram compradas. Geralmente o álbum integral sai mais em conta, então fica mais barato comprar tudo de uma vez. Nas séries não era assim que a banda tocava até uma recente mudança de postura adotada pela Apple.

Se você tem alguns episódios legalmente comprados na iTunes, agora tem a possibilidade de comprar os demais episódios já disponibilizados e aqueles que irão ao ar pelo pacote completo, a tal da Season Pass (ou Passe para a temporada). Novamente, a própria Apple faz o cálculo, dá o desconto sobre o preço já pago pelos episódios avulsos, e garante que os demais chegarão no seu computador imediatamente ou assim que forem liberados.

"Comprar passe para a temporada" já existia e garante a compra de episódios atuais e futuros da temporada

O modelo de negócios da iTunes Store dá certo graças a uma coisa chamada comodidade. Os preços são decentes e evitam que o usuário abra um site de torrent, baixe o arquivo .torrent, depois acompanhe o progresso do download, e ainda tem que verificar se o arquivo não é um pornô tcheco com animais antes de transferir para o dispositivo móvel – o processo pode variar dependendo do usuário e de seus gostos sexuais, claro. Na iTunes Store isso se resolve: um clique e você tem a certeza de que após algum tempo o arquivo comprado estará no seu iPhone, iPod ou iPad (e ainda iTunes) sem dor de cabeça.

Quanto mais a empresa da maçã conseguir entregar comodidade e conveniência a seus consumidores, mais sucesso terá na loja de conteúdo (a maior do mundo, devo acrescentar). Portanto, o Complete My Season Pass chega em boa hora. Ideia que poderia ser adotada pelas demais lojas de conteúdo que tentam peitar a Apple.

Com informações: Mac Rumors

Mais comodidade para quem compra séries na iTunes Store